domingo, 10 de abril de 2016

“O poço ainda vai a meio” – Crónica: FC Paços de Ferreira 1x0 Futebol Clube do Porto (Liga NOS)

Ficha completa em fcporto.pt
Batemos no fundo? Mentira... Ainda há muito por descobrir no poço. Aos jogadores foi lançado um aviso: terão de mostrar carácter se querem manter-se no plantel da próxima temporada. José Peseiro reage e deixa Aboubakar de fora dos convocados. Brahimi vai ao Capital do Móvel, mas fica no banco, dando a oportunidade a Silvestre Varela. Sérgio Oliveira mantém-se como ligação entre Danilo Pereira e Herrera, que aparece atrás de Suk. 

Pontapé de saída para o Futebol Clube do Porto. O jogo começa lento e ambas as equipas demonstram-se expectantes perante a partida. O Futebol Clube do Porto procura criar o perigo na bola parada. É quem tem a iniciativa do jogo, mas sem conseguir incomodar Defendi. O Futebol Clube do Porto tem a bola, mas nem a troca de lado dos extremos fazem o adversário abrir espaço atrás. As oportunidades escasseiam. Varela remata de longe à figura. O cruzamento tenso de Sérgio Oliveira não encontra nenhum desvio. Herrera também tenta a meia distância, mas por cima. Corona trabalha muto bem, mas, sozinho, sofre a pressão de muitos adversários e não consegue finalizar. O Futebol Clube do Porto chega ao último terço, mas falta mais motivação na zona mais avançada do campo. Herrera remata à figura. Perto do fim do primeiro tempo, a primeira pausa para assistir o gr do Paços de Ferreira. Sem mais situações de perigo, chega-se ao fim do primeiro tempo. Uma primeira parte… chata! Muita posse e iniciativa do Futebol Clube do Porto, mas sem soluções para furar a defesa contrária. Já a defesa despachou facilmente o adversário quando se atreveu a tentar chegar à baliza de Casillas, salvo um atraso de Chidozie que exigiu o esforço o guarda-redes do Futebol Clube do Porto.


Corona teve nos pés a melhor oportunidade da primeira parte. Saiu ao minuto 45 

O Futebol Clube do Porto regressa para a segunda parte com uma alteração. Brahimi entra para o lugar de Corona. as é mais do mesmo do Futebol Clube do Porto. Sérgio Oliveira tenta de longe, mas falha o alvo. Chidozie, depois de um canto de Layún, também. O mesmo faz Maxi. Já Brahimi falha completamente a finalização. O Futebol Clube do Porto chega com frequência ao último terço, mas falta qualidade na finalização e nem sempre bem enquadrados com a baliza. Brahimi recebe amarelo de forma injusta, e falha a próxima partida. Parece que foi escolhido a dedo. Defendi faz jus ao seu nome e para um excelente remate de Sérgio Oliveira. É necessária novamente assistência a Defendi. José Peseiro promove a entrada de André Silva e retira Chidozie, já amarelado. Danilo Pereira recua para central. Uma solução, infelizmente, já muito utilizada. Maxi tenta aproveitar uma distracção da defesa contrária, mas não acerta na baliza. De um mau corte de Layún nasce o golo do Paços de Ferreira. Investida pelo lado direito, com cruzamento rasteiro para o coração da área a encontrar Diego Jota que, com classe e sorte, introduz a bola dentro da baliza. Tudo chocado a surpreendido na defesa do Futebol Clube do Porto. O Futebol Clube do Porto reage cinco minutos depois. Belo cruzamento de Herrera e André Silva faz o desvio. Defendi desvia canto. José Peseiro não aprecia o contributo de Layún para a partida e faz entrar José Ángel. Na primeira oportunidade cruza logo. Suk, incomodado por um defesa, cabeceia ao lado. Já depois do 5º minuto de compensação Suk faz Defendi brilhar. 1-0 o resultado final.

Faltou um pouco de tudo ao Futebol Clube do Porto. Até a sorte.

(+)

Suk: Carácter não falta ao avançado sul-coreano. Faz o possível para compensar as evidentes limitações técnicas com total esforço e dedicação à causa. Denota ainda pouco critério nas acções de pressão, mas parece estar sempre pronto para o sprint seguinte.

Visitates: A chuva foi por vezes intensa, mas os adeptos do Futebol Clube do Porto que se deslocaram a Paços de Ferreira nunca desistiram de apoiar a equipa. Destaque dado pelo microfone SportTV a Fernando Madureira, que, durante o segundo tempo, esteve especialmente interventivo no comentário às incidências do jogo perto da área. 

(-)

Layún: primeiro pela fraca exibição, depois pelo erro que deu origem ao golo adversário, por último pela substituição, que acaba por ser merecida.

Jogo de pré-época, claramente. Aliás, a substituição ao intervalo aponta logo para isso. A troca de Layún pode ser justificada pelo golo, assim como o risco assumido quando sai Chidozie. O problema é que o Futebol Clube do Porto, o Presidente, o Treinador e os jogadores esquecem-se de algo: os adeptos sofrem, seja pré-época ou não! 15ª derrota da temporada, algo que não acontecia desde 2001/02. E ainda faltam 5 jogos. Apesar do destaque negativo a Layún, o que é facto é que a exibição foi geralmente negativa. Nenhum, a meu ver, cumpriu com qualquer requisito para fazer parte do plantel da próxima temporada. As exigências de carácter, qualidade e valor mencionadas pelo Presidente do Futebol Clube do Porto não foram cumpridas por ninguém! Quer dentro do campo, quer no banco. As declarações de José Peseiro também não abonam a seu favor. Faltou a qualidade necessária para, no momento decisivo, acrescentar valor e finalizar. Mais do que o erro defensivo, existe um persistente erro ofensivo onde parece que nada contribui de forma positiva. Nem a estratégia delineada durante a semana, nem a execução dentro do campo.

Números não ganham jogos, "Mister".

Pequena nota final para o trabalho do árbitro, que pouco gosto de comentar. É verdade que, na semana passada, ao minuto 5, um abraço de Kaká a Aboubakar foi confundido por Bruno Esteves como uma simples amostra de afeição. Hoje foi a vez de Suk sofrer falta de Fábio Cardoso dentro da área ao minuto 74, com ainda 0-0 no marcador. Por isso, apenas deixo uma fotografia e uma frase de tão célebre Mestre e verdadeiro idealizador de um Futebol Clube do Porto Campeão.

 "Enquanto fomos bom meninos, fomos sempre comidos"

Triste. Preocupado. Portista.

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Um abraço.

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