domingo, 29 de maio de 2016

Agradecido. Retratado. Esquecido. Portista.



Por partes, pois o fim-de-semana trouxe muito tema.


Diziam que era impossível. Eu achava que era difícil. O Futebol Clube do Porto tem muito a agradecer a estes rapazes.

Em primeiro lugar, talvez começar pelo evento mais recente, com a fantástica, e até surpreendente vitória da equipa do Basquetebol do Futebol Clube do Porto. Confesso que percebo muito pouco desta modalidade. No entanto, há que referir a importância desta vitória, bem como a sua relevância para a própria instituição.

Esta conquista tem um rosto principal: Moncho Lopéz. E, especialmente a ele, eu e qualquer Portista deve estar agradecido. Pelos sucessos anteriores, pela sua perseverança aquando da dissolução da SAD do Basquetebol, pela sua coragem em assumir um novo projecto, pelo seu crescimento e pelo alcance da glória no sábado, no Dragão Caixa. Que atitude demonstraram os representantes do Basquetebol do Futebol Clube do Porto. A Moncho Lopéz, e aos seus comandados, um sincero 'obrigado'. A instituição também deverá agradecer a esta modalidade, que, à partida, seria a que menos hipóteses tinha de vencer. Porque estava em reconstrução. Porque veio da ProLiga. E de bicampeão da ProLiga, alcançou de novo o topo da modalidade. Que o Futebol, com mais um investimento milionário, não conseguiu. Onde o hóquei, uma vez mais, fracassou. Que o andebol, depois de tanta glória, vacilou. 


Seria provavelmente quem tinha menos para trabalhar. E foi o único que ganhou. Fonte

O Basquetebol do Futebol Clube do Porto impediu algo que desde de há muito não se repete. O Futebol Clube do Porto ficar em branco nas modalidades. O Basquetebol do Futebol Clube do Porto impediu que isso se repetisse. Obrigado rapazes! Parabéns!!


O Futebol Clube do Porto tinha até 31 de Maio para accionar a opção de compra. Fonte

Outra nota importante do fim-de-semana foi a notícia dada em primeira mão pela edição do Dragões Diário de 28 de Maio de 2016, confirmando da contratação em definitivo de Miguel Layún. A mesma publicação refere que chegou a acordo com o Watford, antecipando a possibilidade de um negócio mais favorável do que o proposto à partida. Talvez não pelo valor, mas sim pela forma de pagamento. Recorde-se que o acordo entre o Watford e o Futebol Clube do Porto previa o pagamento dos 6.000.000,00€ em dois momentos. Metade do valor 15 dias depois do exercício da opção de compra e outra metade a 31 de Julho de 2017. Com ou sem negócio mais favorável, é tempo de me retratar em relação à publicação que fiz anteriormente, congratulando a decisão dos responsáveis do Futebol Clube do Porto em garantir a contratação em definitivo de Miguel Layún. Desconhecemos o futuro de Layún, até porque não descarto a possibilidade de outros clubes estarem interessados nos serviços do jogador. Eu espero que ingresse em definitivo no plantel do Futebol Clube do Porto, tal como este jogador, a confirmar-se os rumores da imprensa.


Uma partilha de uma notícia pelo irmão de Bruno Fernandes.

Em conversa com outros Portistas chega-me a resposta de Layún ao jornal mexicano Récord, onde revela que ainda não assinou nada. Esperemos que rapidamente se dissipem quaisquer dúvidas sobre a sua situação contratual e que o jogador confirme que irá jogar de Dragão ao peito em 2016/17.

"Então e eu pá??" Fonte

Se Miguel Layún não me saía da cabeça, por outro lado, devo confessar-me... esquecido. Quando dei o pontapé de saída na "silly season", com a análise sobre possíveis alternativas a José Peseiro, que, até à hora em que publico, é o Treinador do Futebol Clube do Porto, esqueci-me de um nome que encaixa perfeitamente na estratégia da SAD e que certamente irá agradar a alguém que quer ganhar com isso: Nuno Espírito Santo. Senão vejamos.

Nuno Espírito Santo, 42 anos, antigo guarda-redes do Futebol Clube do Porto, onde ganhou praticamente tudo o que havia para ganhar: 4 campeonatos, 2 Taças de Portugal, uma Taça UEFA, uma Liga dos Campeões e uma Taça Intercontinental durante cinco temporadas no Clube. Retirou-se do futebol profissional em 2010. Em 2012, assumiu o comando do Rio Ave. Na primeira temporada, alcança o sexto lugar no campeonato, às portas da competição europeia. Na temporada seguinte, desilude no campeonato, focando-se nas provas a eliminar, onde alcança duas finais e um apuramento para 3ª pré-eliminatória da Liga Europa. Deu nas vistas em Portugal e foi para o Valência. Na temporada de estreia, alcança o 4º lugar e apura o seu clube para a Liga dos Campeões. Na sua segunda temporada, saiu a meio.

