quinta-feira, 12 de maio de 2016

Curta sobre uma capa: Jornal OJOGO, 12 de Maio de 2016

Iker Casillas tem sido o alvo favorito do jornal OJOGO durante esta, e até a passada semana. Hoje, este jornal decide voltar a acrescentar mais um capítulo à epopeia que este próprio parece ter começado de livre vontade, questionando, sem razão aparente, a possibilidade de se transferir para outro clube no fim da temporada.

Iker Casillas foi, novamente, o princiapl destaque da capa do jornal OJOGO.
  
Esta foi a capa de hoje, dia 12. Dia 5 o mesmo jornal noticiava da “chamada” de Miami. Iker Casillas rapidamente fez saber que não era assim, e que o seu objectivo era continuar no Futebol Clube do Porto. Por isso, no dia seguinte, 6 de Maio, OJOGO noticiava a “nega” de Casillas a Miami. A Miami, ou ao OJOGO, que, vá-se lá saber porquê, decidiu noticiar a saído do guarda-redes espanhol do Futebol Clube do Porto, contra todos os factos conhecidos. Jorge Nuno Pinto da Costa, Presidente do Futebol Clube do Porto, já tinha declarado à imprensa que a renovação até 2018 estava a ser tratada. O próprio Iker Casillas declarou que se sentia bem no Porto. A sua família, crucial na sua vinda para a cidade do Porto, está feliz na Invicta. Por isso, não compreendo a ideia do jornal OJOGO. Se dúvidas houvesse, e sinceramente nunca as vi, Iker Casillas dissipou-as ontem, num evento espanhol de moda, onde afirmou, entre linhas, que já tinha renovado com o Futebol Clube do Porto até 2018.

Uma renovação de um jogador deste calibre merecia outra notícia. Outra publicidade. Outro marketing. Algo que infelizmente o Futebol Clube do Porto parece ainda não saber aproveitar. Aliás, do ponto de vista social, o próprio Iker Casillas e a sua família parecem saber desenvolver melhor a sua marca, do que o Futebol Clube do Porto os direitos de imagem a que certamente terá direito. É verdade que o negócio do Futebol Clube do Porto nunca foi este. O plano era sempre trazer jovens jogadores, potenciá-los, e depois vendê-los. Publicidade, patrocínios, venda de camisolas, distribuição dos direitos televisivos nunca foram a nossa prioridade. Com a chegada de Iker Casillas, abria-se também este “mercado”. Talvez na próxima temporada estaremos preparados para isso mesmo.


Iker tem uma mensagem para ti... Iker Casillas tiene un mensage para ti... Iker has said thanks for your questions! #FCPorto
Publicado por FC Porto em Quinta-feira, 15 de Outubro de 2015
Casillas deu-se a conhecer aos adeptos e participou num Q&A através do Facebook.

De toda a forma, independentemente da sua imagem ou notoriedade, a meu ver, o valor de um jogador mede-se pela sua qualidade dentro de campo. E, no plano desportivo, Iker Casillas apresentou-se esta temporada de forma… mediana. E irregular. Senão vejamos. A sua titularidade no Real Madrid já era questionável. Também por isso se transferiu para o Futebol Clube do Porto. Rapidamente assumiu a titularidade e fez a pré-época. Recordo-me deste momento em particular.


Minuto 8:18 do vídeo... Casillas retoca as luvas... E, de "Dragão" ao peito, decide voar.

O próprio início de temporada foi seguro. Contar-se-iam pelos dedos os que questionavam a decisão em relação ao guarda-redes. De Fabiano a Casillas, com Helton pelo meio, parecia um belo salto. Não creio. Tanto Julen Lopetegui, como Rui Barros e depois José Peseiro consideraram o guardião espanhol como indiscutível nas principais competições. Helton apenas jogou na Liga pela rotação imposta por José Peseiro. De resto, Casillas não falhou uma. Quando digo uma, refiro-me às partidas da Liga Portuguesa, Liga dos Campeões ou Liga Europa. Já bolas, o espanhol não está isento de culpas em certos momentos.


5.000.000,00€ por ano. Todos cometemos erros, atenção!! Mas 5.000.000,00 € por ano.

Olhando para o plantel do Futebol Clube do Porto, Iker Casillas deveria ser considerado o “melhor” jogador. Não é aquele que marca mais golos, ou que pauta o jogo. Mas sim o “melhor”. O mais valioso. E foi, por exemplo, em Aveiro, no jogo frente ao Tondela. E também foi, por exemplo, na visita à Luz. Mas em muitas outras partidas, Iker Casillas não justifica o investimento/retorno que gera para o Futebol Clube do Porto. Não foi de todo uma época de enorme classe para Iker Casillas. Quer a nível individual, onde intercalou exibições de qualidade com erros individuais que custaram pontos, quer a nível colectivo, já que ainda está por garantir o seu primeiro título ao serviço do Futebol Clube do Porto. Isto para 5.000.000,00€ por ano. É demasiado. A reputação na basta. Falta desempenho que realmente justifique este número.


Iker Casillas foi quem manteve a dignidade do Futebol Clube do Porto durante o primeiro jogo frente ao Tondela. 
Já no Estádio do Dragão, não pode fazer nada. 


Por isso, sou da opinião de que se deve refrescar a baliza o quanto antes, sob pena de, em vez de evoluirmos, continuarmos em retrocesso. A meu ver, a política seguida pelo Futebol Clube do Porto deveria ser a de promover os jovens com grande potencial, capazes de assumirem a responsabilidade que transporta a camisola do guarda-redes do Futebol Clube do Porto. Nesse sentido, entram dois nomes para a discussão: José Sá e Gudiño. O Português chegou em Janeiro depois de quase ter fechado a transferência no Verão. Não era opção no Marítimo e só a equipa B do Futebol Clube do Porto lhe deu minutos. Mas o investimento está feito e, a meu ver, no homem certo. Tem capacidade (e a barba) para assumir a baliza do Futebol Clube do Porto já! Sem hesitações ou problemas. Gudiño é mais jovem, mas demonstrou igualmente potencial com a camisola do Futebol Clube do Porto. Foi rodar para o União da Madeira depois do ingresso de José Sá, onde tem sido titular. Será, com certeza, aposta de futuro, até pelo que já demonstrou ao serviço do Futebol Clube do Porto. O contacto diário com guarda-redes experimentes foi crucial para o desenvolvimento destes jovens. Mas está na altura de dar o passo em frente.

Há que renovar. Rejuvesnescer. Regressar ao caminho das vitórias. E parte das respostas estão em casa. A putativa aquisição em definitivo de Gleison é mais uma aposta nesse sentido, olhando para o futuro dos jogadores que já representaram o Futebol Clube do Porto e demonstraram qualidade. Esperemos que não seja um novo Kelvin, Iturbe, ou até Hernâni (espero-o ver de volta na pré-época). Desconheço quando custará realmente Gleison ao Futebol Clube do Porto.

No entanto, a política actual é a de manter Iker Casillas no Futebol Clube do Porto até 2018. O guarda-redes espanhol teve o seu segundo clube na cidade Invicta. E não prevê mudar. E, claro, também por isso, o dono da baliza do Futebol Clube do Porto não deverá mudar entretanto... 


Julen Lopetegui já aparentava preocupação com o 0-1. Mal sabia o que estava para vir.....


Céptico. Preocupado. Portista.

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Um abraço.

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