segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Curta sobre uma capa: Jornal OJOGO, 31 de Outubro de 2016

No blog Porta 26 é feito um esforço titânico para não se falar de arbitragem. É uma tema que, por muita importância que tenha, não gosto de falar. Deixo isso para quem é especialista, que há muitos por aí. É política da casa favorecer o tema das contas e, mal vi esse nome numa capa de um jornal desportivo, foi rápida a reacção e a vontade de escrutínio. Claramente fui ao engano... 

Não é o maior destaque da capa, mas salta bem à vista...

Tanto ao intervalo, como no fim da partida em Setúbal, os jogadores do Futebol Clube do Porto rodearam o árbitro da partida em busca por explicações perante as suas soberanas decisões. Talvez em busca por mais tempo de compensação, dado o exemplo de clubes da capital que não aceitam menos de meia dúzia. Mas a escolha editorial aponta para uma análise global dos pontos perdidos à custa do apito: 16!!. O foco especial vai para as grandes penalidades por assinar apenas durante o ano civil de 2016. OJOGO conta 8 lances que recolheram unanimidade. Destas 8, segundo o  jornal, 5 tiveram influência no resultado. E existem casos já muito badalados, como Arouca, Tondela ou Paços de Ferreira, partidas onde o Futebol Clube do Porto praticou exibições manifestamente deploráveis, mas cujos resultados negativos poderiam ter sido atenuados caso o apito não quisesse tirar partido da situação para se destacar. Setúbal foi apenas mais um local para isso. 


E direcção? E administração? Nada...


Outro facto, a meu ver mais importante, é a reacção ao assalto constante. O Treinador do Futebol Clube do Porto é o único que é capaz de falar do apito. Vitor Pereira, Paulo Fonseca, Lopetegui... Até José Peseiro, outro manso, e que raramente toca no assunto, chegou a falar do apito. Mas quem bate recordes é Nuno Espírito Santo. O problema é que isso não pode ser surpresa para ninguém. NES não tem esse perfil e todos sabiam disso. Se estavam à espera que ele assumisse essa responsabilidade, cometeram um erro fatal. O Dragões Diário, que confesso que já não leio com a frequência de outrora, é o meio mais utilizado para tal. Na época 2016/17, as redes sociais juntaram-se à festa, e bem, na minha perspectiva. O problema é que assim só fomenta o debate, já de si muito inflamado, nestas plataformas. Ninguém fala nos meios de comunicação social sobre o roubo que se faz ao Futebol Clube do Porto, e só e apenas porque NINGUÉM da "estrutura" do Clube ou da SAD DÁ A CARA! Tem de ser sempre o treinador. E o treinador é para treinar, não é para reclamar do que quer que seja.   

Já foram várias as vezes em que o Futebol Clube do Porto ficou calado e nem sequer reagiu ao assalto constante do apito. Desta vez, existe alguma reacção, mas, a meu ver, volta-se a pecar pelo canal escolhido e pelo emissor da reacção. Perde-se a conta à quantidade de vezes que clubes da capital utilizaram jornais como meio de comunicação e influenciador de opinião, mas sempre complementaram a sua política de choro em frente às câmaras, e de forma constante no seu próprio canal. No caso específico do Futebol Clube do Porto temos um Presidente que sempre chamou a si a responsabilidade da comunicação e que muitos dizem nunca se ter escondido... Alguém o vê? Não, desta vez preferiu o conforto da imprensa escrita em vez de aparecer. Por isso, faço um apelo: Presidente, se não está capaz de o fazer, passe essa responsabilidade para outro. Caso ainda não tenha reparado, outros tentaram imitá-lo, e falharam. Por isso, passaram a bola a outros e agora estão melhores que nós. 

O apito erra e irá sempre errar. Porque é globalmente mau. O campeonato é uma corrida e os erros do apito não são um caminho de empedrado do século passado, mas sim como um caminho inclinado que só favorece quem o passeia de vermelho. Porque o apito é influenciado e será sempre influenciável. Quer sejam amadores ou profissionais, se lhes for possível levar a família a jantar sem pagar, jamais irão rejeitar. A integridade da classe já foi há muito. 

Resta-nos ser melhores. Muito melhores do que os adversários para ganhar. Não há outra possibilidade. Porque já sabemos que, se Fábio Veríssimo visitar o Estádio do Dragão este domingo, é para vermos novo episódio desta história. 

Estamos mansos, Rodolfo... E assim mansos não vamos lá.


Descrente. Portista. 


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Um abraço. 


Uma foto publicada por FcPorto•SuperDragoes•Porto (@macacolidersd) a
De Canidelo para o mundo, com centro de operações em Canelas. É bom que João Pinheiro não seja talhante...

domingo, 30 de outubro de 2016

"Onde andas Jorge Nuno?": Vitoria FC 0x0 Futebol Clube do Porto (crónica)

Ficha de jogo completa em fcporto.pt

O apito final de João Pinheiro no Bonfim originou um conjunto de emoções que simplesmente proibiu qualquer escrita. O perfeito estado de ebulição, não permitia no momento qualquer processamento. Exigia-se tempo. Porque, quando se escreve, é necessário tomar uma posição sólida e clara. A escrita de electrocardiograma não ajuda em nada. E há tanto por dizer... Mas primeiro o filme do jogo, porque o Futebol Clube do Porto empatou em Setúbal, algo que não acontecia desde 06 de Outubro de 1997. Do ponto de vista histórico, os três pontos eram quase uma garantia no Bonfim. Só que não. 

A partida começou à Futebol Clube do Porto: lenta. Mas a iniciativa moraou do lado forasteiro, como sempre. O Setúbal não entrava na área do Futebol Clube do Porto, que conseguia chegar ao último terço, mas sem o engenho necessário para criar uma verdadeira chance de golo. O primeiro momento de esperança surgiu com uma bicicleta de Felipe, já depois do quarto de hora, mas Bruno Varela amarrou sem problemas. Depois foi André Silva a ver o seu remate interceptado, cenário que ocorreu várias vezes. A verdadeira oportunidade surgiu nos pés de Óliver, marcavam 25 minutos. Isolado por Diogo Jota, hesitou e deixou Bruno Varela intervir. Depois foi Diogo Jota a cabecear muito perto da baliza. O Futebol Clube do Porto explorou com maior insistência a largura, mas era no meio que as coisas se podiam resolver. Herrera tentou com o pé esquerdo. Como a bola veio, a bola foi, e o seu remate saiu ao lado. A ameaça pairava sobre a baliza de Bruno Varela, mas o nulo resistia ao intervalo.