Toda a sua carreira tem uma enorme contribuição de... Jorge Mendes. E é aqui onde pode eventualmente entrar todo o negócio. Os mais atentos saberão que o primeiro grande negócio de Jorge Mendes como agente foi a transferência de Nuno Espírito Santo para o Deportivo da Corunha. Há até quem diga que, em 2014, é Jorge Mendes que fala ao telemóvel no vídeo seguinte.


Sublinhe-se que foi também Jorge Mendes que "colocou" Nuno Espírito Santo a treinar o Valência. Não gostaria de retirar qualidades ao treinador, que, a meu ver, cumpriu com a sua missão na primeira temporada. Já em 2015/16, não foi bem assim. Mas talvez este seja o menos culpado. Gradualmente fui trocando programas desportivos portugueses por espanhóis, muito mais interessantes do que os de cá do rectângulo. A situação de Nuno Espírito Santo ia sendo escrutinada ao longo da temporada, onde começaram a surgir problemas no balneário com jogadores menos influentes, mas insatisfeitos com a sua utilização. A acumulação de resultados menos positivos fruto de um certo tumulto no balneário confirmaram a sua saída. Refira-se que o Valência ainda não soube recuperar e recompor-se após a sua saída.

Da mesma forma que Jorge Mendes apontou Nuno Espírito Santo como treinador do Valência, o empresário poderá fazer como que este seja o próximo Treinador do Futebol Clube do Porto, numa aproximação do Clube ao empresário que, como último negócio com o Clube, trouxe Adrián Lopéz do Atlético de Madrid. Embora o Presidente do Futebol Clube do Porto Jorge Nuno Pinto da Costa tenha confessado durante uma entrevista ao Porto Canal ter perdido parte da confiança que tem em Jorge Mendes, é também possível que o tumulto existente entre dois homens influentes do Futebol Clube do Porto, a saber o Administrador e vice-presidente Antero Henrique e o não-Administrador nem vice-presidente e apenas empresário e filho do Presidente Alexandre Pinto da Costa, possa fazer com que o aconselhamento sobre quem treinará o Futebol Clube do Porto na próxima temporada possa vir de outros lados. Conjuecturas, para já. Mas que, quem sabe, se poderão tornar uma realidade...

Atenção, isto não passa de mais um palpite da "silly season" na tentativa de fomentar um debate saudável, bem como uma reflexão mais do que necessária em torno de um tema tão fundamental para um futuro vitorioso. Continuo a dizer que não sei quem será o próximo Treinador do Futebol Clube Porto. Há quem diga que "x" treinador viajou para Portugal esta semana, que "y" treinador está hospedado num hotel aqui no Porto, que "z" treinador está a tentar desvincular-se do clube onde está. Rumores, e mais rumores. Mais importante do que isso é o facto de o actual Treinador do Futebol Clube do Porto continuar a ser José Peseiro. Há quem diga que Jorge Nuno Pinto da Costa não se quer precipitar. Com efeito, não se precipitou com Layún e foi mais do que a tempo para garantir a sua permanência no Futebol Clube do Porto. No entanto, cada dia que passa, é, na minha perspectiva, um dia perdido na preparação da próxima temporada. Que, até informação diferente, é José Peseiro que a prepara. E é preocupante....

Tendo em conta o seu recente histórico, é outro nome que me agrada, mas não é o meu favorito.

Jorge Nuno Pinto da Costa foi recebido de forma habitual em Nogueira de Regedoura.

Mais do "rumorista", acima de tudo, Portista, evidentemente. Mas não parvo. Isto porque o discurso feito por Jorge Nuno Pinto da Costa, por muito inspirador que possa ter parecido, este tom já tem demasiado histórico, principalmente no Futebol Clube do Porto. O Presidente do Futebol Clube do Porto aproveitou o jantar de homenagem aos Heróis de Viena para novamente hiperbolizar o discurso unir os Portistas em torno de um inimigo comum: o exterior. Funcionou no passado, e ainda funciona para muitos no presente. Tenham paciência mas, a meu ver, não se invoca a defesa do Futebol Clube do Porto nos jantares de filiais, mas sim, como fez e muito bem, responder directamente ao jornal A Bola, quando, na sua capa, decidiu noticiar a possível saída de Antero Henrique do Futebol Clube do Porto. Já o DN, que foi o primeiro a falar sobre a matéria no dia anterior, ficou sem resposta, abrindo a possibilidade para que A Bola atacasse novamente o Futebol Clube do Porto, enquanto não tem notícias de contratações para o Benfica.

É um facto que o Futebol Clube do Porto passou por temos difíceis, anteriores à sua ascensão como Presidente, e que, em pouco tempo, passámos de um Clube regional ao Campeão Europeu. De toda maneira, o Portistas está cada vez mais atento e alertado para discordâncias internas que, em parte, justificam os fracos resultados de uma equipa de Futebol onde o investimento é cada vez mais avultado. 

É tempo de actuar Presidente. Só os problemas que os Portistas sentem que existem dentro do Futebol Clube do Porto é que podem provocar desunião, e não os palpites dos outros. Sim, porque somos Portista, mas não parvos.


Agradecido. Retratado. Esquecido. Portista.


Promova o debate. Comente e deixe a sua opinião. 

Um abraço.

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