quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Os escolhidos de Nuno, um a um. (Parte II)

O plantel 2016/17, escolhido por Nuno Espírito Santo apresentou assim no passado sábado. Fonte

Consulte a parte I desta análise aqui, referente aos guarda-redes e defesas escolhidos por Nuno Espírito Santo. Que fez a sua escolha. Mesmo tendo em conta possíveis mudanças de última hora, o Treinador do Futebol Clube do Porto tinha matéria a mais por onde escolher… e escolheu! Um a um, analisemos quem escolheu, e quem afastou, agora no terreno mais adiantado.


--- Médios ---

Danilo Pereira: O único Campeão Europeu do Futebol Clube do Porto dispensa qualquer tipo de apresentação. Titular indiscutível na época passada, até existe mais do que uma zona do terreno onde a sua contribuição é exigida. Mal chegou, Nuno Espírito Santo juntou-o logo aos titulares e será certamente peça fundamental nos planos do Treinador do Futebol Clube do Porto.

Rúben Neves: O jovem jogador do Futebol Clube do Porto continua a sua evolução, agora com Nuno Espírito Santo. Dependendo do desenho, poderá juntar-se a Danilo, ou até mesmo substituí-lo. Foi útil a Lopetegui e a josé Peseiro. Esteve a ponto de ser transferido devido ao fair-play financeiro, mas fico satisfeito pela sua continuidade. Por mim, assim contrato sem termo.

Sérgio Oliveira: Um dos representantes do Futebol Clube do Porto nos Jogos Olímpicos. Ignorado por Lopetegui, foi aposta de José Peseiro e chegou a assumir a titularidade. Terá agora tarefa muito complicada para voltar a esse registo, devido à sua presença no Rio de Janeiro.

Héctor Herrera: Com o afastamento de Hélton, o mexicano assume a braçadeira de capitão. A sua quarta temporada começa com as duas anteriores: cheias de rumores da sua saída, reforçadas pelas necessidades financeira dos Futebol Clube do Porto. Tal voltou a não acontecer, e Herrera eleva a sua posição no plantel. Titular indiscutível a partir do momento em que se integrou no clube, já viu vários treinadores. Nuno Espírito Santo opta por colocá-lo junto a Danilo Pereira, como organizador de jogo, tal como Lopetegui e José Peseiro o fizeram na época passada. Creio que o melhor Herrera aparece quando tem outra liberdade de movimentos, mais à frente no terreno. Algo acontece nos treinos que contraria o que se passa nos jogos. 

Evandro: Um suplente em que se pode confiar. Ganhou destaque quando assumiu a posição de Óliver. Na época seguinte, já foi André André o preferido. Regista poucos minutos com a camisola do Futebol Clube do Porto, mas ganha a confiança dos treinadores. Por isso, fica no plantel. Bom a atacar, e com posicionamento útil no momento defensivo, Nuno já o testou em funções mais recuadas. Será dos que procurará por uma oportunidade em competições secundárias.

André André: O médio Português começa a sua segunda temporada no Futebol Clube do Porto com baterias recarregadas depois de dúvidas ao longo da temporada anterior sobre a sua condição física. Nuno Espírito Santo opta por, quer em Guimarães, quer frente ao Villareal, colá-lo ao ponta-de-lança André Silva. A defender, e a atacar. Nunca esconde a cara à luta. Necessitamos da sua raça e determinação dentro campo.

João Teixeira: Chegou dispensado do Liverpool e demonstrou logo as suas qualidades técnicas. Tanto como médio mais ofensivo, como extremo, poderá ser útil a Nuno Espírito Santo, acrescentando criatividade e irreverência à partida. Sinergia pontual, mas interessante, com Otávio em momentos da pré-temporada. Por agora, terá de esperar por uma oportunidade.

Especialmente para esta posição, oferta não faltou a Nuno Espírito Santo. Tiago Rodrigues e Leandro Silva nem viram o Olival. Mikel nem viu Nuno. Francisco Ramos e Pité já têm destino, pese embora a sua presença nos Jogos Olímpicos. Depois do estágio, o Treinador do Futebol Clube do Porto fez o corte final, dispensando Quintero e Josué. Pena pelos dois. São situações bem diferentes. Se há clubes interessados no Português, que está perto do fim do seu contrato, o colombiano parece não caber em nenhum lado. O investimento feito em Quintero é particularmente elevado e a sua falta de solução à vista preocupa. Alguém já viu como estão as contas??


--- Extremos ---

Corona: Depois de uma primeira temporada inconsistente, o mexicano ganha nova vida, agora com Nuno Espírito Santo, e depois de mais uma Copa América. Foi das unidades mais em destaque durante a pré-temporada e garantiu a titularidade para as primeiras partidas da temporada. Acredito que será fundamental para a manobra ofensiva do Futebol Clube do Porto.

