terça-feira, 30 de agosto de 2016

"E dar a cara, não?": Ainda o clássico de Alvalade


Braga, 21 de Janeiro de 2015, em resposta ao assalto de Cosme Machado. Além da zona mista, até na "flash interview".

Numa publicação anterior, de antevisão ao Clássico, abordei a rara e surpreendente aparição na zona mista de Jorge Nuno Pinto da Costa, Presidente do Futebol Clube do Porto, na ressaca da vitória no Olímpico de Roma. O Presidente do Futebol Clube do Porto apareceu na zona mista para elogiar a equipa, esclarecer rumores e insultar palpiteiros. Com o conforto da vitória, é fácil falar. Já depois da derrota, reina o silêncio. 


Não foi muito, mas foi suficiente para uma flash interview.


Após a derrota em Alvalade, era hora de registar nova intervenção. De imediato, até porque o assalto dentro das quatro linhas o exigia. Qual não é o espanto que, passadas 48 horas, Nuno Espírito Santo foi o primeiro e o único elemento do Futebol Clube do Porto a falar, em conferência de imprensa logo após a partida. Aí, o Treinador do Futebol Clube do Porto não fugiu àquilo que é a sua personalidade. Composto, calmo, mas pouco dado a escabeches relacionados com o apito, encolheu-se perante o assunto, deixando apenas deixas pouco assertivas. De toda a maneira, não é essa a responsabilidade do Treinador do Futebol Clube do Porto. Se a arbitragem faz parte do jogo, cabe a outros elementos da "estrutura" aparecerem perante os jornalistas e falar do que realmente se passou. Se Jorge Nuno Pinto da Costa sempre assumiu a responsabilidade de dar a cara, o que é facto é que escolheu não o fazer.



As redes sociais foram palco de indignação. O twitter foi palco de troca de galhardetes, e de frames.

Com efeito, a luta do Futebol Clube do Porto parece ter sido desviada das câmaras televisivas e centrada nas redes sociais. Foi o Futebol Clube do Porto que arrancou com duas imagens da transmissão do jogo. No twitter, o Sporting decidiu responder, com novo palpite do Futebol Clube do Porto nessa mesma rede social. Julgo que todas as imagens foram trazidas para análise em reunião da SAD, onde tudo foi discutido, incluindo a expulsão de Jorge Jesus que só efectivamente ocorreu cerca de três minutos depois. O problema é que, até ao momento, não existe qualquer reacção oficial, tanto falada, como escrita. É de especial relevo a análise do trabalho de Tiago Martins, que além dos erros de julgamento, beneficiando claramente a equipa da casa, comete um erro técnico grave, passível de protesto formal do jogo e sua repetição, colocando mesmo em causa o sucesso da carreira do árbitro do Clássico. Curiosamente aqueles que dão a cara para as câmaras de televisão, defendendo o Futebol Clube do Porto, são aqueles que foram insultados pelo seu Presidente na última Assembleia-geral, enquanto o responsável-máximo pelo Clube e pela SAD se esconde, encolhido e silencioso. Ridículo. Vergonhoso. Covarde.


O Facebook do Futebol Clube do Porto voltou a ser o palco para contestação. Não as câmaras.

Sigo, obviamente, crente de que é possível dar a volta. Chegámos à fase de grupos da Liga dos Campeões e apenas perdemos um jogo. Em Alvalade, estádio onde o Futebol Clube do Porto tem histórico de registar enormes dificuldades. Não será por esta derrota que o Futebol Clube do Porto não alcançara o sucesso. Será impedido sim se continuar passivo e doente, pois o que se passou em Alvalade voltará a repetir-se. Porque eles perdem a vergonha com a nossa passividade e vão crescendo. E nós, como neste últimos três anos, vamos continuar a cair. Quando o campeonato de 2014/15 foi dado de bandeja pelo apito, quem falava? Julen Lopetegui, sozinho. Quando caíamos aos trambolhões na classificação durante 2015/16, quem sentiu necessidade de falar? José Peseiro. Dos responsáveis da SAD do Futebol Clube do Porto, registo apenas uma aparição: 20 de Dezembro de 2015, após assumir a liderança do campeonato, Jorge Nuno Pinto da Costa apareceu na zona mista, elogiando tudo e criticando todos, com o conforto da vitória. 20 dias e 3 jogos depois, despediu o treinador. Já vimos que Nuno Espírito Santo não é homem para estas confusões. Se calhar não o avisaram que tinha de ser, sob pena de não haver mais ninguém disponível.

Num passado não muito longínquo, falava-se muito pouco porque se ganhava muito. E, por isso, havia necessidade de falar apenas quando se perdia. Hoje em dia, regista-se o oposto. Só vemos gente a falar quando se ganha, a fim de tentar abafar quem reclama e tentar contrariar aí o peso das derrotas anteriores.



 Bernardino Barros dispara em todas as direcções.

Imagens e escrita não basta. Isso é engolir de forma mansa... Há que dar a cara! Senão, é sair. Haverá quem dê!



Crente. Portista.


Que reacção deveria ter o Futebol Clube do Porto? Promova o debate. Comente e deixe a sua opinião. 

Um abraço.

domingo, 28 de agosto de 2016

"Com a mão: andebol, basquetebol, voleibol. Futebol: com os pés, pernas, com a cabeça": Sporting CP 2x1 Futebol Clube do Porto (crónica)

Ficha de jogo completa em fcporto.pt

Antes da crónica sobre o jogo, recordar uma declaração de Paulo Bento de 17 de Setembro de 2006, na altura treinador do Sporting, na conferência de imprensa depois da derrota em casa, frente ao Paços Ferreira, onde valeu o golo irregular de Ronny, marcado com o braço.


