domingo, 7 de agosto de 2016

"Limpinho, limpinho": a vitória na Volta a Portugal



Nem com controlos às 6h da manhã de um dia de descanso foi possível questionar a justiça do domínio da W52-FC Porto-Porto Canal na Volta a Portugal. Uma acção relativamente normal na modalidade, mas que, para o adepto do Futebol Clube do Porto que não a segue de perto, causa normal cepticismo.

Uma prestação de enorme classe da equipa liderada por Nuno Ribeiro. Vitórias no prólogo, 2 etapas e no contra-relógio final, 3 ciclistas de amarelo e domínio completo por equipas e 3 ciclista nos 4 primeiros lugares. A preparação foi meticulosa e a "Sky Portuguesa" deu boa conta de si, controlando o pelotão e jogando as cartas no tempo certo. Aí surge... Rui Vinhas. Nuno Ribeiro lança o Português numa decisão arriscada, mas astuta. E ele aproveitou, segurou a camisola amarela e não a largou. Muito esforço, muito sofrimento, e por isso alcançou a glória.

Uma palavra para Gustavo César Veloso. Foi claramente o ciclista mais forte da Volta a Portugal. As vitórias no alto da Senhora da Graça e na chegada a Guarda, para além da vitória do contra-relógio e a vitória na classificação por pontos demonstra a regularidade e a força deste ciclista. 

O Presidente do Futebol Clube do Porto Jorge Nuno Pinto da Costa deslocou-se à Capital e acompanhou o contra-relógio final de Rafael Reis, ficando à espera da chegada dos primeiros da classificação geral para a celebração que se seguia. Em declarações ao Porto Canal, salienta a importante união do grupo de oito ciclistas e do sofrimento necessário para percorrer cada quilómetro.






Com o principal objectivo da temporada cumprido, é possível afirmar que o primeiro ano (de cinco) do regresso do Futebol Clube do Porto ao ciclismo, em parceria com a W52, foi um enorme sucesso. Mesmo estando no início de Agosto, creio que é tempo de começar a pensar já em 2017. Se o líder Gustavo César Veloso continua, se Rafael Reis decide aceitar propostas de outras equipas, se Rui Vinhas almeja a ambição de repetir a conquista da camisola mais desejada, se os gregários Raúl Alarcón ou Ricardo Mestre mantém o seu estatuto, se Samuel Caldeira é o tipo de sprinter mais indicado para a W52-FC Porto-Porto Canal. Deixo tudo isso para Nuno Ribeiro. Ciclistas não faltam no mercado. O orçamento é que é sempre muito limitado, mas o principal objectivo mantém-se: renovar o título da Volta a Portugal, em 2017. 

Já António Carvalho, ciclista da W52-FC Porto-Porto Canal, durante a festa quase improvisada no Dragão Caixa, pediu um sonho: participar, para o ano, na Vuelta. Fica o desejo...



Promova o debate. Comente e deixe a sua opinião.

Um abraço.

Sem comentários:

Enviar um comentário