domingo, 28 de agosto de 2016

"Com a mão: andebol, basquetebol, voleibol. Futebol: com os pés, pernas, com a cabeça": Sporting CP 2x1 Futebol Clube do Porto (crónica)

Ficha de jogo completa em fcporto.pt

Antes da crónica sobre o jogo, recordar uma declaração de Paulo Bento de 17 de Setembro de 2006, na altura treinador do Sporting, na conferência de imprensa depois da derrota em casa, frente ao Paços Ferreira, onde valeu o golo irregular de Ronny, marcado com o braço.


Como se fosse difícil três indivíduos ver uma mão na bola dentro de um campo de futebol. E continua a ser...


Posto isto, vamos ao jogo. Nuno Espírito Santo apostou no onze mais utilizado, com Layún a substituir o lesionado Maxi. No banco, Depoitre recuperou a tempo e sentou-se no banco com o regressado Óliver Torres, mas sem a companhia de opções defensivas. O Futebol Clube do Porto foi o primeiro a criar perigo. André André desmarca André Silva, que vê o seu remate negado por Rúben Semedo. Pouco depois, é Adrien que corta a tentativa de Corona. Desenho adaptável do Futebol Clube do Porto, com Herrera entre Danilo e André André, que demonstra-se como o elemento mais pressionante em processo defensivo.

Ao minuto 8, o golo do Futebol Clube do Porto. O livre de Laýun descobre Felipe na área, que encosta para dentro. Início mais tranquilo do Futebol Clube do Porto, e o golo a aparecer novamente cedo, através de bola parada. De um livre directo, surge o empate. Na cobrança, Bruno César acerta no poste. Na recarga, Gelson controla a bola com o braço e remata sem pressão contra Casillas. Com a defesa do Futebol Clube do Porto a olhar, é Slimani que confirma o golo. O Futebol Clube do Porto responde com Otávio a desmarcar André Silva. O remate do Português sai frouxo e fácil para Rui Patrício. O jogo reequilibra. Se o Sporting procura maior organização pelas faixas laterais, o Futebol Clube do Porto baixa linhas e tenta sair rápido e longo no contra-ataque. Neste confronto, ganha o Sporting, ao minuto 26. O corte deficiente de Felipe leva a bola ao braço de Bryan Ruiz. O costa-riquenho aproveita para assistir Gelson, que, com um remate forte, faz o 2-1. Novamente um braço ganha destaque no golo do Sporting. André André tenta empatar novamente a partida ao minuto 30, mas acerta no poste. Mais Sporting, em todos os momentos do jogo, com Slimani a ser o último a tentar criar perigo, mas sem mais trabalho para Casillas. Depois de um minuto de compensação, chega o apito para o descanso.

Felipe ainda deu vantagem ao Futebol Clube do Porto. Sol de pouca dura...

Primeira parte com uma entrada muito positiva do Futebol Clube do Porto, aproveitando a falta de intensidade do adversário e a chegar ao golo. Depois, mais equilibrado, e aproveitando os erros defensivos e a passividade da dupla de centrais, o adversário deu a volta ao resultado e controlou a partida, com alto patrocínio de Tiago Martins, o árbitro desta partida. Futebol Clube do Porto foi-se encolhendo, e mostra-se cada vez mais passiva.

Se três indivíduos não vêm esta mão, ou são cegos, ou incompetentes.... ou então corruptos.

Para o segundo tempo, Nuno Espírito Santo lança Óliver Torres para o lugar de Corona. O espanhol posiciona-se na direita e tem rapidamente a oportunidade para lançar André Silva, mas Rúben Semedo volta a ganhar a posição e curtar para canto. Equipa muito encolhida, com pressão apenas à entrada da área. E o Sporting aproveita. Casillas tem de fazer a defesa da tarde ao cabeceamento de Willam Carvalho. Depois Rúben Semedo não aproveita um "Ricardo" de Casillas e cabeceia por cima. Só dava Sporting e sem resposta eficaz do banco. Nuno Espírito Santo ainda tenta mexer nas pedras, mas sem sucesso. William Carvalhao ainda atinge Otávio com o braço na cara. Mas expulsões, só no banco, para Jorge Jesus. As faltas sucedem-se de parte a parte e o jogo vai sendo interrompido. A iniciativa muda. Otávio procura espaço e finta dois, mas o remate de Marcano vai por cima. André André sai para a entrada de Depoitre ao minuto 72. 4-4-2 em campo. Herrera cada vez mais na direita e André Silva em apoio a Otávio na esquerda. A partida continua dura e intensa, com a iniciativa a pertencer ao Futebol Clube do Porto e um Sporting com pressão em todo o campo, aproveitando as várias pausas no jogo para recuperar o fôlego. Otávio inventa um passe para Layún, que, mesmo recebendo mal, acaba por cruzar. André Silva e Depoitre vão os dois à bola, e não fica ninguém para finalizar. Esgotado, Nuno Espírito Santo tira o brasileiro e faz entrar Adrián, que ocupa a sua posição no terreno. O desgaste vai se acumulando e isso vê-se. Óliver tenta desmarcar Depoitre, mas esquece-se para quem passou a bola. Fica fácil para Rui Patrício. No fim, Adrián ainda teve nos pés a possibilidade de tentar o empate, mas faltou técnica ao espanhol, e o resultado fica igual.