Como se fosse difícil três indivíduos ver uma mão na bola dentro de um campo de futebol. E continua a ser...


Posto isto, vamos ao jogo. Nuno Espírito Santo apostou no onze mais utilizado, com Layún a substituir o lesionado Maxi. No banco, Depoitre recuperou a tempo e sentou-se no banco com o regressado Óliver Torres, mas sem a companhia de opções defensivas. O Futebol Clube do Porto foi o primeiro a criar perigo. André André desmarca André Silva, que vê o seu remate negado por Rúben Semedo. Pouco depois, é Adrien que corta a tentativa de Corona. Desenho adaptável do Futebol Clube do Porto, com Herrera entre Danilo e André André, que demonstra-se como o elemento mais pressionante em processo defensivo.

Ao minuto 8, o golo do Futebol Clube do Porto. O livre de Laýun descobre Felipe na área, que encosta para dentro. Início mais tranquilo do Futebol Clube do Porto, e o golo a aparecer novamente cedo, através de bola parada. De um livre directo, surge o empate. Na cobrança, Bruno César acerta no poste. Na recarga, Gelson controla a bola com o braço e remata sem pressão contra Casillas. Com a defesa do Futebol Clube do Porto a olhar, é Slimani que confirma o golo. O Futebol Clube do Porto responde com Otávio a desmarcar André Silva. O remate do Português sai frouxo e fácil para Rui Patrício. O jogo reequilibra. Se o Sporting procura maior organização pelas faixas laterais, o Futebol Clube do Porto baixa linhas e tenta sair rápido e longo no contra-ataque. Neste confronto, ganha o Sporting, ao minuto 26. O corte deficiente de Felipe leva a bola ao braço de Bryan Ruiz. O costa-riquenho aproveita para assistir Gelson, que, com um remate forte, faz o 2-1. Novamente um braço ganha destaque no golo do Sporting. André André tenta empatar novamente a partida ao minuto 30, mas acerta no poste. Mais Sporting, em todos os momentos do jogo, com Slimani a ser o último a tentar criar perigo, mas sem mais trabalho para Casillas. Depois de um minuto de compensação, chega o apito para o descanso.

Felipe ainda deu vantagem ao Futebol Clube do Porto. Sol de pouca dura...

Primeira parte com uma entrada muito positiva do Futebol Clube do Porto, aproveitando a falta de intensidade do adversário e a chegar ao golo. Depois, mais equilibrado, e aproveitando os erros defensivos e a passividade da dupla de centrais, o adversário deu a volta ao resultado e controlou a partida, com alto patrocínio de Tiago Martins, o árbitro desta partida. Futebol Clube do Porto foi-se encolhendo, e mostra-se cada vez mais passiva.

Se três indivíduos não vêm esta mão, ou são cegos, ou incompetentes.... ou então corruptos.

Para o segundo tempo, Nuno Espírito Santo lança Óliver Torres para o lugar de Corona. O espanhol posiciona-se na direita e tem rapidamente a oportunidade para lançar André Silva, mas Rúben Semedo volta a ganhar a posição e curtar para canto. Equipa muito encolhida, com pressão apenas à entrada da área. E o Sporting aproveita. Casillas tem de fazer a defesa da tarde ao cabeceamento de Willam Carvalho. Depois Rúben Semedo não aproveita um "Ricardo" de Casillas e cabeceia por cima. Só dava Sporting e sem resposta eficaz do banco. Nuno Espírito Santo ainda tenta mexer nas pedras, mas sem sucesso. William Carvalhao ainda atinge Otávio com o braço na cara. Mas expulsões, só no banco, para Jorge Jesus. As faltas sucedem-se de parte a parte e o jogo vai sendo interrompido. A iniciativa muda. Otávio procura espaço e finta dois, mas o remate de Marcano vai por cima. André André sai para a entrada de Depoitre ao minuto 72. 4-4-2 em campo. Herrera cada vez mais na direita e André Silva em apoio a Otávio na esquerda. A partida continua dura e intensa, com a iniciativa a pertencer ao Futebol Clube do Porto e um Sporting com pressão em todo o campo, aproveitando as várias pausas no jogo para recuperar o fôlego. Otávio inventa um passe para Layún, que, mesmo recebendo mal, acaba por cruzar. André Silva e Depoitre vão os dois à bola, e não fica ninguém para finalizar. Esgotado, Nuno Espírito Santo tira o brasileiro e faz entrar Adrián, que ocupa a sua posição no terreno. O desgaste vai se acumulando e isso vê-se. Óliver tenta desmarcar Depoitre, mas esquece-se para quem passou a bola. Fica fácil para Rui Patrício. No fim, Adrián ainda teve nos pés a possibilidade de tentar o empate, mas faltou técnica ao espanhol, e o resultado fica igual.



(+)

Otávio: Elogio o brasileiro porque foi dos melhores do Futebol Clube do Porto e levou pancada de tudo e todos. Saiu esgotado.

Layún: Talvez o melhor em campo do Futebol Clube do Porto. Mais interventivo do que o seu colega Alex Telles no ataque, mas sem ser enorme destaque na defesa.

(-)

Herrera: Enquanto insistirmos que Herrera é organizador de jogo e apoia Danilo na manobra defensiva, é normal que o meio-campo sofra, principalmente contra equipas de maior nível. Veremos o que Óliver Torres traz ao Futebol Clube do Porto. Por agora, mais um jogo fraco do capitão do Futebol Clube do Porto.

