sexta-feira, 29 de abril de 2016

“Respeitem e façam respeitar o FCP!!” – Antevisão: Futebol Clube do Porto vs Sporting CP (Liga NOS)

Sábado, 30 de Abril, a partir das 18h30. Transmissão SportTV
Muitos poderão achar que o título desta publicação se destina aos jogadores do Futebol Clube do Porto. Mas enganam-se. É direccionadas a vós, Portistas, que olham mais para as contas do campeonato, que já não nos dizem respeito, do que defender o clube que dizem tanto amar. Aliás, gostaria de recordar o que se tem passado nos jogos frente ao SCP, onde os adeptos visitantes parecem se ouvir mais do que um Estádio do Dragão repleto de Portistas. A prioridade para amanhã é igual a tantas outras: ganhar! Cada um sente o Portismo como quer, mas respeitem o vosso clube, por favor! Para fazer contas ao campeonato é possível fazê-las em casa. 

Evandro e Layún estão recuperados, mas apenas o mexicano foi chamado por José Peseiro, que deixa de fora da convocatória Francisco Ramos e Marega. Bueno e Marcano continuam entregues ao departamento médico.

Aposto no seguinte onze:
 
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Para um jogo grande, há que escolher.... os melhores! Se estiver em pela condição física, creio que Layún deve voltar à titularidade. O mesmo deverá acontecer com Brahimi. Por outro lado, o meio-campo do Futebol Clube do Porto tem demonstrado que merecer a confiança de José Peseiro para esta partida, mantendo o actual trio, com André André a ser o "joker" preparado para ser jogado durante a partida. Casillas regressará à baliza do Futebol Clube do Porto.

José Peseiro fez a antevisão ao “Clássico” de sábado frente ao Sporting durante a hora habitual de almoço, invocando, novamente os sucessivos erros de arbitragem que afastam o Futebol Clube do Porto da luta pelo título. Sobre isso nós já sabemos. Vimos-los todos. Também sabemos que quem comanda a arbitragem não tem vergonha do que o que está a fazer. Artur Soares Dias virá com a lição bem estudada. O que incomoda mais é que é José Peseiro que tem de, semana após semana, defender o Futebol Clube do Porto e chamar à atenção dos erros de arbitragem, enquanto os actuais Administradores da SAD se mantém em silêncio, resguardados das câmaras e da atenção mediática.

Este será o segundo “clássico” de José Peseiro ao comando do Futebol Clube do Porto, depois da vitória na Luz, durante o passado mês de Fevereiro. É verdade que este tipo de jogos envolvem uma expectativa diferente. No entanto, o objectivo da temporada passa pela preparação da Final da Taça de Portugal frente ao Sp. Braga. Será esse o foco de José Peseiro e dos seus escolhidos. Pese embora esse facto, segundo José Peseiro, "quando entramos num estádio é para ganhar". Independentemente do plano, da estratégia, da visão a médio-prazo de José Peseiro, é isso que espero do Futebol Clube do Porto: a vitória!

A conferência de imprensa de José Peseiro, onde fez a antevisão da partida frente ao Sporting. 

Céptico. Preocupado. Portista.

Promova o debate. Comente e deixe a sua opinião.

Um abraço.




P.S.: para todos aqueles que dizem que era preferível que o SCP fosse campeão, deixo uma questão. Imaginem então que o SCP entrava no jogo em Braga apenas a depender de si. Acham que o apito iria deixar que fosse campeão? Recordo que este é o último campeonato de Vitor Pereira no comando da arbitragem. Claramente quer sair em beleza e com o sentido de dever cumprido. Não vejo o SLB a perder pontos até ao fim do campeonato.

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Curta sobre uma capa: Jornal de Notícias, 27 de Abril de 2016

Esta é parte da capa do Jornal de Notícias de 27 de Abril de 2016, que destaca uma exclusiva entrevista dada a esta publicação por Jorge Nuno Pinto da Costa, Presidente do Futebol Clube do Porto. São vários os temas abordados nessa entrevista, e, por isso, devem ser objecto de reflexão.

Um dos destaques da capa do Jornal de Notícias de 27 de Abril de 2016.

