quarta-feira, 13 de abril de 2016

O 13º mandato: Modalidades



Modalidades é um tema que raramente é abordado no Porta 26. Simplesmente porque o actual escritor vê pouco e percebe ainda menos de outros desportos que não o Futebol. Mesmo assim, já sorri com o Andebol, saltei com o Basquetebol e festejei com o Hóquei em Patins. Por isso, há que falar também nas Modalidades que fazem vibrar o Dragão Caixa. Admito também ser um fã incondicional de ciclismo. Jorge Nuno Pinto da Costa é reeleito para um 13º mandato a 25 de Maio de 2013 e as modalidades não são esquecidas pelo Presidente do Futebol Clube do Porto.

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O Andebol tem sido um caso de pleno sucesso para o Futebol Clube do Porto. O 13º mandato de Jorge Nuno Pinto da Costa viu o Futebol Clube do Porto sagrar-se, Penta, e Hexa e Heptacampeão Nacional da modalidade. Ao comando de Ljubomir Obradovic, um líder autoritário, exigente, competente, perfeccionista e sempre insatisfeito, o Futebol Clube Porto demonstra-se como a principal potência da modalidade em Portugal, e isso demonstra-se no actual palmarés do Futebol Clube do Porto em Andebol. É verdade que a Taça de Portugal escapa-nos desde 2007, mas foi o Futebol Clube do Porto que deu o primeiro passo na principal competição Europeia da Modalidade, a Liga dos Campeões da EHF. Esta temporada viu-se uma mudança no comando técnico, com Obradovic a decidir abandonar o Futebol Clube do Porto. Para o seu lugar, foi promovido Ricardo Costa, adjunto do treinador jugoslavo, que lidou, até ao momento, de forma positiva a pesada herança deixada. Registou uma fase regular perfeita e se, em 2014, o Futebol Clube do Porto ficou à porta da principal competição europeia da modalidade, em 2015 participámos na fase de grupos e por três golos não passámos à fase seguinte. A actualidade da modalidade não é, no entanto, a melhor. Derrota na meia-final da Taça de Portugal frente ao Benfica, equipa que também defrontamos na meia-final do campeonato. À melhor de 5 partidas, vamos perdendo 0-2. Demonstrámos em ambas as partidas anteriores que somos melhores. Aliás, muito melhores. Falta concretizar essa superioridade no resultado. Tudo o que não seja a reviravolta, é um desastre. Para cima deles, equipa!

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Com a decisão de proceder-se à suspensão da equipa sénior da modalidade e liquidar a SAD, o projecto de formação FC Porto Dragon Force nasce em 2012, e chega ao segundo escalão (Proliga) do Basquetebol Nacional no início do 13º mandato de Jorge Nuno Pinto da Costa. Aí domina a competição e sagra-se campeão da competição, mas mantém-se na mesma divisão. Já no ano seguinte, toma-se a decisão de subir ao escalão principal após nova conquista da Proliga. A equipa de Basquetebol do Futebol Clube do Porto mantém o ritmo de evolução e desenvolvimento sustentado na modalidade, ocupando a 2ª posição no campeonato e tendo já conquistado a edição da Taça Hugo dos Santos desta temporada. Moncho López seguiu sempre ao leme da equipa, nos bons e nos maus momentos, desde 2008. A confiança no trabalho do espanhol é total, já que tem contrato com o Futebol Clube do Porto até 2020.

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O Hóquei em Patins merece especial reflexão nesta rúbrica. Alías, julgo que a gestão desta modalidade deveria ser um caso de estudo com direito a publicação. É provavelmente a modalidade onde o Futebol Clube do Porto alcançou mais sucesso a nível internacional. No entanto, após sucessivas apostas fortes na modalidade, é facto que o sucesso nem sempre tem acompanhado o Hóquei em Patins, onde o Futebol Clube do Porto está mais vezes habituado a ganhar do que a perder. O campeonato nacional foge desde 2013, altura em que o Futebol Clube do Porto reconquista o título nacional, depois de se ter sagrado decacampeão entre 2001 e 2011. Ao campeonato de 2012-13 junta-se a Taça de Portugal e a Supertaça. A partir daí.... zero. Tó Neves assumiu o comando da equipa depois da "dobradinha" e soma-lhe a Supertaça. É o único título que conquista em dois anos como Treinador Principal do Hóquei em Patins no Futebol Clube do Porto. Pelo meio, perde uma final Europeia em casa do Barcelona. Já na principal prova nacional, deixou escapar o título na última jornada frente ao Valongo, que se sagrou campeão, e foi dominado pelo Benfica na temporada seguinte. As mexidas no plantel são profundas. Reinaldo Ventura sai do Futebol Clube do Porto. O mesmo se passa com Tó Neves e Caio. Para o seu lugar, é contratado o espanhol Guillem Cabestany, que treinava em Itália o Breganze. Até ao momento, a temporada não corre da melhor forma. No campeonato, dependemos de terceiros para alcançar o primeiro lugar. Na Liga Europeia, caímos frente à Oliveirense. Mantemos aspirações legítimas apenas na Taça de Portugal. É talvez a maior desilusão de todas as modalidades, sendo que as mudanças irão continuar. Já é certo que Edo Bosch, o último "deca", cumpre a sua última temporada no Futebol Clube do Porto. Mas esperemos que ainda nesta temporada seja possível encontrar novamente o caminho das vitórias.

