segunda-feira, 18 de abril de 2016

“Produto nacional dá chama ao Dragão” – Crónica: Futebol Clube do Porto 4x0 CD Nacional da Madeira (Liga NOS)

Ficha de jogo completa em fcporto.pt

O Presidente eleito ainda nem tomou posse e já mostra serviço. Saí especialmente satisfeito do Estádio do Dragão. Presença forte das escolas Dragon Force nas bancadas, e o Futebol Clube do Porto dá o pontapé de saída. Danilo Pereira ao lado de Martins Indi, com Rúben Neves a trinco. José Ángel, em vez de Layún, e Varela ocupam o flanco esquerdo, com André Silva na frente de ataque.

Varela começa na esquerda, mas demonstra a mesma liberdade de Brahimi. Bela jogada pela direita e é Varela que recebe com espaço e procura a baliza. O remate em arco encontra o destino certo. 1-0 no marcador logo ao minuto 2 de jogo. Tenta-se uma repetição logo a seguir. Corona deambula para o meio e procura a tabela no pé de Herrera. Varela, desta vez, atira por cima. Mas o Futebol Clube não desarma. Rúben Neves rouba uma bola a meio-campo e o Futebol Clube do Porto sai rápido na transição. O cruzamento de Corona parece defeituoso, mas não. Herrera orienta a recepção e não vê problemas em alvejar a baliza e fazer o 2-0, com 9 minutos de jogo. Já depois do quarto de hora José Ángel encontra André Silva na área. O cabeceamento faz Rui Silva pela primeira vez. Depois é Casillas que diz “presente”, desviando para canto o remate de Aly Ghazal. A resposta vem através de Maxi. Primeiro cruza para André Silva, que falha o cabeceamento. Mais tarde, assiste a cabeça de Herrera para Rui Silva voar novamente. Varela tentou aumentar a dificuldade do jogo e entrega a bola a Soares, que remata por cima. Na resposta, Corona faz nova incursão na área contrária. O ressalto do cruzamento encontra o poste, mas  a bola regressa aos pés do mexicano, que é carregado por um adversário em falta. O árbitro dá apenas canto. Ainda antes do intervalo, Corona tentou imitar Varela e marcar o terceiro. Desta vez, Rui Silva estica-se para mais uma intervenção.

Chega o intervalo. Grande primeira parte do Futebol Clube do Porto, com maior taxa de eficácia do que o habitual e dois golos nos primeiros 10 minutos que emprestaram uma rara tranquilidade à equipa.

Varela abriu a contagem na primeira oportunidade e tranquilizou jogadores e adeptos.

Na segunda parte, Corona é o primeiro a tentar fazer funcionar o marcador, mas o remate sai fraco. Ao minuto 54, Futebol de alto quilate. Excelente o desenho do ataque do Futebol Clube do Porto, que dá a Herrera a oportunidade de finalizar. Grande defesa de Rui Silva. O guarda-redes do Nacional também nega novamente André Silva. Mas não Danilo Pereira. Assistência de Corona para o cabeceamento sem oposição do Português. 3-0 no Estádio do Dragão. Aboubakar é a primeira mexida de Peseiro, que troca com André Silva. José Peseiro aproveita também o resultado favorável para a estreia no Estádio do Dragão de Francisco Ramos, que entra para o lugar de Sérgio Oliveira. Herrera e Aboubakar procuram o quarto golo. À segunda tentativa, o camaronês regressa aos golos. Troca a força por uma maior classe no remate. A bola ainda sofre um desvio que favorece Aboubakar e o 4-0 está nas redes. Marega ainda tem tempo de entrar em campo no lugar de Varela. Aboubakar abusa e procura o quinto golo de calcanhar. Já Corona, na compensação, vê novamente Rui Silva negar-lhe o golo. O 4-0 mantém-se no marcador e a partida chega ao seu fim.

 A parte final de uma fina jogada de Futebol. Rui Silva evitou o coroar de muita classe.

(+)

Corona: O melhor em campo. Que partida do mexicano. Interventivo e irreverente como sempre. Mas com um acerto superior, principalmente a assistir os companheiros. Participou em praticamente todas as jogadas de maior perigo do Futebol Clube do Porto. Faltou-lhe um golo para premiar a sua excelente exibição.

Varela: Há exibições que merecem destaque pela qualidade excepcional. Outras pela surpresa. Esta merece pelas duas. O golo madrugador ajudou a equipa, mas a ele particularmente. Muito menos bolas perdidas que o habitual, recepções bem orientadas, passes bem definidos. Uma exibição segura, assertiva, coroada com um golo e com especial ênfase para a sua importância para o que foi toda a partida.

José Ángel: uma aparição surpresa no onze e uma exibição surpreendentemente positiva. Muito participativo na manobra ofensiva do Futebol Clube do Porto, com os cruzamentos a encontrarem o seu destino com frequência. Os números não registam a total qualidade da exibição de José Ángel na partida frente ao Nacional. Não foi por ele que não registou assistências nesta partida.

(-)

André Silva: Pese embora as várias oportunidades, encontrou sempre em Rui Silva uma barreira intransponível. Ainda não foi desta que conseguiu facturar. Com o golo de Aboubakar, poderá ter de esperar por nova oportunidade.

Aboubakar regressou aos convocados, entrou e fez balançar a redes pela quarta vez.

Note-se que o Futebol Clube do Porto começou a partida com cinco Portugueses, três da formação. E ainda houve tempo para Francisco Ramos participar na partida. Algo que louvar e aplaudir. se é verdade que o caudal ofensivo foi semelhante ao habitual, a eficácia foi manifestamente superior. O jogo fica praticamente definido nos primeiros 10 minutos. A vantagem, mas também as consequências positivas da mesma, com uma maior tranquilidade na tomada de decisão e confiança na acção, revelaram-se fundamentais para que o resultado se avolumasse a nosso favor. Nem mesmo o guarda-redes adversário, que fez uma excelente exibição, foi capaz de parar todas as ofensivas do Futebol Clube do Porto. Assim, tudo fica mais fácil. Assim é possível mostrar toda a qualidade. Assim é possível demonstrar que somos melhores. Assim é possível vencer.


O Presidente do Futebol Clube do Porto dá nova entrevista ao Porto Canal, depois de ser reeleito com 79% dos votos numa afluência de 2403 sócios às urnas. Irei protelar uma reacção ao acto eleitoral, onde também participei, para depois desta entrevista, que será conduzida por Júlio Magalhães, a partir das 22h3o, no Porto Canal.


Sorridente. Portista.

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Um abraço.

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