“Maicon apresentar-se-á no primeiro dia dos trabalhos da próxima época, estando excluída a hipótese de novo empréstimo. O que se passou com Maicon foi uma nódoa numa carreira até então exemplar, mas como no F. C. Porto não há pena de morte, será recebido de braços abertos”

Certo.  No Futebol Clube do Porto não se mata pessoas. No máximo, pode-se afastá-las do clube. Em certa medida, compreendo o esforço de comunicação por parte de Jorge Nuno Pinto da Costa, numa iniciativa para não diminuir o valor de um activo que o Futebol Clube do Porto não quer. No entanto, a atitude de Maicon é, a meu ver, imperdoável. Num momento de necessidade da equipa, que acaba por sofrer um golo por sua própria culpa, o que é facto é que deveria demonstrar um maior carácter dentro de campo. Primeiro, se está lesionado, não joga. No entanto, no treino anterior à partida frente ao Arouca, não demonstrou qualquer queixa. Aliás, não foi visível, da minha perspectiva no Estádio do Dragão, qualquer queixa por parte de Maicon durante 66 minutos de jogo. Depois ocorre isto:


Não vi nenhuma razão para uma lesão, até este momento em que tenta fintar um adversário perto da sua baliza.

Erros em campo todos cometem. E em todos os jogos! Mas, se estava realmente lesionado, não abandonava. Fazia interromper a partida. Não só seria possível ser assistido, como o jogo ficava parado, abrindo espaço para que José Peseiro conseguisse comunicar com a equipa, que tinha sofrido o 1-2 nesse momento. Mas não o fez. Abandonou o campo como se, para ele, o jogo já tivesse terminado, deixando, como capitão do Futebol Clube do Porto, os seus companheiros em campo para trás e com menos um elemento, e capitão, a seu lado. Imperdoável. Mas repara-se no que se passou: Maicon, joga e lesiona-se a dia 7, deixa de treinar, é emprestado a dia 15, e no dia 24 joga 90 minutos.

Repito o que já escrevi noutras ocasiões: Maicon não deve vestir mais a camisola do Futebol Clube do Porto. Poderá apresentar-se na pré-época, mas já com destino em mente. Tema seguinte.


“É totalmente falso que tenham sido oferecidos. E nem o F. C. Porto admite que façam parte do plantel para a próxima temporada”

Afirmação que aborda a possibilidade de Maicon e Kelvin ficarem em definitivo no São Paulo, com o ingresso de jogadores como Lucão, Lyanco ou Inácio no Futebol Clube do Porto. Desconhecendo qualquer negociação em marcha, só posso acreditar nas palavras do Presidente, que se mantém coerente na mensagem. No entanto, relembro que, se ainda é cedo para que os adeptos conjunturem sobre possíveis contratações, para a SAD a preparação da próxima temporada já tem de estar em marcha. Algo que o Presidente do Futebol Clube do Porto já referiu mais do que uma vez.



Sobre Paulo Sousa, treinador da Fiorentina:

“Está completamente fora de questão, uma vez que o F. C. Porto tem treinador para a próxima época”

Dou a minha opinião, com base no trabalho e postura de José Peseiro desde que chegou. Não é treinador para o Futebol Clube do Porto. É verdade que qualquer análise sobre o trabalho de José Peseiro requer que sejam consideradas várias atenuantes. Chega a meio da época para tomar conta de um plantel que não foi ele a definir. Os reforços também não foram suficientes e têm mais influência de Lopetegui do que Peseiro. Já sobre a confiança e moral dos jogadores, nem vale a penas falar... No entanto, o seu Futebol Clube do Porto acusa, em vários momentos, vícios de outras equipa que orientou. Primeiro, defende-se mal. Não é só pela falta de opções para o centro da defesa. Quer a reacção, quer o posicionamento depois da perda, demonstra-se deficiente, mesmo depois de três meses de treino e competição. Depois, a falta de consistência na prestação das equipas que orienta. José Peseiro tem 11 vitórias e 7 derrotas nas 18 partidas à frente do Futebol Clube do Porto. Ganhou na Luz, mas perdeu em casa com Tondela e Arouca, e até Borussia Dortmund. Carimbou com poupanças a presença no Jamor mas não apostou na Liga Europa. A própria mensagem que transmite, pessoalmente, não me convence.

A manutenção ou substituição de José Peseiro será sempre um acto de gestão que merecerá polémica em torno dos Portistas. Talvez por isso a imprensa insista em notícias diárias sobre o tema. De toda a maneira, já não pega as desculpas de que a reputação de decisões acertadas anteriores compensam os recentes e constantes erros ou colocar a culpa em quem esteve ao leme da equipa anteriormente. Os actuais responsáveis devem fazer jus ao significado do vocábulo: responsabilizar-se pelos actos de gestão tomados. O treinador é sempre uma peça fundamental para um clube ganhador. Infelizmente, com José Peseiro, não vejo o regresso do Futebol Clube do Porto ao topo do campeonato nacional.