NES: Em abono da verdade, foi "comido de cebolada" por Jorge Jesus, do ponto de vista táctico. Se a maior pressão inicial surpreende o Sporting e dá a vantagem, rapidamente tudo mudou. Uma equipa mais encolhida e a mudança de pedras do Sporting não têm resposta Azul e Branca no campo e o resultado rapidamente virou-se. Se o apito teve influência, o que é facto é que o Sporting foi melhor nesse período. Para o segundo tempo, introduz como primeira opção um jogador que chegou a meio da semana. Se a entrada de Depoitre até se compreende, a entrada de Adrián acontece porque Nuno Espírito Santo decidiu dispensar Hernâni, afastar Brahimi e recuperar o espanhol. Mesmo com a chegada de Diogo Jota, continuo sem compreender com que critério foi feita esta avaliação. Durante toda a partida, deixa um frágil André Silva a ter de lutar na raça com Rúben Semedo. Nesse capítulo, claro que o defesa saía sempre a ganhar. Faltou entrosamento em lances-chave e estratégia durante longos períodos da partida. Repito o que disse anteriormente. Descasco forte agora porque ainda vamos muito a tempo de corrigir. Até porque Nuno Espírito Santo foi para Alvalade sem qualquer opção defensiva.

Jorge Nuno Pinto da Costa: Depois da vitória em Roma, o Presidente do Futebol Clube do Porto decidiu fazer uma aparição na zona mista e responder a tudo e todos. Já hoje, sem o conforto da vitória, o Presidente do Futebol Clube do Porto encolheu-se, escondeu-se e não viu razão para falar na zona mista, mesmo depois da vergonhosa arbitragem de Tiago Martins onde deu o golo do empate ao Sporting e, pior do que isso, expulsa Jorge Jesus e recomeça o jogo sem que ele seja efectivamente expulso. Um erro técnico que, por si só, dá razão a protesto da partida. Se a oportunidade para falar sobre o apito já vai longe, feita apenas através de uns "frames" nas redes sociais que até eu fiz aqui, aguardado pelo respectivo protesto por parte do Futebol Clube do Porto. 


No geral, faltou capacidade ao Futebol Clube do Porto. Aliás, o jogo teve sempre nas mãos do Sporting. De forma figurativa e de forma literal. Se da forma literal já falamos, a figurativa também não é difícil de compreender. O Futebol Clube do Porto entra melhor na partida e mexe no marcador. Mas o Sporting rapidamente respondeu no campo, do ponto de vista táctico, alternado as pedras, e sobrepondo-se ao adversário de forma clara. Por outro lado, em vez de assumir o jogo, acaba por manter uma estratégia de equipa pequena: pressão baixa, linhas juntas, bola longa e lançamento na frente. Surgimos nos últimos 20 minutos, frutos de algum cansaço do adversário e alteração do desenho, pese embora sem calafrios de maior para Rui Patrício. Por maior roubo do apito que aconteça, assim, não chega. Assim, não é possível se invocar que se é Porto.


Crente. Portista


O que achou da partida? Promova o debate. Comente e deixe a sua opinião.

Um abraço. 

Antes de ser transferido, Slimani não podia falhar uma última cotovelada.

sábado, 27 de agosto de 2016

"A um passo da perfeição": Sporting CP vs Futebol Clube do Porto (antevisão)

Jogo marcado para domingo, 28 de Agosto, com início às 18 horas. Transmissão Sport TV.

A um passo do início perfeito. O empate em casa frente à Roma teve resposta à altura e um apuramento fechado no terreno do adversário. Fora esse tropeço que não passou disso, o Futebol Clube do Porto segue um rumo perfeito até ao momento. Chega agora uma partida que se antecipa ser das mais difíceis da temporada. Nuno Espírito Santo volta a não revelar qualquer convocatória para esta partida, mas Maxi, recentemente operado, e Depoitre são cartas fora do baralho para a visita a Alvalade.


Aposto no seguinte onze:



A aposta na confiança, na experiência, na manutenção dos mais utilizados, perante a falta de alternativas credíveis, frente ao outro clube que também somos todos os seis pontos possíveis até ao momento. Nuno Espírito Santo fez, durante a tarde, a antevisão da partida, batendo todos os recordes de rapidez, com uma conferência de imprensa de pouco mais de cinco minutos. No seu curto discurso, o registo cada vez mais habitual. Ambição, serenidade, visão, sensatez. Perante o histórico, bem precisamos da cabeça no sítio se queremos contrariar os números. O Futebol Clube do Porto visitou 105 vezes o Estádio de Alvalade, e apenas conseguiu 20 vitórias, com 2 golos sofridos por cada marcado. E temos de recuar até 2008 para vermos a última vitória do Futebol Clube do Porto em Alvalade, com Jesualdo Ferreira ao leme, Tomás Costa como extremo, e Nuno Espírito Santo na baliza do Futebol Clube do Porto.

Lisandro abriu o marcador. Moutinho empatou de penalty. Bruno Alves deu a vitória assim.


Nota para o mercador de transferências que, felizmente para nós, nunca mais fecha. O Futebol Clube do Porto espera pelos últimos dias para fazer os últimos e os mais importantes negócios. Diogo Jota irá vestir o 19 do Futebol Clube do Porto durante a próxima temporada. Para estar no plantel mais tempo, haverá que accionar a cláusula de opção de 22.000.000,00€. Se jogar bem, creio que haverá poucos que se lembrem do seu verdadeiro clube. Se beijar o Brasão Abençoado, é hipócrita. Porque é "anti" e difamou o Futebol Clube do Porto em mais do que uma ocasião. E isso não será aceitável. Em sentido oposto, Aboubakar chegou à Turquia e foi recebido com um herói. Jogará pelo Beskitas por empréstimo, adversário do Sporting na Liga dos Campeões. Já Brahimi e Indi olham para Inglaterra. Talvez teremos de acompanhar o programa "Deadline Day", de enorme tradição nas "terras de Sua Majestade", para vermos o destino de cada um, e, mais importante, se alguém fará a viagem oposta.