Primeira parte de sentido único a favor do Futebol Clube do Porto, com um par de oportunidades claras, mas uma tremenda falta de pontaria e eficácia dentro de um jogo globalmente fraco para a qualidade individual dos intervenientes de preto.


Os números Goalpoint.pt ilustram bem o que se passou na primeira parte

É apanágio de Nuno Espírito Santo iniciar as duas partes com os mesmos onze. E assim o fez. E o que é facto é que nada mudou. André Silva foi o primeiro a avisar. Mas o minuto 54 traz a melhor oportunidade. Otávio faz a bola pingar na cabeça de Diogo Jota, que não consegue desviar a bola de Bruno Varela. Que perdida! Foi aquele momento de "epá não sei se ganhamos". A hora de jogo trouxe a primeira mexida, com troca de mexicanos. Corona entrou para o lugar de Herrera. Assumiu-se finalmente o 4-4-2 em pleno. Mas, sem a eficácia desejada, Nuno Espírito Santo fez dupla troca, com Diogo Jota e Óliver a darem lugar a Brahimi e Rúben Neves. E trocou novamente o desenho. Dois atrás e três irreverentes no apoio a André Silva. O minuto 77 traz um fora-de-jogo bem assinalado a Fábio Cardoso, que introduziu a bola na baliza, depois da cobrança de um livre que nem devia ter existido. O golo foi bem anulado, mas deu esperança ao Setúbal, que conseguiu partir o jogo nos últimos minutos, e viu, no seu minuto 84, o momento chave do protagonismo de terceiros. Otávio foi carregado na área por Vasco Fernandes, mas Jorge Pinheiro decidiu ao contrário e mostrou cartão amarelo ao brasileiro do Futebol Clube do Porto. Momento "facepalm" da partida. Nesse momento foi-se tudo: o discernimento, a organização e dois pontos.


(+) 

Felipe: Na falta de um elemento ofensivo que se destaque, há que falar da boa exibição do defesa-central do Futebol Clube do Porto. Impediu com eficácia as raras chegadas do adversário ao último terço do terreno e tentou fazer de avançado por várias vezes. Pelo menos tentou... Escapou a sanção disciplinar quando atinge a cara de adversário que não vê a chegar.

Danilo: Outro que tal. Recuperou bolas, interceptou e desarmou como ninguém na hora de defender. Está firme, está seguro, está... comendador. O problema está mesmo para a frente. Imagine-se só se o Futebol Clube do Porto tinha um par de lapsos de concentração no sector defensivo... 

Adeptos: A curva esteve em peso no Bonfim. Fizeram sentir a sua presença de princípio a fim, e não tiveram o que mereciam. Esses nunca tiveram dúvidas sobre o que fazer, como fazer, ou com que intensidade. Foi prego a fundo durante hora e meia. E será prego assim quarta-feira e domingo. Disso não tenho dúvidas.


(-)  

Herrera: O mexicano é o sintoma mais proeminente do vazio que é a estratégia implementada por Nuno Espírito Santo. Do ponto de vista individual, cortou, desarmou, interceptou e reiniciou jogadas. Mas, a partir daí, é um marasmo completo. Isto porque não alcança uma concordância entre o que sabe fazer e o que parece lhe ser pedido. E isso não é culpa de quem vai lá para dentro, mas sim de quem o escolhe. 

Jorge Nuno Pinto da Costa: Onde anda, Presidente? Vidas pessoais não são para aqui chamadas. Aponto a minha crítica a si em particular, pois acredito que o meu velho Jorge Nuno Pinto da Costa nunca falharia de forma tão consecutiva na escolha de treinador do Futebol Clube do Porto, não permitiria este tipo de registo dentro de campo por tanto tempo, nem sequer deixaria acontecer esta arbitragem e ser manso perante ela. Noutros tempos, o apito já estava na boca e o braço apontado para a marca antes do Otávio chegar ao chão. E com toda a razão! Porque foi penalty! E o árbitro viu. Se não assinalou, foi porque não quis. O que mais me entristece é o estado que influencia tudo o resto, seja a equipa, o adversário ou apito. É que hoje o Futebol Clube do Porto não é respeitado nem mete medo a ninguém. É manso... Quem realmente fomentou o nível de reputação que um dia alcançámos, hoje deixa escapar todo o seu trabalho de décadas pelas mãos sem compreender que já não é capaz de o segurar ou recuperar. Qual profecia a frase que foi dita durante a Gala dos Dragões de Ouro, na passada segunda-feira: 


"Rigor, Competência, Ambição e Paixão. São estes os quatro pilares. Se um destes falhar, tudo pode ruir. Todo o trabalho de décadas que se tem construído pode cair."  

De forma deliberada, Jorge Pinheiro não quis assinalar esta grande penalidade. Onde vai gastar o voucher?


Exibição boa ou má, queria os três pontos como tudo! Mas nem isso... Evidentemente que o ponto mais fraco da exibição de ontem foi a eficácia. Das poucas vezes que conseguimos alvejar a baliza contrária faltou o critério necessário e um pingo de discernimento e acutilância. Aquela assertividade que advém de uma confiança intrínseca, e não estimulada por palmas ou assobios da bancada. Do banco vieram alterações, mas sem consequências positivas. Nuno Espírito Santo mexeu tarde e sem eficácia, originando nova questão grave: Depoitre foi escolha tua? Acho que já toda a gente percebeu que demonstra pouco futebol. Mas será que foi opção para Nuno? Será que Nuno escolheu Depoitre a dedo? 