Otávio: Incluo-o aqui, respeitando a utilizando que Nuno Espírito Santo deu ao jogador. A sua raça e atitude dentro de campo já valeram bolas importantes recuperadas em zonas do terrenos bem adiantadas. Depois, os colegas, nomeadamente André Silva, agradeceram as primorosas assistências. Mesmo assim, ainda o vejo algo desconfortável na posição. Pela forma de jogar, regista pouca profundidade e ainda alguma dificuldade de entrosamento com o lateral, nomeadamente Alex Telles. Dificuldades que podem se dissipar com o tempo.

Brahimi: Foi apresentado e inscrito para o play-off de acesso à fase de grupos da Liga dos Campeões, mas não saiu do banco frente ao Villareal e nem foi a Guimarães. Como se diz aqui no Porto, parece estar na "corda-bamba". Começa a sua terceira temporada no Futebol Clube do Porto, sem dúvida a mais incerta. Espero que ele saiba mais sobre o seu futuro do que nós!

Silvestre Varela: creio que é o jogador com mais experiência de Futebol Clube do Porto. À falta de utilização em terrenos mais ofensivos e com as rejeições de jovens com potencial nas laterais, Nuno Espírito Santo optou por escolher Silvestre Varela como solução alternativa a Maxi Pereira. Não compreendo a sua manutenção no plantel, nem este esforço para o adaptar a outra posição. Dou o caso da visita a Dortmund. Que pesadelo...

Para esta posição, também com muita oferta, Nuno Espírito Santo não viu Sami, Licá, Kayembé e Gleison. Ivo Rodrigues, Marega e o recém-contratado Zé Manuel também receberam ordem de marcha. Depois do estágio, Hernâni foi o último a cair. Confesso que o seu afastamento surpreendeu-me. A meu ver, mesmo não sendo titular, poderia emprestar uma utilidade ao plantel de Nuno Espírito Santo maior do que Brahimi ou Varela. O critério do Treinador do Futebol Clube do Porto demonstra-se diferente.


--- Avançados ---

André Silva: A meu ver, foi a estrela da pré-temporada, com 8 golos em 8 partidas. Já tinha fechado a época anterior em alta e chega muito motivado . Com Nuno Espírito Santo, é o único ponta-de-lança em campo, mas é-lhe pedida a mobilidade que pode emprestar à equipa. Ansioso por ver o míudo "explodir".

Alberto Bueno: Nova oportunidade para o avançado espanhol que chegou livre do Rayo Vallecano. Num cenário de 4-4-2, parece-me ser a companhia ideal para o homem mais adiantado do terreno. Espero que possa ter a sua oportunidade, algo que não aconteceu na época transacta, fruto de lesões e do próprio desenho táctico da equipa.

Adrián López: Esteve na "corda bamba" e chegou a ser dispensado por Nuno Espírito Santo. A meio do estágio, foi chamado de volta, e até teve mais utilização do que Bueno, que sempre integrou os trabalhos da equipa principal. Confusão total, ou então não. Recorde-se quem é o seu empresário e quem o contratou. Não impressionou na sua primeira temporada e foi cedido ao Villareal no ano passado. Esperava desfecho semelhante esta temporada, mas afinal só deu conselhos a José Ángel e Andrés Fernández.

Laurent Depoitre: Confesso, não o conheço. Nunca o vi jogar. Não considero os vídeos do youtube suficientes para aferir a sua qualidade, mas julgo que poderá oferecer diversidade às escolhas de Nuno Espírito Santo. Jorge Nuno Pinto da Costa, Presidente do Futebol Clube do Porto, apressou-se a dizer que também não o conhecia e que a escolha era de Nuno Espírito Santo. Julgo que este discurso é algo familiar... Espero sinceramente que Nuno Espírito Santo o tenha escolhido. Esperava também que a SAD tivesse estudado o jogador antes de dar luz verde ao negócio. Por precaução, não por desconfiança. De toda a maneira, relembrando o que foi a janela de transferências de Janeiro, com Suk ou Marega a serem escolhas da SAD. Portanto...

Aqui Nuno Espírito Santo nem quis ver Ghilas e dispensou cedo Gonçalo Paciência. Suk também foi ao Rio de Janeiro, mas provavelmente terá clube na Turquia. Já Aboubakar, é um caso para resolver. Perdeu o seu número, mas foi apresentado. No entanto, nem saiu do banco. Uma decisão dura, mas que espero que tenha resolução rápida.


Nuno Espírito Santo parece confiar neste "onze" para começar a temporada. Fonte

Nuno Espírito Santo parte com estes para a luta. Claro que, até ao fim do período de transferências, o plantel pode mudar. Uma proposta choruda que exija uma adição de última hora. Laurent Depoitre é exemplo disso. A meu ver, continuamos com falta de um extremo. Mas são estes que irão influenciar o futuro a curto-prazo do Futebol Clube do Porto, nomeadamente o duplo confronto com a AS Roma. E temos de passar! Mas, primeiro, o Rio Ave...


Crente. Portista.


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Um abraço.

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