(+)

Otávio: Elogio o brasileiro porque foi dos melhores do Futebol Clube do Porto e levou pancada de tudo e todos. Saiu esgotado.

Layún: Talvez o melhor em campo do Futebol Clube do Porto. Mais interventivo do que o seu colega Alex Telles no ataque, mas sem ser enorme destaque na defesa.

(-)

Herrera: Enquanto insistirmos que Herrera é organizador de jogo e apoia Danilo na manobra defensiva, é normal que o meio-campo sofra, principalmente contra equipas de maior nível. Veremos o que Óliver Torres traz ao Futebol Clube do Porto. Por agora, mais um jogo fraco do capitão do Futebol Clube do Porto.

NES: Em abono da verdade, foi "comido de cebolada" por Jorge Jesus, do ponto de vista táctico. Se a maior pressão inicial surpreende o Sporting e dá a vantagem, rapidamente tudo mudou. Uma equipa mais encolhida e a mudança de pedras do Sporting não têm resposta Azul e Branca no campo e o resultado rapidamente virou-se. Se o apito teve influência, o que é facto é que o Sporting foi melhor nesse período. Para o segundo tempo, introduz como primeira opção um jogador que chegou a meio da semana. Se a entrada de Depoitre até se compreende, a entrada de Adrián acontece porque Nuno Espírito Santo decidiu dispensar Hernâni, afastar Brahimi e recuperar o espanhol. Mesmo com a chegada de Diogo Jota, continuo sem compreender com que critério foi feita esta avaliação. Durante toda a partida, deixa um frágil André Silva a ter de lutar na raça com Rúben Semedo. Nesse capítulo, claro que o defesa saía sempre a ganhar. Faltou entrosamento em lances-chave e estratégia durante longos períodos da partida. Repito o que disse anteriormente. Descasco forte agora porque ainda vamos muito a tempo de corrigir. Até porque Nuno Espírito Santo foi para Alvalade sem qualquer opção defensiva.

Jorge Nuno Pinto da Costa: Depois da vitória em Roma, o Presidente do Futebol Clube do Porto decidiu fazer uma aparição na zona mista e responder a tudo e todos. Já hoje, sem o conforto da vitória, o Presidente do Futebol Clube do Porto encolheu-se, escondeu-se e não viu razão para falar na zona mista, mesmo depois da vergonhosa arbitragem de Tiago Martins onde deu o golo do empate ao Sporting e, pior do que isso, expulsa Jorge Jesus e recomeça o jogo sem que ele seja efectivamente expulso. Um erro técnico que, por si só, dá razão a protesto da partida. Se a oportunidade para falar sobre o apito já vai longe, feita apenas através de uns "frames" nas redes sociais que até eu fiz aqui, aguardado pelo respectivo protesto por parte do Futebol Clube do Porto. 


No geral, faltou capacidade ao Futebol Clube do Porto. Aliás, o jogo teve sempre nas mãos do Sporting. De forma figurativa e de forma literal. Se da forma literal já falamos, a figurativa também não é difícil de compreender. O Futebol Clube do Porto entra melhor na partida e mexe no marcador. Mas o Sporting rapidamente respondeu no campo, do ponto de vista táctico, alternado as pedras, e sobrepondo-se ao adversário de forma clara. Por outro lado, em vez de assumir o jogo, acaba por manter uma estratégia de equipa pequena: pressão baixa, linhas juntas, bola longa e lançamento na frente. Surgimos nos últimos 20 minutos, frutos de algum cansaço do adversário e alteração do desenho, pese embora sem calafrios de maior para Rui Patrício. Por maior roubo do apito que aconteça, assim, não chega. Assim, não é possível se invocar que se é Porto.


Crente. Portista


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Um abraço. 

Antes de ser transferido, Slimani não podia falhar uma última cotovelada.

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