Por muito penalty por assinalar, três remates à baliza é pouco para o Futebol Clube do Porto. Foto original

Se a recepção ao Club Brugge será uma final, o Futebol Clube do Porto acrescentou novo jogo decisivo no domingo seguinte. Na sexta-feira, um empate frente ao líder não seria uma catástrofe. Era mau, mas não uma catástrofe. Hoje é. E uma derrota é um abandono a qualquer aspiração. Por isso, o Futebol Clube do Porto entrará novamente no Estádio do Dragão em brasas.  Eu obviamente estarei lá. Não fujo. Porque há que estar presente. Para apoiar durante e para no fim reagir, ora através do aplauso, ora através do assobio. No assobio não me apanham, fruto da falta de arte. 


Desanimado. Portista.


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Um abraço.

sábado, 29 de outubro de 2016

"Um Porto resultadista?": Vitoria FC vs Futebol Clube do Porto (antevisão)

Partida marcada para sábado, 29 de Outubro, a partir das 18h15. Transmissão Sport TV.

À procura de um mês com resultados perfeitos, o Futebol Clube do Porto desloca-se ao Estádio do Bonfim para defrontar o Vitória de Setúbal em mais uma partida a contar para o campeonato. Nuno Espírito Santo tem todo o plantel à disposição e segue em busca de novo triunfo, que seria o 5o consecutivo alcançando o pleno no actual mês de Outubro. 


Aposto no seguinte onze:



Um Futebol Clube do Porto em 4-3-3... por favor. Capaz de mandar no jogo, rapidamente assumir o controlo do encontro, encostar o adversário ao último terço, com arte, com largura, com agilidade de processos. E, no fim, uma vitória. Se tudo isto que descrevi no meio não se passar, mas somarmos mais três pontos, óptimo na mesma. Porque tem sempre muita piada ver adversários directos perder pontos... se, claro, ganharmos! E estamos obrigados a ganhar, dê por onde der, DOA, a quem doer...

O Futebol Clube do Porto joga um importante confronto a contar para a Liga dos Campeões. Mas Nuno Espírito Santo foi bem claro durante a conferência de imprensa de antevisão à partida: nem quer ouvir falar disso! E com razão! Primeiro o Setúbal. 

Nota para a chatice que é pagar a espanhóis. Além do salário imensamente gordo de Casillas, ainda temos de pagar a Lopetegui. Meus caros, tendo em conta quem nos lidera, habituem-se. O orçamento e as contas são rapidamente esquecidas e colocadas em segundo plano. Tudo normal...


Crente. Portista.


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Um abraço."

domingo, 23 de outubro de 2016

"Sentido único": Futebol Clube do Porto 3x0 FC Arouca (crónica)

Ficha de jogo completa em fcporto.pt

Debaixo de uma chuva intermitente, mas castigadora, o Futebol Clube do Porto não aquaplanou e derrotou de forma convincente o Arouca, numa partida de sentido único e metade do relvado para alugar. Otávio e André André foram baixas nas escolhas de Nuno Espírito Santo, com o lugar do brasileiro no onze a ser ocupado por Corona, e que entregou toda a ala esquerda a Alex Telles, com Óliver e Diogo Jota em apoio. Vamos ao filme.

Desde cedo o Futebol Clube do Porto demonstrou que quis resolver a partida rapidamente. Corona foi o primeiro a criar perigo. Se num primeiro momento o mexicano perdeu-se pela linha de fundo, ao minuto 5 passa por dois adversários mas só consegue acertar no poste, sem que a segunda bola sorria para nenhum jogador do Futebol Clube do Porto. Do outro lado, foi Óliver a ser servido por Herrera. Perante Bracalli, permitiu uma excelente defesa do guarda-redes do Arouca. A atitude pressionante e positiva persistiu, com um Arouca apenas preocupado em reter o marcador no nulo. O Futebol Clube do Porto continuou a pressionar o Arouca, mas faltava um momento de finalização capaz de fazer mexer o marcador. Ao minuto 34, Diogo Jota fez tudo bem e, já com Bracalli fora do lance, foi Jubal que cortou em cima da linha. Pouco depois, Marcano apenas penteou a bola no cabeceamento e este saiu ao lado. Ao minuto 43, chega finalmente o golo. Gégé cortou de forma deficiente um cruzamento de Layún, que Diogo Jota aproveitou, nas costas, para servir André Silva. Com tempo e espaço, o melhor marcador do Futebol Clube do Porto deu hipótese nula a Bracalli e inaugurou o marcador. Mesmo em cima do intervalo, Diogo Jota teve nos pés o 2-0, mas o remate sai ao lado.



Sorte, noção e engenho no golo. 


Vantagem justíssima do Futebol Clube do Porto ao intervalo, que parecia que não ia aparecer dentro da primeira parte. Casillas foi um espectador durante o primeiro tempo e o resultado poderia estar bem mais dilatado.



Querem mais domínio do que isto? Estatísticas Goalpoint.pt

Para a segunda parte, Nuno Espírito Santo confiou na mesma estrutura, mesmo considerando um Corona condicionado dada a agressividade contrária. O Arouca esboçou por momentos uma tentativa de reacção, mas o Futebol Clube do Porto rapidamente tomou conta da partida. Em contra-ataque, faltou definição a Diogo Jota. Logo a seguir, André Silva chutou por cima. Já Óliver teve mais, mas não melhor pontaria, e acertou na figura de Bracalli. Ao minuto 58, Vitor Costa empurrou André Silva dentro da área, mas o árbitro Manuel Mota deixou passar. O minuto 65 trouxe uma dupla alteração, com Brahimi e Rúben Neves a entrarem para os lugares de Óliver e Corona. A cerimónia em frente à grande área fez com que nem Brahimi, nem Diogo Jota nem Herrera conseguissem rematar. O resultado estava à justa, mas a intensidade global diminuiu com o passar do tempo. Brahimi procurou o seu tento, mas encontrou oposição na altura do remate. Já ao minuto 78 procurou isolar André Silva. O corte é feito na altura certa mas a bola sobrou para Diogo Jota. Desta vez este procurou a cabeça do colega que, sem Bracalli na baliza, fez o segundo da partida e da conta pessoal. Outra tranquilidade e outra justiça com o 2-0 no marcador. A salva de palmas para o "actor secundário" da partida foi mais do que merecida quando saiu para dar lugar a Silvestre Varela. O jogo não podia terminar sem que Brahimi conseguisse o seu momento de glória. Casillas encaixou um cruzamento sem sentido e disparou para o argelino que recepecionou, cortou para dentro, passou por dois adversários e disparou sem reacção de Bracalli. Um momento egoísta e de classe do argelino que resultou no 3-0 final.



