domingo, 16 de outubro de 2016

"Expectativas cumpridas": GD Gafanha 0x3 Futebol Clube do Porto (crónica)

Ficha de jogo completa em fcporto.pt
Em campo neutro, o Futebol Clube do Porto compriu com as expectativas e venceu sem contestação o Gafanha por 3-0. Foi uma exibição segura e profissional que demonstrou a sua qualidade perante uma adversário manifestamente inferior. Vamos ao filme. 

Nuno Espírito Santo não deu asas a grandes facilidades e apenas cedeu oportunidades a Maxi, que regressou após dois meses de paragem, Bolly e José Sá. Daí para a frente, repetiu as escolhas de há 15 dias e entrou na máxima força. André Silva foi o primeiro a assustar, depois do amortecimento de Bolly, mas o remate saiu por cima. Maxi fez de Layún e apareceu na frente com frequência, mas o passe de Danilo não teve a melhor resposta do uruguaio. Alex Telles também tentou a sua sorte, mas a cobrança do livre saiu por cima. O Futebol Clube do Porto circulava a bola e tinha toda a iniciativa, frente a um adversário muito organizado e que só foi arriscando mais com o cronómetro a passar. O teste ao guarda-redes adversário só surgiu com Óliver Torres, depois do quarto de hora. A previsibilidade do jogo do Futebol Clube do Porto só foi quebrada por Otávio. À meia hora de jogo, e depois de uma transição rápida, o brasileiro recebe de costas para a baliza e com classe retira o defesa adversário da jogada e abre caminho para um remate colocado e o inaugurar do marcador. Sem enorme intensidade, o Futebol Clube do Porto gere até ao intervalo e só recebe um susto mesmo em cima do apito, quando Mino entra na área e recebe um cruzamento rasteiro. Mas o remate saiu por cima.

Classe pura de Otávio a desbloquear a partida.


Primeira parte de controlo, domínio e fraca intensidade do Futebol Clube do Porto, com poucas oportunidades, mas o resultado favorável e positivo é justo na entrada para os balneários.

O segundo tempo não trouxe novidades para o Futebol Clube do Porto, com Nuno Espírito Santo a mandar aquecer Brahimi, Corona e Depoitre. Dessa zona vêm Diogo Almeida, guarda-redes do Gafanha, a brilhar. Primeiro, frente a um remate forte de Maxi. Depois a defender a recarga de Diogo Jota, que pouco depois dá-lhe oportunidade para mais uma excelente intervenção. Boly também cabeceia à figura. Como o golo da tranquilidade não surge, Nuno Espírito Santo executa o que certamente tinha planeado e renova o trio da frente ao minuto 65. Brahimi foi o primeiro a assustar, mas rematou ao lado. Já Corona não desperdiçou. Ao segundo poste, aproveitou um cabeceamento de Marcano e empurrou como soube para dentro. 0-2 no marcador e o Futebol Clube do Porto fica mais tranquilo na partida. Brahimi pareceu ser o mais indiabrado, mas o 0-3 só surge perto do fim do jogo por outros protagonistas. Corona procura e encontra a cabeça de Depoitre, que se estreia a marcar pelo Futebol Clube do Porto em cima do minuto 90. Uma excelente forma de terminar a partida.

O golo de Corona emprestou outra tranquilidade ao Futebol Clube do Porto.

(+)

Otávio: mesmo jogando apenas 65 minutos, foi o mais irreverente do Futebol Clube do Porto e muito solicitado durante a partida. O momento mágico registado ao minuto 32 da-lhe o estatuto de melhor em campo.

Corona: Não entrou para fazer de Otávio, mas quase. O impacto da sua entrada foi praticamente imediato. Golo aos 70 e assistiu Depoitre aos 90.

Marcano: destaque muito positivo para um cada vez mais sereno e sólido defesa-central.

(-)

Herrera: "Intensa" não pode ser uma palavra para descrever a exibição do Futebol Clube do Porto. Em particular, o mexicano não a demonstrou frente ao Gafanha, como acumulou alguns erros a nível do passe. Estará a pensar na Liga dos Campeões? Os Portistas estarão a pensar nos milhões que Fernando Gomes alega que ele podia ter rendido...
 
Depoitre estreou-se a marcar pelo Futebol Clube do Porto. Que seja o primeiro de muitos.

A postura de Nuno Espírito Santo merece novamente alguns comentários. Certamente que o Treinador do Futebol Clube do Porto viu as partidas da Taça de quinta-feira e sexta-feira. Não sei se terá sido influenciado pelas dificuldades dos outros, mas o que é facto é que lançou um onze que incluiu internacionais desgastados e poucas poupanças. Foi uma mensagem de que não quis facilitar, mas ao mesmo tempo há que admitir que o Gafanha foi competente e organizado, e só sucumbiu ao poderio individual dos escolhidos por Nuno Espírito Santo. Isto porque, em termos exibicionais, o Futebol Clube do Porto continua pobre. Mas cumprimos! E isso foi o mais importante.

O Futebol Clube do Porto não pára e apenas irá descansar 69 horas antes defrontar o Club Brugge na Bélgica, jogo importantíssimo para as aspirações do Futebol Clube do Porto na Liga dos Campeões. Aí, teremos de ir com tudo! Só a vitória interessa.


Crente. Portista.


Promova o debate. Comente e deixe a sua opinião.

Um abraço.

Sem comentários:

Enviar um comentário