A loucura com a chegada à Turquia do camaronês, e já equipado.

Recebi uma mensagem de um ilustríssimo e respeitado Portista, que apoia o Futebol Clube do Porto de muito longe, a apelidar a exibição do Presidente de "magistral" no mercado. Magistral, só mesmo na zona mista a dar música aos jornalistas e a responder a criadores de melão. Mas magistral seria se Nuno Espírito Santo tivesse todos os reforços já disponíveis frente ao Rio Ave. Mas também não me queixo. Chegámos a Alvalade com 6 pontos e na fase de grupos da Liga dos Campeões. Melhor, só se sairmos de Alvalade isolados na liderança. Tarefa árdua, sem dúvida. Mas, para que isso aconteça, só precisamos de ser Porto. Só.


André Silva foi merecidamente chamado com Danilo Pereira à Selecção Nacional. Já Casillas é deixado de fora pelo seu colega de almoço Julen Lopetegui. O que dirão em Espanha...


Crente. Portista.


O que prevê para esta partida? Promova o debate. Comente e deixe a sua opinião.

Um abraço. #VaiNaFé

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

"Bem-vindo de volta Óliver! Trazes o Benji?"

De regresso a uma casa onde nunca devia ter saído.

Como se os sorrisos dos Portistas já não fossem rasgados, Jorge Nuno Pinto da Costa, Presidente do Futebol Clube do Porto, decidiu fazer uma aparição na zona mista após a partida no Olímpico de Roma para, entre muitos insultos, vários respostas, e bocas em todas as direcções, responder às questões dos jornalistas sobre possíveis transferências. Negando a entrada de qualquer dos “200 centrais” anunciados pela imprensa, sublinhou que era preciso estar atento ao Aeroporto pois era possível um regresso a curto-prazo: Óliver Torres aterrou ontem, por volta da hora do almoço, na cidade do Porto e foi apresentado hoje como reforço do Futebol Clube do Porto. 


O comunicado da SAD do Futebol Clube do Porto à CMVM. Original aqui.

Esta transferência, novamente por empréstimo, mas com opção de compra obrigatória, é a primeira contratação sonante do Futebol Clube do Porto, e que promete ser um verdadeiro reforço para a posição, deixada refém pelo próprio, quando retornou ao Atlético de Madrid. Foram poucos os detalhes comunicados à CMVM. Há quem fale em 20.000.000,00€ de opção de compra. Há quem diga 2.000.000,00€ agora mais 16.000.000,00€ no acto da compra. Teremos de esperar por confirmações.

De toda a forma, lanço a discussão sobre os detalhes, ou falta deles, deste comunicado. Comecemos pelo final: a opção de compra. Então ela é obrigatória ou não? Depois, o período de empréstimo. Quanto mais tempo Óliver Torres for jogador do Futebol Clube do Porto, tanto melhor! De toda a maneira, questiono-me sobre o porquê dos 18 meses, e não 12 ou 24, por exemplo. 

Lanço a minha teoria inicial, que ainda está por ser confirmada. O Futebol Clube do Porto tem a intenção de contratar em definitivo Óliver Torres. No entanto, verificou dois possíveis problemas. Primeiro, a possibilidade de um lançamento de uma provisão devido a um gasto que vai incorrer de forma obrigatória na contratação do jogador, pois já sabe que vai ter esse custo mais lá para a frente. Depois, a problemática do fair-play financeiro. Se é verdade que o problema da época passada ainda está por ser ultrapassado, um repetido tropeço nas regras da UEFA teria repercussões ainda mais devastadores. Nesse sentido, há que novamente adiar o incorrer do custo propriamente dito durante mais alguns meses. Sigo confiante na criatividade do Departamento do Planeamento Financeiro e Controlo de Gestão da SAD do Futebol Clube do Porto em fazer caber este avultado investimento em Óliver.

Ainda a propósto de Óliver, gostaria de deixar uma questão para debate. Este foi o onze inicial do Futebol Clube do Porto 2-0 Nacional da Madeira, realizado a 1 de Novembro de 2014. Menos de dois anos depois, todos já foram ou procuram colocação. Óliver já foi, mas foi o único a regressar. Dá que pensar onde acertámos, e onde errámos. Julgo que saberá o que fizemos mais...

Muito mudou em pouco mais de 20 meses.
O Benji é apenas uma menção à série televisiva "Captain Tsubasa". Descansem, pois o Futebol Clube do Porto não anda à procura de guarda-redes. Aliás, para este Óliver, já temos um Benji na baliza, internacional, muito experiente, e que se dá com todos. Falo, claro, de Iker Casillas, que esteve em almoço com o ex-Treinador do Futebol Clube do Porto e actual seleccionador de Espanha (LOL) Julen Lopetegui.

Foto muito badalada ontem, em Espanha. Algum leitor reconhece este local?

Se um guarda-redes não será, poderá ser outro jogador do Atlético de Madrid, pelos vistos dispensado por Diego Simeone, a fazer a mesma viagem de Óliver Torres. Falo, obviamente de Diogo Jota. O extremo recém-contratado ao Paços de Ferreira negou um possível ingresso no Benfica e voou para a capital espanhola para assinar pelo vice-campeão Europeu. Agora, poderá estar de regresso a Portugal. Recentemente foi iniciada uma discussão sobre a sua cor clubísitca. Se é verdade que isso será contraposto pelo seu profissionalismo, é natural que as suas declarações inflamem qualquer adepto. Claro, é jovem... E "benfiquista doente". A questão é saber se Diogo Jota é o extremo que queremos... Ou se não há dinheiro para mais. Se haverá algum "Benji" a surgir nos próximos dias, esse poderá fazer o rumo oposto a Martins Indi, se realmente o holandês for parar a Liverpool. Um palpite, nada mais. Veremos se acerto no "saco". 