Sobras? Foi o prato favorito desta dupla frente ao Arouca.

(+)

André Silva: "O meu trabalho é marcar golos" disse o avançado do Futebol Clube do Porto após a partida ao fcporto.pt. E cumpriu-o da melhor forma. Máxima eficácia frente a Bracalli. Por isso, o melhor em campo.

Diogo Jota: No meio de um jogo esforçado mas inconsistente do ponto de vista táctico, o Português brilha no oportunismo e na dupla assistência a André Silva. Por momentos pareceu perdido em campo e com necessidade de recuar, mas sem receber jogo. De toda a maneira, o seu registo no campeonato seguiu positivo. 

Corona: Desde o primeiro minuto, e enquanto durou, foi o jogador mais irreverente. A parceira com o seu compatriota Layún e uma ala direita muito explorada permitiu-lhe ser protagonista, exigiu mais tempo de utilização.

(-)

A aula de Educação Visual de NES: Não quer discutir o conteúdo dos seus sarrabiscos, ou da sua tentativa de aula. Um show digno de Toni ou de Vitor Pereira em terras do Médio Oriente. Faço apenas uma apelo: menos paleio, e mais FUTEBOL!!! Aquele tipo de discurso só tem é de ficar no balneário e nunca saltar cá para fora, a não ser talvez no Museu, como um exemplar do trabalho de AVB agora reside. Mesmo depois de uma vitória convincente, a quarta de seguida e a liderança à condição, este é o momento em que acredito menos em Nuno Espírito Santo. Não, Nuno... Não. À frente dos jornalistas não.


Show?? Só dentro do relvado. Brahimi e Corona deram-no, por exemplo.  


Menos paleio, e mais Futebol, por favor. Vamos a isto? Frente ao Arouca, Nuno Espírito Santo teve mais intensidade e intenção nos primeiros minutos, e rapidamente poderia ter resolvido a partida. A estratégia parecia semelhante, mas com uma nuance fundamental. Desta fez foi Alex Telles a não ter companhia certa, com Óliver e Diogo Jota a preencher o espaço vazia do lado esquerdo do ataque, jogadores que compreender o que é fazer a posição, coisa que não acontece com Herrera, André André ou mesmo André Silva, que continua a correr demais para um goleador. NES pede a este onze algo que sabe fazer e que sente confortável em executar. Verificou-se uma maior largura, entreajuda e cobertura do terreno, através de apenas uma alteração. No entanto, continuamos a verificar problemas graves na transição ofensiva em posse. Em diversos momentos do jogo, foi notória a distância entre Danilo Pereira, recuado entre os defesas-centrais com bola, e o restantes médios, que adiantavam-se sem pensar em ajudar na construção, só para depois terem de recuar, ou obrigar Diogo Jota a ser opção de passe curto. Um dos interiores terá forçosamente de perceber que tem de ficar mais perto para ajudar no transporte de bola. Isto treina-se, digo eu. Depois, os golos. E estes golos já não se treinam. Duas sobras e um rasgo de génio. Frutos de insistência e espírito, é certo. Mas bafejados por um ponta de sorte que não aparece todos os dias. E essa falta nós já sentimos na pele. Feliz, agradado, mas não descansado para o que aí vem. 


Atitude. Egoísmo. Classe. Futebol. Não é possível separar o bom do mau em Brahimi. Ou tudo, ou nada.

Hoje tinha de escolher um de dois caminhos. Ou entraria no comboio do empolgados para dizer que somos os maiores e que agora é que vai ser, ou escreveria de forma mais pragmática, alertando para os buracos que ainda existem na forma de jogar. Escolhi pender mais para a última, pois os adversários mais difíceis estão para chegar, não são cegos e certamente querem aproveitar as nossas fragilidades. E porque ainda há tempo para corrigir durante esta semana sem jogos que se inicia. Depois não há margem para tal, com a a deslocação a Setúbal, a crucial a recepção aos belgas e o clássico. Quero comprar bilhete para esse comboio o quanto antes, mas não me sinto seguro. No entanto, acredito que o meu embarque pode ainda chegar.



Adversário que pouco o foi. Estatísticas Goalpoint.pt

Crente. Portista.


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Um abraço.

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

"Aprender e evoluir": Futebol Clube do Porto vs FC Arouca (antevisão)

Jogo marcado para sábado, 22 de Outubro e início às 20h15. Transmissão SportTV.  

Outro adversário, outra cantiga. O campeonato está de volta, finalmente. E o Estádio do Dragão também. Depois de quatro jogos fora de casa (3V e 1D), o Futebol Clube do Porto volta à sua casa para receber o Arouca. Em caso de vitória, o Futebol Clube do Porto alcançará a liderança do campeonato, embora à condição. Otávio treinou condicionado desde o regresso da Bélgica. André André teve uma gripe e convalesceu durante quinta-feira. Mesmo assim, ainda poderão ser duas opções na abordagem de Nuno Espírito Santo a esta partida.


Aposto no seguinte onze:




Sublinho que este não é de todo o onze que gostaria de ver frente ao Arouca, que não ganha há 2 meses, e tem dois empates nos últimos 7 jogos, com destaque para a derrota em Queluz, para a Taça de Portugal. Estatística que Nuno Espírito Santo não espera que favoreça o Futebol Clube do Porto, que preferiu dar foco às três vitórias consecutivas, série que ainda não tinha conseguido esta temporada, e que traz confiança acrescida ao plantel. Confesso que apreciaria muito mais o desenho (mas também a ambição e a atitude) que verificámos na última meia hora na Bélgica, num sinal de manifesta aprendizagem e evolução. No entanto, é o onze no qual acredito que o Treinador do Futebol Clube do Porto irá apostar. Porque confio na casmurrice dos treinadores que, em abono da verdade, chegam onde chegam com as suas decisões e as suas ideias. E, desde o início, Nuno Espírito Santo confia em si mesmo e nas suas ideias. Os resultados ditarão se as suas ideias são as mais indicadas. Porque é legítimo que espere e deseje uma vitória frente ao Arouca para pressionar adversários directos e que não esteja a perder aos 15 segundos de jogo. Mas esperar que faça um treinador algo de diferente e que veja a luz ao fundo do túnel será sempre um exagero da minha parte. 