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O ciclismo voltou ao Futebol Clube do Porto em 2016. É para mim um motivo de enorme orgulho ver o emblema do Futebol Clube do Porto nas estradas Portuguesas. A estrutura que veste as cores Azuis e Brancas já tem uma longa história, e iniciou a sua temporada na Volta ao Algarve. Mas é na Clássica de Amarante que a W52-FC Porto-Porto Canal alcança a sua primeira vitória, através de Rafael Reis. Na Clássica da Primavera, na Póvoa, Daniel Freitas e Rafael Reis fazem top-10, enquanto que no GP Liberty Seguros, é Samuel Caldeira a figurar entre os primeiros da classificação. O mesmo acontece na Volta ao Alentejo, com o 9º na geral final. A equipa W52-FC Porto-Porto Canal estreia-se fora de Portugal no GP Miguel Indurain e, no dia seguinte, é a melhor equipa na Clássica La Rioja. Participou ainda na Clássica Primavera Amorebieta, antes da Vuelta Castilla y Leon, que se irá realizar ente 15  e 17 de Abril. É necessário compreender que os verdadeiros objectivos da W52-FC Porto-Porto Canal não serão estes. Mas sim a Volta a Portugal. É para isso que Nuno Ribeiro lidera este processo e ambiciona levar Gustavo César Veloso novamente à vitória.


Piscinas de Campanhã: a nova casa para três secções do Futebol Clube do Porto. Fonte

Além destas modalidades, o Futebol Clube do Porto alcança éxitos no Bilhar, no Boxe, na Natação e no Desporto Adaptado. É especialmente importante também destacar a inauguração das Piscinas de Campanhã, instalações fulcrais, de enorme conforto e desenvolvimento, e que albergam as três últimas modalidades referidas. A remodelação desta infraestrutura da cidade não seria possível sem a ajuda da Câmara Munícipal do Porto e serão certamente fundamentais para a formação de mais campeões no futuro.

Não seria pelas modalidades que Jorge Nuno Pinto da Costa seria afastado da Presidência do Futebol Clube do Porto. No entanto, é também verdade que os sucessos anteriores ao 13º mandato não foram repetidos. O histórico de títulos que levantaram o Dragão Caixa desde a sua inauguração não tem sido o mesmo. Aproveito esta oportunidade para relançar o debate sobre outras modalidades. Foi recentemente estudada a viabilidade do Futsal como Modalidade do Futebol Clube do Porto? E o voleibol? Para quando o regresso do Atletismo, depois da sua suspensão em 2010? O programa eleitoral de Jorge Nuno Pinto da Costa é omisso nestes pontos.

Perspectivas para o 14º mandato? Uma reflexão para breve...

Promova o debate. Comente e deixe a sua opinião.

Um abraço.

1 comentário:

  1. Já se sabe que a direcção (e por arrasto a grande maioria dos sócios) não tem qualquer interesse no crescimento do desporto amador, daí só existirem 3 (!) desportos (individuais) nessa área, portanto não é possível fazer grandes comentários, embora discorde totalmente dessa política. Nota positiva para as piscinas e o desporto adaptado.

    Quanto ao desporto profissional será sempre uma avaliação subjectiva, mas diria que:

    a) Com 3/4 campeonatos será um mandato razoável (no anterior foram 6).

    b) Com 2, caso o SCP também vença dois, será um mandato muito fraco.

    Conquistar os mesmo campeonatos que um clube que nem sequer tem pavilhão e que em 2013 estava no ponto mais baixo da sua história só pode ser visto como uma performance muito má. Para o balanço ser minimamente positivo coloco como fasquia mínima vencer pelo menos mais um campeonato que o SCP.

    Acrescento que perder ambos os campeonatos que faltam disputar seria um feito histórico, pela negativa.

    A última vez que uma equipa profissional não venceu um campeonato nas modalidades (incluindo o atletismo) foi em 1997/1998.

    Cumprimentos.

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