A união da W52-FC Porto-Porto Canal poderá ser posta à provra em Doha, nos Mundiais de ciclismo.

Nota para o convite da União Ciclista Internacional à W52-FC Porto-Porto Canal para participar no contra-relógio por equipas dos Campeonatos do Mundo desta ano, a realizar em Doha, no Qatar. Espero que a equipa aceite um raro e prestigiante convite, dado que seria a primeira equipa Portuguesa a participar nesta competição. Um convite que não aparece por acaso, e que cimenta a fantástica prestação da equipa ao longo desta temporada de 2016. Esperemos que Nuno Ribeiro aceite o convite.

E o sorteio da fase de grupos da Liga dos Campeões? Nada mau... Três campeões nacionais no caminho do Futebol Clube do Porto. Máximo respeito pelos adversários, mas com esperança no apuramento. Começamos em casa frente ao Copenhaga, e fechamos também no Estádio do Dragão frente ao Leicester.


Crente. Portista.


Promova o debate. Comente e deixe a sua opinião.

Um abraço.


Vamos lá, Roberto Carlos. Procura bem a que está mais quente.

terça-feira, 23 de agosto de 2016

“Pressão à boca do túnel, como Campeões”: AS Roma 0x3 Futebol Clube do Porto (crónica)

Ficha de jogo completa em fcporto.pt

Felicidade. Satisfação. Alívio. Na próxima quinta-feira, o Futebol Clube do Porto estará no sorteio da fase de grupos da Liga dos Campeões, junto dos melhores, e como recordistas, ao lado de Barcelona e Real Madrid. Para isso, contribuiu uma exibição personalizada, destemida e corajosa.

Nuno Espírito Santo apostou nos onze jogadores que lhe davam mais confiança para a partida. Mas é a Roma que começa novamente melhor a partida. Nainggolan deu o primeiro para defesa apertada de Casillas. Responde rapidamente o Futebol Clube do Porto por André André. A pressão alta Azul e Branca, uma novidade na estratégia para esta temporada, dá a primeira oportunidade ao Português, mas o remate sai frouxo. Desenho dentro de campo que variou de acordo com a posição de André André. Ora ao lado de Herrera em 4-3-3, ora mais pressionante em 4-4-2. Ao minuto 8, surge o golo. Otávio ganha falta perto do último reduto adversário e é o próprio que serve nas alturas Felipe para o 0-1. Máxima eficácia do defesa-central brasileiro, que se redime do auto-golo da primeira-mão. Uma nova recuperação em terrenos adiantados deu a Corona uma possibilidade de remate. A Roma reage e devolve a pressão ao Futebol Clube do Porto, com Salah a ter a melhor oportunidade e a fazer brilhar Iker Casillas. Na ressaca do lance, De Rossi entra com tudo sobre Maxi Pereira. O árbitro da partida não tem dúvidas e dá ordem de expulsão ao capitão da Roma. Futebol Clube do Porto em vantagem no resultado, e no campo. Maxi Pereira sai do lance lesionado e tem de ser substituído por Layún.

Bela primeira parte do Futebol Clube do Porto. Não pela arte, ou pelo engenho. Mas sim pela postura. Surpreendente pressão "à boca do túnel" desde o primeiro minuto a surtir efeito, com o adversário a ter enormes dificuldades para sair a jogar, pese embora a maior posse de bola. O golo surge na bola parada, num momento de eficácia igualmente pouco comum. É verdade que a Roma contrapôs e também apertou, mas a expulsão adiou tudo para a segunda parte. Estava tudo tranquilo, tudo favorável.

Felipe escreveu no resultado uma evidente superioridade do Futebol Clube do Porto logo aos 5 minutos. 

No segundo tempo, Nuno Espírito Santo não mexeu na equipa. Ao minuto 50, outra cacetada de um jogador da Roma. O árbitro não tem dúvidas e expulsa Emerson. Roma com 9, mas não desiste. Em contra-ataque, o Futebol Clube do Porto procura o golo da tranquilidade. André Silva tenta assistir Otávio, que remata forte, mas ao lado. O brasileiro, já amarelado, deu lugar a Sérgio Oliveira pouco depois, que entra em campo para levar amarelo. Mesmo com menos dois elementos, a Roma cria perigo e é Layún a tirar o pão da boca a Perotti. Na resposta, Herrera e André Silva tentam dilatar a vantagem, mas sem sucesso. O Futebol Clube do Porto tentar colocar "gelo" no jogo e circular a bola já no último terço, mas raramente o consegue. Sérgio Oliveira atira à figura mas Nainggolan e Perotti vão criando problemas à defesa do Futebol Clube do Porto. Nuno troca André Silva por Adrián, mas é a Roma que está mais próxima da baliza, com os perigosos do costume. Comentava com um amigo que Nuno esteve mal nas substituições, com Adrían e Sérgio Oliveira a entrarem mal na partida. Embora de forma forçada, é do banco que sai o golo da tranquilidade. Herrera lança Layún em contra-ataque, que ultrapassa um adiantado Szczesny e finaliza para o 0-2. Tudo muito mais tranquilo e questão arrumada logo a seguir. Mais um contra-ataque rápido frente a uma Roma perdida no campo, com Corona a ser lançado em velocidade, que tira Manolas do caminho e dispara para o 0-3. Nainggolan ainda tenta de longe, mas o destino estava traçado.

(+)

Felipe: Pelo golo, pelo trabalho defensivo, o melhor em campo. Perante as tentativas da Roma, e mais concentrado do que o habitual, foi o que menos claudicou na defesa do Futebol Clube do Porto, contribuindo para as redes invioláveis guardadas por Iker Casillas.