Nota para o sorteio da Taça de Portugal. O malabarista Simão Sabrosa até teve dificuldades em abrir a bola do Futebol Clube do Porto, abrindo oportunidade para um momento de trafulhice pura. A deslocação a Chaves será muito dura, mas ainda não é para já. Primeiro o Arouca.


Crente. Portista.


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Um abraço. 

terça-feira, 18 de outubro de 2016

"Acordar a tempo": Club Brugge 1x2 Futebol Clube do Porto (crónica)

Ficha de jogo completa em fcporto.pt

É triste quando um treinador de bancada tem os olhos mais abertos que um treinador de banco. O Futebol Clube do Porto venceu num duelo de antigos guarda-redes no banco de suplentes, através das mudanças  que saíram desse mesmo banco. Nuno Espírito Santo apostou no onze teoricamente mais forte, promovendo três alterações face ao jogo para a Taça de Portugal, frente ao Gafanha. Casillas, Layún e Felipe regressaram para um 4-4-2 sem um extremo direito, com o lateral mexicano a assumir novamente todo o flanco, o capitão Herrera ficou a par de Óliver, e Diogo Jota a apoiar André Silva. Rúben Neves e Silvestre Varela ficaram na bancada. Vamos ao filme.

A partida começou equilibrada mas o Club Brugge ganhou rapidamente o ascendente. Foi Casillas a ter de intervir, parando um remate de Vossen. Depois, fez uma enorme defesa frente a um livre de van Rhijn, À terceira, e depois de muitas indecisões de parte a parte, Vossen recepciona, e, bem enquadrado, remata para 1-0. Dupla falha de Layún, falha de Danilo Pereira e o primeiro golo da equipa belga na fase de grupos. O Futebol Clube do Porto tentou responder. Otávio foi o primeiro a tentar, mas o cabeceamento ao cruzamento de Óliver saiu ao lado. Depois foi Herrera a tentar o empate, com Butelle a defender como soube, que fez o mesmo quando Marcano foi à frente tentar a sua sorte de cabeça. Otávio tentou a magia, mas acabou sem soluções e desequilibrado. A pressão aumentava com o chegar da meia hora, mas sem consequências no marcador. Pina tem o 2-0 nos pés depois de uma má abordagem ao lance da defesa do Futebol Clube do Porto, mas Casillas acaba por resolver. A sorte também não acompanhou totalmente o remate de Héctor Herrera. Última nota da primeira parte para um amarelo a Layún depois de protestos desnecessários. 


Números Goalpoint.pt. Mais posse, mas um equilíbrio desequilibrado pela eficácia. 

Primeira parte fraca do Futebol Clube do Porto, com demasiada bola, mas pouca largura, sempre muito dependente dos laterais para criar o desequilibro pelas faixas. Um jogo demasiado afunilado e que serve pouco os avançados acaba por criar um resultado justo, premiando a eficácia adversária perante a passividade defensiva nos primeiros 15 minutos de jogo.


Para a segunda parte, Nuno Espírito Santo parece não ter percebido o problema e deu um voto de confiança aos jogadores e à estratégia. Naturalmente, a equipa belga voltou a estar perto do 2-0. A fraca pressão na zona central deu espaço a Vormer para rematar. Felizmente, o remate saiu ao lado. Nuno Espírito Santo acorda para a vida perto da hora de jogo e faz entrar Brahimi e Corona para o lugar de Herrera e Diogo Jota. 4-3-3 bem desenhado em campo, com o argelino na esquerda e Corona na direita. Otávio junta-se a Óliver no meio. Rapidamente Brahimi tentou surpreender, com Butelle a defender para canto. Depois é Layún a ter espaço para o remate, mas Butelle volta a encaixar. O Futebol Clube do Porto cresceu no jogo com a mexida e, com melhor definição, manda na partida. Otávio combina bem com André Silva, mas o remate saiu ao lado. O Club Brugge ainda assusta, mas o Futebol Clube do Porto colocou justiça no resultado ao minuto 68. Grande jogada de contra-ataque, com Otávio a lançar Layún, que apareceu com espaço na direita e, sem cerimónias, chutou com força para o empate. Outro Futebol Clube do Porto, outra iniciativa, outro resultado. Otávio deu lugar a André André ao minuto 72 para refrescar um Futebol Clube do Porto motivado e claramente por cima da partida. Layún voltou a tentar de longe, com Butelle a encaixar. A seguir, Óliver descobriu bem Corona, mas o mexicano não consegue encontrar Brahimi. O argelino tentou perto do fim, mas o remate saiu ao lado. O Futebol Clube do Porto foi acumulando remates e oportunidades depois das alterações, mas faltava um maior esclarecimento para dar a volta por completo. Brahimi tentou tirar meio mundo do caminho e acaba por servir André André. Já pressionado, este remata frouxo. A oportunidade acaba por surgir em cima do minuto 90. Claudemir derruba Corona dentro da grande área e faz penalty. Da marca dos 11 metros, André Silva não vacila e dá uma merecida primeira vitória na fase de grupos ao Futebol Clube do Porto.
   


Take a bow, son. What a hit!!!!

(+)


Layún: teve mais tentativas de remate do que os avançados do Futebol Clube do Porto. Sozinho, deu espaço para o golo adversário, mas marcou o empate. Fez o que soube a defender e apareceu muito no ataque. Foi o homem com mais atitude no Futebol Clube do Porto. 

Óliver: A fraca dinâmica de jogo do Futebol Clube do Porto teve no espanhol o principal resistente até que o Treinador do Futebol Clube do Porto decidiu mexer. 

Brahimi: Mesmo com o individualismo habitual, destaco a refrescante iniciativa e irreverência do argelino, contrastante com a previsibilidade registada até ao momento. 

