segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Curta sobre uma capa: Jornal OJOGO, 31 de Outubro de 2016

No blog Porta 26 é feito um esforço titânico para não se falar de arbitragem. É uma tema que, por muita importância que tenha, não gosto de falar. Deixo isso para quem é especialista, que há muitos por aí. É política da casa favorecer o tema das contas e, mal vi esse nome numa capa de um jornal desportivo, foi rápida a reacção e a vontade de escrutínio. Claramente fui ao engano... 

Não é o maior destaque da capa, mas salta bem à vista...

Tanto ao intervalo, como no fim da partida em Setúbal, os jogadores do Futebol Clube do Porto rodearam o árbitro da partida em busca por explicações perante as suas soberanas decisões. Talvez em busca por mais tempo de compensação, dado o exemplo de clubes da capital que não aceitam menos de meia dúzia. Mas a escolha editorial aponta para uma análise global dos pontos perdidos à custa do apito: 16!!. O foco especial vai para as grandes penalidades por assinar apenas durante o ano civil de 2016. OJOGO conta 8 lances que recolheram unanimidade. Destas 8, segundo o  jornal, 5 tiveram influência no resultado. E existem casos já muito badalados, como Arouca, Tondela ou Paços de Ferreira, partidas onde o Futebol Clube do Porto praticou exibições manifestamente deploráveis, mas cujos resultados negativos poderiam ter sido atenuados caso o apito não quisesse tirar partido da situação para se destacar. Setúbal foi apenas mais um local para isso. 


E direcção? E administração? Nada...


Outro facto, a meu ver mais importante, é a reacção ao assalto constante. O Treinador do Futebol Clube do Porto é o único que é capaz de falar do apito. Vitor Pereira, Paulo Fonseca, Lopetegui... Até José Peseiro, outro manso, e que raramente toca no assunto, chegou a falar do apito. Mas quem bate recordes é Nuno Espírito Santo. O problema é que isso não pode ser surpresa para ninguém. NES não tem esse perfil e todos sabiam disso. Se estavam à espera que ele assumisse essa responsabilidade, cometeram um erro fatal. O Dragões Diário, que confesso que já não leio com a frequência de outrora, é o meio mais utilizado para tal. Na época 2016/17, as redes sociais juntaram-se à festa, e bem, na minha perspectiva. O problema é que assim só fomenta o debate, já de si muito inflamado, nestas plataformas. Ninguém fala nos meios de comunicação social sobre o roubo que se faz ao Futebol Clube do Porto, e só e apenas porque NINGUÉM da "estrutura" do Clube ou da SAD DÁ A CARA! Tem de ser sempre o treinador. E o treinador é para treinar, não é para reclamar do que quer que seja.   

Já foram várias as vezes em que o Futebol Clube do Porto ficou calado e nem sequer reagiu ao assalto constante do apito. Desta vez, existe alguma reacção, mas, a meu ver, volta-se a pecar pelo canal escolhido e pelo emissor da reacção. Perde-se a conta à quantidade de vezes que clubes da capital utilizaram jornais como meio de comunicação e influenciador de opinião, mas sempre complementaram a sua política de choro em frente às câmaras, e de forma constante no seu próprio canal. No caso específico do Futebol Clube do Porto temos um Presidente que sempre chamou a si a responsabilidade da comunicação e que muitos dizem nunca se ter escondido... Alguém o vê? Não, desta vez preferiu o conforto da imprensa escrita em vez de aparecer. Por isso, faço um apelo: Presidente, se não está capaz de o fazer, passe essa responsabilidade para outro. Caso ainda não tenha reparado, outros tentaram imitá-lo, e falharam. Por isso, passaram a bola a outros e agora estão melhores que nós. 

O apito erra e irá sempre errar. Porque é globalmente mau. O campeonato é uma corrida e os erros do apito não são um caminho de empedrado do século passado, mas sim como um caminho inclinado que só favorece quem o passeia de vermelho. Porque o apito é influenciado e será sempre influenciável. Quer sejam amadores ou profissionais, se lhes for possível levar a família a jantar sem pagar, jamais irão rejeitar. A integridade da classe já foi há muito. 

Resta-nos ser melhores. Muito melhores do que os adversários para ganhar. Não há outra possibilidade. Porque já sabemos que, se Fábio Veríssimo visitar o Estádio do Dragão este domingo, é para vermos novo episódio desta história. 

Estamos mansos, Rodolfo... E assim mansos não vamos lá.


Descrente. Portista. 


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Um abraço. 


Uma foto publicada por FcPorto•SuperDragoes•Porto (@macacolidersd) a
De Canidelo para o mundo, com centro de operações em Canelas. É bom que João Pinheiro não seja talhante...

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