André André: Pressão alta... altíssima! Com alto patrocínio do Português. Não deixava a Roma sair do seu reduto. Hora e meia de enorme esforço do Português, principalmente sem bola. Com bola, foi pouco feliz.

Corona: O mexicano vai acordando para a melhor forma. Quer a atacar, já que facturou, quer na recuperação de bola, onde foi o mais capaz.

Layún: E é isto... É muito isto! Um golo. Um corte decisivo. 5 intercepções. Números defensivos e ofensivos fantásticos do mexicano que jogou pouco mais de 45 minutos. Pela possível lesão de Maxi Pereira (à hora a que escrevo não tenho qualquer informação concreta), poderá ter de assumir o lugar. A meu ver, está mais do que preparado.

(-)

Sérgio Oliveira: Rendeu o amarelado Otávio, para rapidamente ficar na mesma situação. Não conseguiu emprestar a tranquilidade necessária num momento em que se verificava uma vantagem no terreno e no marcador. Já Rúben Neves não saiu do banco...

O Goalpoint.pt deu destaque à excelente exibição do lateral mexicano.

Foi favorável, mas até podia ter sido um pouco mais tranquilo. Não vale a pena mentir: a partida correu-nos de feição. O desenvolvimento do jogo foi-nos claramente favorável. Merecemos por chegar à vantagem, fruto de uma atitude e estratégia bem diferentes da habitual. Pressão alta, forte, ambiciosa, capaz de retirar clarividência e tempo ao adversário. Foi por aí que desequilibrámos a partida. Uma antítese do que se tinha passado no Estádio do Dragão. 11 contra 11, o Futebol Clube do Porto era mais unido, mais junto, mais equipa. Contra 9 ainda perdeu alguma noção do jogo, mas rapidamente a recuperou com o 0-2.  Domingo rola novamente, em Alvalade. E vamos com tudo.


Crente. Portista.


O que acho da partida? Promova o debate. Comente e deixe a sua opinião.

Um abraço.

"All in": AS Roma vs Futebol Clube do Porto (antevisão)

Jogo marcado para terça-feira, 23 de Agosto, com início às 19h45. Transmissão RTP1.

Alguém queria uma final? Não é um título que está em jogo, mas pode significar muito mais. Jogamos demasiado numa só partida. O Futebol Clube do Porto desloca-se à capital italiana para tentar reverter o empate a uma bola registado no Estádio do Dragão. Se o jogo em casa já se tinha demonstrado muito complicado, o ambiente do Olímpico de Roma só dificultará a tarefa de quem tem de reverter um resultado. Nuno Espírito Santo chamou 20 jogadores, incluindo Evandro, que foi baixa de última hora no passado sábado.


Aposto no seguinte onze:



Palpito que não fugirá muito disto. Um onze equilibrado, com elementos que justificam a aposta e com a confiança de Nuno Espírito Santo. No banco, algumas opções para mexer, para trás, ou para a frente. A batalha pelo miolo do terreno será novamente decisiva. O primeiro jogo demonstrou isso claramente. Espero que o Treinador do Futebol Clube do Porto tenha aprendido com os erros e possa corrigir a organização da equipa, a fim de podermos competir durante hora e meia frente a um poderoso adversário.

A história não se verifica favorável para o Futebol Clube do Porto. 3 empates a 1 bola em casa deram sempre direito a derrota na segunda-mão. Bayern Munique, Chelsea e Inter não facilitaram no seu reduto e venceram para seguir em frente na fase a eliminar da Liga dos Campeões. O adversário é diferente, a fase da competição também. Mas o terreno mostra-se novamente inclinado. De toda a maneira, há que sublinhar um outro dado: o Futebol Clube do Porto nunca foi eliminado por equipas da capital italiana.

Nota para a oficialização de Josué no Galatasary por empréstimo, com opção de compra ainda por publicitar. Um abraço, Josué. O teu clube do coração nunca foi capaz de tratar-te tão bem como tu o trataste. Coisas da vida de um futebolista... Ainda nem sei porque renovaste. Já os rumores sobre Brahimi no Everton ou Arsenal, Aboubakar no Besiktas, Indi entre a Turquia e Inglaterra ou as chegadas de Óliver ou Diogo Jota requerem confirmação e pouco comentário. O início da competição já não permitem mais palpites para o ar. Ontem o jornal AS deu conta da presença normal de ambos no treino do Atlético de Madrid. Política diferente da do Futebol Clube do Porto.

Ao contrário do que Nuno Espírito Santo apregoou, teremos novamente o país maioritariamente contra nós. Só mesmo a Nação Portista apoiará o Futebol Clube do Porto na tentativa de adicionar um terceira equipa Portuguesa ao sorteio da fase de grupos da Liga dos Campeões. Mas é possível. Só temos de, em Roma, ser Porto... Só!


Crente. Portista.


Quais são as suas expectativas para este jogo? Promova o debate. Comente e deixe a sua opinião.

Um abraço.

domingo, 21 de agosto de 2016

“Resultado magro, exibição gorda”: Futebol Clube do Porto 1x0 GD Estoril Praia (crónica)

Ficha de jogo completa em fcporto.pt

Mais um jogo de campeonato, mais uma vitória. Suada, sofrida, mas só pelo resultado. Evandro e Depoitre foram baixas de última hora e não fizeram parte das escolhas de Nuno Espírito Santo, que confiou em Rúben Neves e Silvestre Varela. Layún substituiu o castigado Alex Telles e Corona regressou ao onze.