(-) 

NES: Imaginem um Futebol Clube do Porto em 4-3-3 durante hora e meia. Custa-me muito repetir-me. Mas, dada a necessidade, volto a repetir-me. Para quê um Futebol Clube do Porto com dois avançados e manco num flanco, quando tem jogadores e se sente mais confortável e mais acordado com extremos, com largura e com dinâmica em 4-3-3? O jogo interior, frente a uma equipa bem organizada, não se reconhecia e voltou a encontrar muitas dificuldades. Felizmente, acordou a tempo e deu a oportunidade de se reencontrar e foi buscar o jogo. Espero que o Treinador do Futebol Clube do Porto de vez. Não é possível dar uma hora de jogo de avanço à equipa adversária e espero sinceramente que seja possível aplicar o que foi aprendido já no sábado, frente ao Arouca. 

Herrera: ZZZZZzzzzzzz..... Se é para isto, talvez André André possa se demonstrar como uma solução superior.



A frieza de André Silva imperou no momento decisivo. 

Ganhámos! E isso era o mais importante! E claramente merecemos! Mas é crucial retirar conclusões depois desta vitória e perceber de onde ela saiu. Julgo que será perfeitamente óbvio de onde veio. Veio do banco, e veio porque Nuno Espírito Santo acordou para a vida. Uma vida onde que os treinadores de bancada já estavam. Só faltava o Treinador do Futebol Clube do Porto. Apelo à completa ausência da casmurrice habitual de qualquer treinador e seguir com os jogadores e táctica que deram a volta ao texto, já sábado, frente ao Arouca. Para a Youth League, os jovens do Futebol Clube do Porto voltaram a não facilitar. Um "bis" de Rui Pedro deu a vitória ao Futebol Clube do Porto, que regista um pleno de vitórias até ao momento. 

Núneros da partida, pelo Goalpoint.pt. Números que cresceram com as mudanças.


Crente. Portista.


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Um abraço.

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

"Sem margem de erro": Club Brugge vs Futebol Clube do Porto (antevisão)

Jogo marcado para terça-feira, 18 de Outubro de 2016, a partir das 19h45. Transmissão SportTV

O descanso é curto para tão importante viagem. Terça feira o Futebol Clube do Porto defronta o Club Brugge no Jay Breydel Stadium, na partida a contar para a 3ª jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões. Nuno Espírito Santo tem todo o plantel disponível e levou 20 jogadores para a Bélgica. Rúben Neves, Layún, André André e Felipe regressam aos convocados. João Teixeira e Sérgio Oliveira ficam na cidade Invicta.


Aposto no seguinte onze:



Terá de ser um Futebol Clube do Porto na máxima força. Nuno Espírito Santo admitiu isso mesmo na conferência de imprensa A fadiga acumulada de alguns elementos, incluindo os que jogaram frente ao Gafanha terá de ser colocada de lado. Já não há hipótese de errar ou deixar cair pontos frente a um adversário que soma por derrotas os jogos realizados. O Futebol Clube do Porto enfrenta um adversário debilitado e com muitas baixas no plantel. O seu registo na prova também não é de todo positivo. Zero pontos, zero golos marcados e sete golos sofridos. Que isso não pense que o Futebol Clube do Porto terá facilidades, pois o adversário já demonstrou ter qualidade, embora pouco aproveitamento. Para nós, será essencial marcar primeiro e cimentar a confiança que a goleada na Madeira e a passagem à próxima eliminatória da Taça de Portugal trouxe. Na Bélgica, é ganhar ou ganhar! Com ou sem qualidade, só os três pontos interessam. 

Nota para um ponto final na polémica relacionada com a rescisão de Helton. O Futebol Clube do Porto decidiu (e muito bem) publicar a prova de que o antigo capitão e guarda-redes do Futebol Clube do Porto assinou a  rescisão por mútuo acordo a 15 de Setembro. Pode verificar essa publicação aqui. Analisem, e tirem as vossas conclusões. Saúdo, embora de forma tardia, a iniciativa de esclarecimento do Futebol Clube do Porto. 


Crente. Portista. 


Promova o debate. Comente e deixe a sua opinião. 

Um abraço.

domingo, 16 de outubro de 2016

"Expectativas cumpridas": GD Gafanha 0x3 Futebol Clube do Porto (crónica)

Ficha de jogo completa em fcporto.pt
Em campo neutro, o Futebol Clube do Porto compriu com as expectativas e venceu sem contestação o Gafanha por 3-0. Foi uma exibição segura e profissional que demonstrou a sua qualidade perante uma adversário manifestamente inferior. Vamos ao filme. 

Nuno Espírito Santo não deu asas a grandes facilidades e apenas cedeu oportunidades a Maxi, que regressou após dois meses de paragem, Bolly e José Sá. Daí para a frente, repetiu as escolhas de há 15 dias e entrou na máxima força. André Silva foi o primeiro a assustar, depois do amortecimento de Bolly, mas o remate saiu por cima. Maxi fez de Layún e apareceu na frente com frequência, mas o passe de Danilo não teve a melhor resposta do uruguaio. Alex Telles também tentou a sua sorte, mas a cobrança do livre saiu por cima. O Futebol Clube do Porto circulava a bola e tinha toda a iniciativa, frente a um adversário muito organizado e que só foi arriscando mais com o cronómetro a passar. O teste ao guarda-redes adversário só surgiu com Óliver Torres, depois do quarto de hora. A previsibilidade do jogo do Futebol Clube do Porto só foi quebrada por Otávio. À meia hora de jogo, e depois de uma transição rápida, o brasileiro recebe de costas para a baliza e com classe retira o defesa adversário da jogada e abre caminho para um remate colocado e o inaugurar do marcador. Sem enorme intensidade, o Futebol Clube do Porto gere até ao intervalo e só recebe um susto mesmo em cima do apito, quando Mino entra na área e recebe um cruzamento rasteiro. Mas o remate saiu por cima.

Classe pura de Otávio a desbloquear a partida.


Primeira parte de controlo, domínio e fraca intensidade do Futebol Clube do Porto, com poucas oportunidades, mas o resultado favorável e positivo é justo na entrada para os balneários.

