quarta-feira, 27 de abril de 2016

Curta sobre uma capa: Jornal de Notícias, 27 de Abril de 2016

Esta é parte da capa do Jornal de Notícias de 27 de Abril de 2016, que destaca uma exclusiva entrevista dada a esta publicação por Jorge Nuno Pinto da Costa, Presidente do Futebol Clube do Porto. São vários os temas abordados nessa entrevista, e, por isso, devem ser objecto de reflexão.

Um dos destaques da capa do Jornal de Notícias de 27 de Abril de 2016.

“Maicon apresentar-se-á no primeiro dia dos trabalhos da próxima época, estando excluída a hipótese de novo empréstimo. O que se passou com Maicon foi uma nódoa numa carreira até então exemplar, mas como no F. C. Porto não há pena de morte, será recebido de braços abertos”

Certo.  No Futebol Clube do Porto não se mata pessoas. No máximo, pode-se afastá-las do clube. Em certa medida, compreendo o esforço de comunicação por parte de Jorge Nuno Pinto da Costa, numa iniciativa para não diminuir o valor de um activo que o Futebol Clube do Porto não quer. No entanto, a atitude de Maicon é, a meu ver, imperdoável. Num momento de necessidade da equipa, que acaba por sofrer um golo por sua própria culpa, o que é facto é que deveria demonstrar um maior carácter dentro de campo. Primeiro, se está lesionado, não joga. No entanto, no treino anterior à partida frente ao Arouca, não demonstrou qualquer queixa. Aliás, não foi visível, da minha perspectiva no Estádio do Dragão, qualquer queixa por parte de Maicon durante 66 minutos de jogo. Depois ocorre isto:


Não vi nenhuma razão para uma lesão, até este momento em que tenta fintar um adversário perto da sua baliza.

Erros em campo todos cometem. E em todos os jogos! Mas, se estava realmente lesionado, não abandonava. Fazia interromper a partida. Não só seria possível ser assistido, como o jogo ficava parado, abrindo espaço para que José Peseiro conseguisse comunicar com a equipa, que tinha sofrido o 1-2 nesse momento. Mas não o fez. Abandonou o campo como se, para ele, o jogo já tivesse terminado, deixando, como capitão do Futebol Clube do Porto, os seus companheiros em campo para trás e com menos um elemento, e capitão, a seu lado. Imperdoável. Mas repara-se no que se passou: Maicon, joga e lesiona-se a dia 7, deixa de treinar, é emprestado a dia 15, e no dia 24 joga 90 minutos.

Repito o que já escrevi noutras ocasiões: Maicon não deve vestir mais a camisola do Futebol Clube do Porto. Poderá apresentar-se na pré-época, mas já com destino em mente. Tema seguinte.


“É totalmente falso que tenham sido oferecidos. E nem o F. C. Porto admite que façam parte do plantel para a próxima temporada”

Afirmação que aborda a possibilidade de Maicon e Kelvin ficarem em definitivo no São Paulo, com o ingresso de jogadores como Lucão, Lyanco ou Inácio no Futebol Clube do Porto. Desconhecendo qualquer negociação em marcha, só posso acreditar nas palavras do Presidente, que se mantém coerente na mensagem. No entanto, relembro que, se ainda é cedo para que os adeptos conjunturem sobre possíveis contratações, para a SAD a preparação da próxima temporada já tem de estar em marcha. Algo que o Presidente do Futebol Clube do Porto já referiu mais do que uma vez.



Sobre Paulo Sousa, treinador da Fiorentina:

“Está completamente fora de questão, uma vez que o F. C. Porto tem treinador para a próxima época”

Dou a minha opinião, com base no trabalho e postura de José Peseiro desde que chegou. Não é treinador para o Futebol Clube do Porto. É verdade que qualquer análise sobre o trabalho de José Peseiro requer que sejam consideradas várias atenuantes. Chega a meio da época para tomar conta de um plantel que não foi ele a definir. Os reforços também não foram suficientes e têm mais influência de Lopetegui do que Peseiro. Já sobre a confiança e moral dos jogadores, nem vale a penas falar... No entanto, o seu Futebol Clube do Porto acusa, em vários momentos, vícios de outras equipa que orientou. Primeiro, defende-se mal. Não é só pela falta de opções para o centro da defesa. Quer a reacção, quer o posicionamento depois da perda, demonstra-se deficiente, mesmo depois de três meses de treino e competição. Depois, a falta de consistência na prestação das equipas que orienta. José Peseiro tem 11 vitórias e 7 derrotas nas 18 partidas à frente do Futebol Clube do Porto. Ganhou na Luz, mas perdeu em casa com Tondela e Arouca, e até Borussia Dortmund. Carimbou com poupanças a presença no Jamor mas não apostou na Liga Europa. A própria mensagem que transmite, pessoalmente, não me convence.

A manutenção ou substituição de José Peseiro será sempre um acto de gestão que merecerá polémica em torno dos Portistas. Talvez por isso a imprensa insista em notícias diárias sobre o tema. De toda a maneira, já não pega as desculpas de que a reputação de decisões acertadas anteriores compensam os recentes e constantes erros ou colocar a culpa em quem esteve ao leme da equipa anteriormente. Os actuais responsáveis devem fazer jus ao significado do vocábulo: responsabilizar-se pelos actos de gestão tomados. O treinador é sempre uma peça fundamental para um clube ganhador. Infelizmente, com José Peseiro, não vejo o regresso do Futebol Clube do Porto ao topo do campeonato nacional.


Céptico. Preocupado. Portista.

Promova o debate. Comente e deixe a sua opinião.

Um abraço

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