Desde o início, o Futebol Clube do Porto assumiu uma posição dominante na partida. A partir daí raramente abrandou e as oportunidades sucederam-se. Ao minuto 7, Layún prova que procura quem quer. 3 cabeceamento levam enorme perigo à baliza de Moreira. Mescla entre 4-3-3 e 4-4-2, com Otávio a ter liberdade total no miolo. Corona na esquerda e Varela na direita. Herrera mais junto ao Rúben Neves. Só dá Futebol Clube do Porto. O Estoril alivia como pode e põe-se a frente de remates de Otávio, Varela e André Silva. Joga-se bem. Falta só facturar. Layún até assiste o adversário a ver se ajuda. Dankler cabeceia a trave da sua própria baliza. Varela, na recarga, envia por cima. André Silva também não responde da melhor forma aos cruzamentos, ora de Corona, ora de Varela. O português teve mais duas oportunidades nos últimos 5 minutos mas o nulo persistiu ao intervalo.

Durante o interregno tempo para saudar a equipa que venceu a volta a Portugal e apresentar equipas das modalidades de Basquetebol e Hóquei em Patins.

Os heróis da Volta a Portugal foram recebidos por um agradecido Estádio do Dragão. Foto de José Lacerda.

Para a segunda parte, Adrián rende Varela. Desenha-se um 4-4-2 com Otávio na esquerda e Corona na direita. O festival de oportunidades falhadas continua. Isolado, André Silva falha na recepção. Depois é Adrián que cabeceia por cima. À hora de jogo André Silva volta a ter o golo no pé.  O nervosismo apega-se da bancada. André André e Sérgio Oliveira entram para os lugares de Herrera e Otávio nos último 20 minutos da partida. Espelha-se um renovado 4-3-3 no terreno, com Adrián a cair para a faixa esquerda. As bolas vão sendo servidas para a grande área adversária, mas a finalização não sai. André Silva não chega. Sérgio Oliveira falha a cabeça. Ao minuto 84, finalmente o golo. Layún olha, compreende a movimentação de André Silva, tiras as medidas do cruzamento e executa. O menino-de-ouro mete a cabeça à bola e desvia-a sem hipóteses para Moreira. Estava inaugurado o marcador e colocada alguma justiça no resultado. André Silva ainda poderia ter dilatado a vantagem, mas teve a oposição de Moreira. O minuto 9o trouxe 3 minutos extra e uma aproximação do Estoril, mas o jogo rapidamente chegou ao seu fim.


Um sentimento de emoção... e alivio!!! Muito se trabalhou em campo para este golo...

(+)

Layún: Coloca a bola onde quer e foram várias as assistências que só não terminaram em golo fruto da incompetência na finalização. O nosso Mezut Özil está em forma e pronto a servir.

Corona: Talvez o melhor em campo. Enérgico, participativo, pró-activo, destemido, motivado. Creio que demonstra que está preparado para uma semana com dois grandes desafios.

(-)

Otávio: um jogo menos positivo do brasileiro, que teve a oportunidade de começar a partida no centro do terreno. Se, no primeiro tempo, foi capaz de criar calafrios à defesa do Estoril, recebendo, dando e circulando com critério, a mudança de posição no segundo tempo tirou-lhe protagonismo, acabando por ser substituído. Terça-feira também será dia.

Herrera: Voltou a sentir enormes dificuldades para comandar o jogo do Futebol Clube do Porto, que procurou o ritmo através de outros elementos. Viu-se outra energia e outro critério assim que André André entrou em campo. Veremos as opções tácticas de Nuno Espírito Santo para a próxima partida.

Varela: E que tal João Teixeira? Não?


Especial foco para André Silva. Quinto jogo oficial consecutivo a marcar. Uma vez mais foi decisivo a mexer o marcador, o único capaz de facturar no meio de tanta oportunidade falhada. Uma vez mais falhou uma meia dúzia de situações claras de golo. Também importante foi a sua renovação, que o Futebol Clube do Porto se apressou a anunciar depois da partida, com detalhes que já tinha m sido revelados na antevisão a esta partida. Faltou saber quanto é que o empresário do jogador recebeu como recompensa.

Globalmente, foi uma exibição muita conseguida do Futebol Clube do Porto. Defesa segura e sem grandes preocupações ao longo da partida. Meio-campo dinâmico durante grande parte do tempo e que beneficiou com as substituições feitas por Nuno Espírito Santo, que não esperou por milagres ou pelo adversário para mexer na partida, numa pró-actividade de elogiar. Claro que o resultado é manifestamente curto e não espelha o que se passou dentro de campo. Mas tudo poderia ter sido diferente se o árbitro tivesse apitado uma falta sobre Silvestre Varela dentro da grande área, logo aos 5 minutos. Apontamento também para a capacidade da equipa rapidamente se formatar dentro de campo de acordo com as alterações. Parece haver quem ainda não compreende todos os ajustes necessários. As decisões são tomadas e o processo de aprendizagem continua. A raça, o querer, a dedicação e a motivação foram constantes ao longo da hora e meia. Bravo!

Os números desta partida, segundo o Goalpoint.pt

Nota final para o iminente regresso de Óliver, jogador por quem já admiti especial apreço. Muito satisfeito pelo fecho deste negócio, que já podia ter sido feito há cerca de um mês, caso o Futebol Clube do Porto conseguisse pagar o custo do empréstimo na altura (havia quem falasse em 2.000.000,00€). Situação semelhante aconteceu com Luciano Vietto. Ao contrário do Futebol Clube do Porto, o Sevilha teve 3.000.000,00€ para apresentar pelo seu empréstimo e garantiu o jogador. Pese embora esta importante adição ao plantel de Nuno Espírito Santo, ressalto dois factos cruciais. Primeiro, este negócio cria uma nova obrigação (16.000.000,00€, provavelmente em tranches) a que o Futebol Clube do Porto terá de fazer face no futuro próximo, altura em que também terá vários pagamentos a fazer. Espero que Fernando Gomes tenha feito as contas... Depois, não é o centro do terreno que está mais carente de reforços. Talvez por isso, na mesma página do jornal O JOGO, surjam os nomes de Atsu e Diogo Jota. Confesso que um defesa-central seria a minha principal prioridade, mas até ao fim do mercado ainda pode surgir. Quem sabe...