O segundo tempo não trouxe novidades para o Futebol Clube do Porto, com Nuno Espírito Santo a mandar aquecer Brahimi, Corona e Depoitre. Dessa zona vêm Diogo Almeida, guarda-redes do Gafanha, a brilhar. Primeiro, frente a um remate forte de Maxi. Depois a defender a recarga de Diogo Jota, que pouco depois dá-lhe oportunidade para mais uma excelente intervenção. Boly também cabeceia à figura. Como o golo da tranquilidade não surge, Nuno Espírito Santo executa o que certamente tinha planeado e renova o trio da frente ao minuto 65. Brahimi foi o primeiro a assustar, mas rematou ao lado. Já Corona não desperdiçou. Ao segundo poste, aproveitou um cabeceamento de Marcano e empurrou como soube para dentro. 0-2 no marcador e o Futebol Clube do Porto fica mais tranquilo na partida. Brahimi pareceu ser o mais indiabrado, mas o 0-3 só surge perto do fim do jogo por outros protagonistas. Corona procura e encontra a cabeça de Depoitre, que se estreia a marcar pelo Futebol Clube do Porto em cima do minuto 90. Uma excelente forma de terminar a partida.

O golo de Corona emprestou outra tranquilidade ao Futebol Clube do Porto.

(+)

Otávio: mesmo jogando apenas 65 minutos, foi o mais irreverente do Futebol Clube do Porto e muito solicitado durante a partida. O momento mágico registado ao minuto 32 da-lhe o estatuto de melhor em campo.

Corona: Não entrou para fazer de Otávio, mas quase. O impacto da sua entrada foi praticamente imediato. Golo aos 70 e assistiu Depoitre aos 90.

Marcano: destaque muito positivo para um cada vez mais sereno e sólido defesa-central.

(-)

Herrera: "Intensa" não pode ser uma palavra para descrever a exibição do Futebol Clube do Porto. Em particular, o mexicano não a demonstrou frente ao Gafanha, como acumulou alguns erros a nível do passe. Estará a pensar na Liga dos Campeões? Os Portistas estarão a pensar nos milhões que Fernando Gomes alega que ele podia ter rendido...
 
Depoitre estreou-se a marcar pelo Futebol Clube do Porto. Que seja o primeiro de muitos.

A postura de Nuno Espírito Santo merece novamente alguns comentários. Certamente que o Treinador do Futebol Clube do Porto viu as partidas da Taça de quinta-feira e sexta-feira. Não sei se terá sido influenciado pelas dificuldades dos outros, mas o que é facto é que lançou um onze que incluiu internacionais desgastados e poucas poupanças. Foi uma mensagem de que não quis facilitar, mas ao mesmo tempo há que admitir que o Gafanha foi competente e organizado, e só sucumbiu ao poderio individual dos escolhidos por Nuno Espírito Santo. Isto porque, em termos exibicionais, o Futebol Clube do Porto continua pobre. Mas cumprimos! E isso foi o mais importante.

O Futebol Clube do Porto não pára e apenas irá descansar 69 horas antes defrontar o Club Brugge na Bélgica, jogo importantíssimo para as aspirações do Futebol Clube do Porto na Liga dos Campeões. Aí, teremos de ir com tudo! Só a vitória interessa.


Crente. Portista.


Promova o debate. Comente e deixe a sua opinião.

Um abraço.

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

"Exige-se respeito!": GD Gafanha vs Futebol Clube do Porto (antevisão)

Jogo marcado para sábado, 15 de Outubro, com início às 2015. Transmissão Sport TV

Depois de uma pausa refrescante para compromissos com selecções, banhada por conquistas importantes nas modalidades, os clubes regressam à competição, com o Futebol Clube do Porto a deslocar-se a Aveiro para defrontar o Gafanha da Nazaré, que compete no Campeonato de Portugal Prio, onde lidera a Série D. Corona está totalmente recuperado e os internacionais já integraram os trabalhos de preparação para a partida sem limitações. Engripado, Héctor Herrera falhou o treino de quinta-feira e ainda é dúvida para a deslocação a Aveiro.

Aposto no seguinte onze:



Se os sul-americanos tiveram direito a folga de compromissos, não creio que isso seja justificação para forçar as suas entradas apenas para ganharem ritmo. É tempo de dar oportunidade a quem não a teve, ou teve menos, mantendo o desenho e a estrutura que Nuno Espírito Santo tem privilegiado nas últimas partidas. Depoitre e Adrián (que classe, ah?) poderão fazer dupla na frente de ataque, com . A dúvida coloca-se na lateral esquerda, onde o Futebol Clube do Porto não tem um substituto directo. Alex Telles assume assim o lugar na minha aposta, na falta de uma informação que aponte a uma aposta de alguém da equipa B. Do banco, poderão surgir mexicanos ou Portugueses que não tiveram compromissos com as selecções e possam registar alguns minutos de competição antes da deslocação à Bélgica. 

Para esta partida, pede-se muito respeito! Respeito pela camisola, pelos adeptos, pelo adversário e pela profissão! Até porque, mesmo registando qualidade inferior, virão com tudo e irão dar tudo. Por isso, seja qual for o onze, seja qual for a sua participação até ao momento, exige-se um Porto à Porto frente ao Gafanha.  


Crente. Portista.


O que espera desta partida? Promova o debate. Comente e deixe a sua opinião.

Um abraço.




Uma nota de rodapé e já pós-publicação para a situação em torno de Helton. Não faço ideia quem tem razão porque não sei a verdade. Por isso exijo que o Futebol Clube do Porto, através dos seus canais de comunicação, esclareça os Portistas e coloque um ponto final neste imbróglio o quanto antes. Quem fala verdade não merece castigo.

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

O Economato: Relatório e Contas, época 15/16 (parte I: o trambolhão)

Consultem as contas AQUI. Irão adorar a capa. O resto? Nem por isso...

Que trambolhão, caramba! A existência do mesmo não surpreende. Só mesmo o tamanho do número consolidado, bem mais vermelho do que há três meses, é que me deixa muito mal disposto: -58.410.836,00€. Se alguém se incomoda com a cor, só tem é de colocar mãos à obra para a reverter! Se este valor estivesse previsto, pelo menos cumpria-se o objectivo. No entanto, estava previsto um lucro de cerca de 1.800.000,00€ para a SAD, a principal contribuidora para este desvio colossal! Também por isso, há que estudar dois paradigmas distintos: os números e as atitudes. Vamos aos números consolidados.

