domingo, 2 de outubro de 2016

"Jota de punho firme": CD Nacional da Madeira 0x4 Futebol Clube do Porto (crónica)

Ficha de jogo completa em fcporto.pt

Outro adversário, outra cantiga. Depois da visita a Inglaterra, o Futebol Clube do Porto regressou às vitórias com uma goleada frente ao Nacional. A viagem à ilha da Madeira correu da melhor forma, e o Futebol Clube do Porto cola-se à frente do campeonato, à condição. Vamos ao filme. 

Nuno Espírito Santo fez duas alterações face ao onze que perdeu frente ao Leicester. O Treinador do Futebol Clube do Porto fez colocar Herrera no lugar de André André e Diogo Jota assumiu o lugar do não-convocado Adrián. O desenho manteve-se em campo. Layún deu o primeiro aviso de bola parada, com Rui Silva a mostrar-se atento. O Futebol Clube do Porto entrou com vontade de apertar no último terço, e acabou por ter resultados ao minuto 11. Diogo Jota tabela com Herrera e o Português isolado não perdoa e abre o marcador. O Nacional tenta responder e o jogo acaba por equilibrar-se, com Casillas chamado a intervir. O Futebol Clube do Porto responde por André Silva, que, isolado, remata muito mal, e por Diogo Jota que tem golo nos pés por duas ocasiões. As oportunidades sucedem e o Nacional apenas aparece no jogo através da bola parada. Depois de um ritmo mais lento, Diogo Jota aproveita para fazer o 2-0. Isolado por André Silva, não perdoa na cara de Rui Silva e dilata a vantagem. A eficácia do jogador emprestado pelo Atlético de Madrid e indiscutível e demonstra-se uma vez mais. Layún cruza na linha da grande área para a cabeça do Português. O movimento curto de antecipação possibilita o hat-trick e o 0-3 ao intervalo. 


Classe pura, parte 1


Primeira parte dominada pela dinâmica e eficácia de Diogo Jota, que foi sempre um perigo para a defesa contrária, incapaz de o encontrar, agarrar ou parar. Conta-se facilmente uma mão cheia de situações de perigo onde o Português esteve na cara do golo só em 45 minutos. A sua dinâmica e fome de golo foi a principal nota. 


Classe pura, parte 2

Para o segundo tempo, Nuno Espírito Santo decidiu manter os mesmos onze jogadores. O ritmo é mais tranquilo e de gestão, mas André Silva deu um primeiro aviso. Ao minuto 58, vai além disso. Óliver estica para Otávio que descobre André Silva na área. De primeira, o avançado Português toca para 0-4. Jogada simples, mas brilhante, e a goleada fica confirmada, e o Futebol Clube do Porto coloca definitivamente o modo gestão no seu jogo. Nuno Espírito Santo aproveita para dar minutos a menos utilizados. Faz regressar Maxi ao minuto 70 para o lugar de Diogo Jota, e adianta Layún, que falhou o chapéu em frente a Rui Silva. Depois troca Otávio por Brahimi ao minuto 75. Óliver acaba por não conseguir acertar na baliza. Rúben Neves ainda tem tempo para jogar 10 minutos no lugar de Danilo Pereira. André Silva poderia ter feito o 0-5, mas foi Laýun que esteve mais perto, na cobrança de um livre. Creio que a bola ainda é tocada por Rui Silva, que a desvia para o ferro. Foi a última oportunidade num jogo de uma eficácia refrescante e um resultado dilatado.


Classe pura, parte 3

(+)

Diogo Jota: Pedi-o para esta partida. Nuno Espírito Santo também já tinha essa ideia na cabeça e lançou o miúdo a titular. Certamente não se arrependeu. Que partida fantástica do estreante a titular. O hat-trick na primeira parte é um recorde pessoal e para o Futebol Clube do Porto. Além dos três golos de belo efeito, conta-se mais um par de situações onde escapou à defesa contrária, lançando o caos. Com um DJ, a música é sempre outra... Esta dupla com André Silva pode e deve-se repetir. Foi só pena termos de esperar pelo 11º jogo oficial... 

NES: Já era tempo de elogiar o Treinador do Futebol Clube do Porto. Objectivamente, ainda se registam parte dos problemas do costume. Alguma dificuldade ainda em construir e insistência na bola longa como solução. Mas quando a bola chega ao último terço com qualidade, o caos estava montado para a defesa contrária. Algo atrasado, mas correcto nas substituições, pese embora trocar um avançado por um defesa é dar parte de fraco, em qualquer parte do mundo. Um pormenor de importância menor. Também está de parabéns! 

Layún: Um motor que carbura a todo o momento. Pressionante no momento defensivo e o único a estar presente do lado direito, no momento ofensivo. Fantástica a forma do mexicano!


Classe pura, parte 4

(-)

Multiópticas: Que os auxiliares que apitam o Futebol Clube do Porto vêm mal, isso já não é novidade. Mas quando se falha meia dúzia de vezes durante uma partida para o mesmo lado, não é possível ser SÓ e APENAS erro humano. Ou é propositado, ou então tem de trocar de lentes. Como são todos uns santos, deve ser outro o problema...


Os números da partida, segundo o Goalpoint.pt

Um Futebol Clube do Porto mais eficaz, mas também mais criador do que em jogos anteriores. Isto porque também defrontou um adversário manifestamente debilitado e de pouca qualidade. Claro que as limitações adversárias não são da nossa conta, mas as mesmas também não impediram que o Futebol Clube do Porto marcasse passo em outras ocasiões.  De toda a maneira, vejo esta partida como uma crucial injecção de confiança, num momento duvidoso da temporada. Um "murro na mesa" que tem de fazer eco nas próximas partidas. Agora aparecem as selecções. Depois, o Gafanha, mas mais importante, o Club Brugge.


Diogo, Otávio, André. DOA.... a quem doer! Vamos PORTO!!

Crente. Portista.


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Um abraço.



"What goes around... comes around."

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