terça-feira, 24 de maio de 2016

“Silly Season”: o preâmbulo


Serve a presente publicação para dar início àquela época do ano que eu pessoalmente aprecio: a “silly season”. Certo é que não existe uma definição no dicionário que esclareça este conceito. No Reino Unido, diz-se que é um período de meses por volta do Verão em que surgem um conjunto de notícias sem qualquer sentido ou credibilidade. Na América do Norte, é mais visto como um período onde simplesmente existem poucas notícias. No Futebol, o termo é associado ao período em que não existe competição e, por isso, as principais notícias são especulativas e sobre transferências de jogadores ou até mesmo de treinadores.

Certo é que, neste período, estas publicações podem ter mais do que um objectivo em mente. A informação deveria ser a única. Antes de um negócio estar fechado, é certo que existe um período negocial, e por isso essa mesma discussão poderá ser noticiada. Mas há quem frequentemente vá mais além.

Há quem constantemente escreva notícias sem sentido apenas com o propósito de chamar à atenção, e vender (A Bola contrata três plantéis diferentes por temporada para o Benfica. E quem não tem saudades do programa “Mais Transferências”?).

Há quem repita este processo para dar atenção a determinado clube ou competição (Mesmo exemplo: A Bola e o Benfica).

Há quem simplesmente escreva um elogio desmesurado para potenciar o valor de mercado de determinado jogador (Renato Sanches, por exemplo).

Ou até para lançar o debate sobre determinado jogador, na tentativa de desestabilizar e “ajudar” à sua saída (OJOGO tentou-o com Casillas há pouco tempo. Será desta que o Luisão vai para a Juventus?).

Confesso que, por si só, não odeio a "silly season". Primeiro porque anima um período de tempo onde apenas joga a Selecção Nacional e não há Futebol Clube do Porto. E a Selecção Nacional aborrece-me. Depois, porque rapidamente se “descobre a careca” e se mancha a credibilidade a quem apenas manda palpites e chama-lhe de “informação”.

Quem procurou, até ao momento, no Porta 26, apenas análise e comentário, verá um tipo de artigos bem diferente. Além da reacção normal à realidade, será também dado espaço a verdadeiros palpites. A diferença é que aqui chamam-se as coisas pelos nomes nem se cobra . Por norma, não tenho informação pura. Mas mesmo que me chegue aos ouvidos, será difundida sempre de forma gratuita, promovendo sempre o debate. Por isso mesmo, as publicações sujeitas ao tema “silly season” serão mais especulativas ou opinativas, e não tão analíticas ou informativas.

O primeiro tema desta “silly season” será, obviamente, o treinador. Evidentemente que, perante o calvário em que nos encontramos, só a união dos Portistas poderá contribuir de forma positiva reverter este cenário sem conquistas que se vai prolongar de certeza por mais 12 meses. Por isso mesmo, o próximo Treinador do Futebol Clube do Porto, pedra basilar para o sucesso imediato, terá de reunir consenso alargado entre os Portistas, algo que José Peseiro e Julen Lopetegui não foram capazes de conseguir. O mesmo terá de ocorrer dentro da SAD, o que também não tem acontecido, com cada Administrador a defender um nome até Jorge Nuno Pinto da Costa, Presidente do Futebol Clube do Porto, tomar uma decisão final. O problema é que isto depois se repercute nas contratações, com o polémico desentendimento entre Alexandre Pinto da Costa (que nem sequer é da SAD!!!) e Antero Henrique a influenciar quem ingressa ou sai do Futebol Clube do Porto, criando uma instabilidade desnecessária que, até ao momento, Jorge Nuno Pinto da Costa ainda não quis resolver. “More on that later”.

A meu ver, existe um tempo para tudo. A “silly season” tem o seu, e já começou. Para mim terá o seu fim no dia do jogo de apresentação.


Céptico. Preocupado. Portista.


Promova o debate. Comente e deixe a sua opinião.

Um abraço.

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