O Resultado Líquido deste exercício já foi referido. O Futebol Clube do Porto dá um conjunto de justificações para que este tenha acontecido. Em primeiro lugar, a falta de registo de mais-valias até 30 de Junho, que também não se verificaram posteriormente. André Silva, Danilo Pereira e Héctor Herrera poderia ter valido 95.000.000,00€ segundo Fernando Gomes. Evidentemente que não posso acreditar nas suas palavras. Considerando que Danilo Pereira tem uma cláusula de 40.000.000,00€ e André Silva tinha, à data, 25.000.000,00€ de cláusula, não sendo batidas, Héctor Herrera poderia ser vendido por mais de 30.000.000,00€. Não é possível conceber a ideia de que o Futebol Clube do Porto deitou este negócio fora, apostando na manutenção do mexicano para a próxima temporada. Uma decisão, do ponto de vista financeiro, deplorável. Por outro lado, mesmo tendo em conta a desculpa esfarrapada de aposta na temporada 2016/17, a SAD do Futebol Clube do Porto sempre assentou o seu modelo de operar numa despesa muito superior à receita, confiando nas mais-valias, que obviamente enfraquecem o plantel para compensar o desequilibro que esta própria criava de propósito, e ter a oportunidade de voltar a reforçar com o restante. Rasgar essa fórmula no momento da sua implementação é um sinal de desnorte. 

Do lado da receita operacional, o Futebol Clube do Porto acaba por executar valores interessantes. Não sendo de elogiar o desvio orçamental na ordem dos 10.000.000,00€ o simples facto de não poder lançar na época de 2015/16 o prémio de entrada na Liga dos Campeões de 12.000.000,00€ só por si justificaria tal desvio. O que não é possível é sistematicamente lançar essa receita no orçamento, pois depende demasiado dos resultados competitivos, atentando contra o princípio da prudência contabilística.

Mas é na a despesa que se demonstra novamente o maior descontrolo. A SAD do Futebol Clube do Porto sempre assentou o seu modelo de operar numa despesa bem superior à receita, compensando da forma que já descrevi. Especialmente por esse facto, a gestão da SAD deverá ter especial cuidado com esta rubrica, a fim de poder cobrir o buraco no fim de contas. Ora, o que registamos é precisamente o contrário. O Futebol Clube do Porto admite, em apenas duas temporadas, um aumento em cerca de 26.000.000,00€ de custos com pessoal (de quase 49M€ para perto de 76M€). Mas só agora é que se aperceberam desse facto? Os responsáveis do Futebol não falam com o Departamento de Planeamento Financeiro e Controlo de Gestão a perguntar se é possível fazer este gasto? Se existe orçamento para tal? Ou só no fim é que se leva as mãos à cabeça e que afinal não há dinheiro? Esta derrapagem não pode ser justificada só por indemnizações! É que o descalabro não se fica por aqui, dado que a própria rubrica de Fornecimentos e Serviços Externos volta a engordar face a anos anteriores e ficar acima do orçamentado. 


Os últimos preparativos antes do "show".

Objectivamente, parece não haver elogio possível para estas contas. No entanto, Fernando Gomes delineou um conjunto de objectivos para inverter o rumo: diminuir em três anos a folha salarial em 20.000.000,00€ e a possibilidade de reestruturar o passivo, que disparou em 73M€, com 51M€ correntes. Pois esta declaração traz-me para o segundo paradigma desta análise.

O mais interessante no meio deste desastre financeiro é mesmo a atitude do Futebol Clube do Porto e dos seus responsáveis. Uma declaração sem um pingo de vergonha, ora do Presidente do Conselho de Administração da SAD, ora do seu Administrador Financeiro, que assim se demonstram como responsáveis e coniventes com cada número. Uma reacção parecida com a de quando um prato que cai ao chão e parte-se: "olha, aconteceu... agora paciência". Se o comunicado à CMVM deve ser apenas baseado em números e com o foco total em informação, a forma como as justificações surgem no site do Futebol Clube do Porto são de quem não tinha conhecimento destes números e atira uns palpites genéricos sobre como os reverter, que, em abono da verdade, não são mais do que areia para os olhos de Portistas e da UEFA. Estes últimos certamente não irão na cantiga e quererão menos paleio e mais acção, já que estarão armados de sanções para aplicar, se bem entenderem. Não nos enganemos: têm justificação para tal! Já os Portistas são forçados a acreditar que as mesmas pessoas que assinaram Maxi Pereira ou Iker Casillas com contratos chorudos e de longo-prazo irão diminuir a massa salarial em cerca de 20.000.000,00€ nos próximos anos. Por favor, não brinquem connosco!

A aprovação das contas e do próximo orçamento em Assembleia-geral é um acto praticamente garantido, principalmente por aqueles que aparecem liderados por um conjunto de pessoas defensoras dos actuais interesses e que nem sequer deram uma vista de olhos ao documento. A esses chamo de "Portistas do Kool-Aid", um conceito que tentarei desenvolver em breve. Em sede própria, irei votar contra estas contas, num sinal de desaprovação da actual política financeira da SAD. Qualquer Contabilista Certificado teria vergonha deste resultado, da forma se lá chegou apresentado e já se tinha retirado. Acrescenta-se assim mais uma prova à teoria já existente: o Futebol Clube do Porto está entregue a um bando sem qualquer tipo de vergonha, carregado de incompetentes e minado por comissionistas. Não contem comigo para beber o "Kool-Aid" e ser conivente com o estado actual, pois os responsáveis do Futebol Clube do Porto acham que ainda há espaço para recuar um passo, quando já chegámos ao abismo. 


Sim, isto tem tudo bom aspecto, mas não sei quem vai pagar...

Fernando Gomes, ganhe vergonha e demita-se!

A parte II terá como foco um conjunto de pontos de análise mais minuciosa, como alterações de passes de jogadores, descrição de comissões e dívidas ou antecipações de receitas, bem como um ligeiro toque sobre o que poderá vir da UEFA.


Promova o debate. Comente e deixe a sua opinião.

Um abraço.