Um adversário bem diferente da Roma, mas fizemos o que nos competia. Agora, venham eles!!


Crente. Portista.


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Um abraço.

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

"3 dias depois, a sede por 3 pontos": Futebol Clube do Porto vs GD Estoril Praia (antevisão)

Jogo marcado para sábado, 20 de Agosto, às 20h30. Transmissão Sport TV

Depois de um tropeção que ainda não deu direito a queda frente à Roma, o Futebol Clube do Porto volta rapidamente à competição, com a recepção ao Estoril Praia, em mais uma partida a contar para o Campeonato. Não há tempo para uma recuperação plena, e se o pensamento já parece estar na segunda-mão do play-off de acesso à Liga dos Campeões, o foco do Futebol Clube do Porto passará primeiro pelo adversário deste sábado. Mesmo no início, a sede por conquistar mais três pontos é constante. 

Com espírito criativo, e olhando para Roma, aposto no seguinte onze:


Aposto em várias mudanças nos escolhidos de Nuno Espírito Santo. Alex Telles está castigado e dará lugar a Layún. Mas tudo o resto se mantém igual no reduto mais reduado. Para a frente, começará a rotação. Não será por causa do choro que Rúben Neves será titular, mas creio que assumirá a posição de um atarantado Danilo Pereira. O capitão Herrera parece ser indiscutível, mas Evandro poderá render André André, com Adrián a ser novamente titular e a ver Corona do lado oposto a apoiar André Silva. João Teixeira também poderia ser aposta, mas vou com isto. Nuno Espírito Santo afirmou na conferência de imprensa de antevisão à partida que conta com todos. No entanto, creio que, fora este conjunto de jogadores que citei, Nuno Espírito Santo só confiará em Depoitre. Bueno aparenta ter perdido qualquer corrida, e quem confiaria em Varela? Já Diego Reyes nem é chamado. O grupo parece cada vez mais reduzido e sem adições à vista... Sem convocatória,  só se tiram as teimas perto da hora do jogo. De toda a maneira, tem de "chegar" para o Estoril. Oportunidade para uns brilharem e outros descansarem, dentro das decisões que são necessárias tomar e que fazem parte do processo... não é Mister?

No Estádio do Dragão aparecerá um Estoril cauteloso, mas desejoso de não acumular nova derrota na Campeonato. Nesse sentido, há que entrar forte, destemido e preparado para assumir cedo o controlo total da partida. Se possível, resolver rápido o resultado e fazer a gestão de esforço crucial neste momento da temporada, pois o mais importante é mesmo a conquista dos três pontos!

Abro espaço para considerações rápidas sobre a ordem do dia. Rafa podia ter assinado pelo Futebol Clube do Porto a meio da tarde de ontem, mas acabou por não o fazer. O Futebol Clube do Porto queria o jogador mas, como se diz na gíria, foi "comido de cebolada" pelo rival. O paradigma definitivamente mudou. Nós, que fomos habituados a conseguir os melhores negócios sobre o rival, como Falcão, Álvaro Pereira, Danilo, Alex Sandro, James ou Lisandro López, fomos ultrapassados por uma proposta melhor. Em abono da verdade, o Futebol Clube do Porto não tem, neste momento, capacidade financeira para os valores que estavam em cima da mesa. De toda a maneira, fez-se ao negócio, sabendo perfeitamente onde se ia meter... e falhou! A meu ver, o jogador só é caro se não render. Até podia custar 20 milhões. Se jogasse bem todos os jogos, ninguém se lembrava disso. Não vale a pena voltar atrás a dizer que agora é mau, ou caro, ou judas. O Futebol Clube do Porto foi batido pelo Benfica e Rafa, em vez de parar na cidade do Porto durante a tarde, seguiu viagem para Lisboa. Há quem exija um corte de relações com o SC Braga. Estupidez, a meu ver. Mas será inteligente continuar a enviar jogadores para Braga? Uma discussão filosófica para outra publicação. Pelo menos, a epopeia Rafa acabou, mas esta questão impõe-se: estava pensada uma alternativa a Rafa? 

Talvez pelo falhanço neste contratação existam rumores de que Antero Henrique estaria de saída. Existem ainda muitos factores por considerar. A incapacidade financeira, onde é Fernando Gomes o principal culpado, a escancarada porta de entrada na Liga Europa, o desempenho deplorável no mercado de transferências, a chegada de um treinador "agenciado" por Jorge Mendes (Jorge Nuno Pinto da Costa até o obrigou a aparecer na fotografia) e as constantes bicadas de Alexandre Pinto da Costa em tudo o que é negócio. Tenho total certeza de que Antero Henrique não vai a lado nenhum. Se é verdade que parece haver "galos" a mais no galinheiro, também é verdade que o milho é bom o suficiente para não se rejeitar. Até alterar a liderança, ninguém vai a lado nenhum.


Frente ao Estoril, obviamente que estarei lá, crente de que é possível somar 3 pontos.


Crente. Portista.


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Um abraço.

P.S.: Ouvi para aí que o André Silva vai renovar até 2021, com cláusula de rescisão de 60.000.000,00€, mas com o empresário Jorge Mendes a receber 10% do passe. A confirmar-se, é mais um assalto ao património do Futebol Clube do Porto, mas que o Portista e o Clube já está habituado, como já referido na edição do Economato sobre André Silva, e que só espelha a urgência que o Futebol Clube do Porto tem em renovar com o jogador.