Céptico. Preocupado. Portista.

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Um abraço

domingo, 24 de abril de 2016

“Para jogo de pré-época, chegou…” – Crónica: A. Académica de Coimbra OAF 1x2 Futebol Clube do Porto (Liga NOS)

Ficha completa do jogo em fcporto.pt

Foi a Académica que teve direito à primeira posse de bola, mas foi o Futebol Clube do Porto que rapidamente tomou conta do jogo, tomando a iniciativa. Repetição do desenho da semana anterior, apenas com a mudança na baliza. É um Futebol Clube do Porto que se mostra bem adiantado e presente no meio-campo adversário, com muita posse, mas com dificuldade em penetrar no último terço do terreno.

A atenção do guarda-redes Trigueira foi testada de fora da área por Rúben Neves. Logo a seguir, Helton mostra-se atento às investidas da Académica. Maxi também teve nos pés oportunidade para marcar, com Trigueira a ter de intervir. O lançamento longo de Maxi, já depois do quarto de hora, encontra Herrera que, em cima da linha final, cruza atrasado. Varela ainda toca na bola mas não consegue desviar para uma baliza desguardada. Varela tenta novamente a finalização mas, de primeira, remata muito por cima da baliza contrária. Na primeira oportunidade da Académica, surge o golo. Maxi foi ultrapassado em velocidade por Rafael Lopes e tem de fazer falta em cima da grande área. O livre convertido por Pedro Nuno tem a direcção do ângulo da baliza guardada por Helton, sem hipótese para o guardião. O Futebol Clube do Porto tenta responder através da bola parada, mas sem conseguir alvejar a baliza contrária. Com o desenrolar do jogo, a Académica acertou posicionamentos. Com o golo, recuou ainda mais as linhas defensivas. Mas, de um lançamento longo de Maxi, surge o empate. A bola sobra para Sérgio Oliveira que cabeceia para Rúben Neves. O médio-defensivo do Futebol Clube do Porto remata de primeira, em jeito e sem hipótese para Trigueira. O genial gesto técnico de Rúben Neves dá o empate ao Futebol Clube do Porto. Depois do minuto 38, quando ocorreu o empate, não se registaram mais oportunidades para golo e Nuno Almeida mandou as equipas para intervalo após o minuto de compensação.

Jogo totalmente dominado pelo Futebol Clube do Porto. Sofre um golo na única oportunidade que concede, e através de uma conversão indefensável. Não foram criadas muitas oportunidades pelas limitações demonstradas nas incursões no último terço. Mas merecíamos mais.

Classe. Qualidade. Intenção. Golo!!!

Sérgio Oliveira demonstra aos 13 segundos do segundo tempo a intenção de mudar o resultado. A meia-distância do Português sai mal enquadrada. Já Trigueira tem de afastar um cruzamento perigoso de José Ángel. Numa segunda tentativa, é André Silva que não chega a tempo. O enorme esforço e raça de Maxi também não dá resultados positivos. O uruguaio recuperou uma bola ao minuto 55 e lança o contra-ataque. André Silva recebe a bola já no último terço e procura a finalização. Trigueira aplica-se e desvia para canto. À hora de jogo, José Peseiro mexe na partida e faz entrar Brahimi para o lugar de Silvestre Varela. André André também regressa à competição para o lugar de Sérgio Oliveira. Dos recém-entrados sai o segundo do Futebol Clube do Porto. André André serve Brahimi, que procura assistir André Silva. A bola bate num defesa da Académica, e a aproximação de um avançado Português engana Trigueira e a bola entra. 1-2 no marcador, um resultado que revela melhor o que se passa em campo. O Futebol Clube do Porto surge em vantagem, mas procura dilatá-la, embora com cautela. Ressaltos perto da baliza de Trigueira não resultam em nenhuma finalização. Já no último quarto de hora, Corona falha por pouco o golo da tranquilidade. Francisco Ramos tem a oportunidade para fazer mais minutos, entrando para o lugar do mexicano. Antes do fim do jogo, Helton e o Futebol Clube do Porto ainda passam por um susto. Nii Plange vê o guarda-redes brasileiro adiantado e tenta a sua sorte de longe. A bola chega a bater na barra da baliza. Mais de seis minutos após os 90, Nuno Almeida dá por terminada a partida.

O possível.... O suficiente....

(+)

José Peseiro: Da mesma forma que se critica quando erra, também há que elogiar quando acerta. Primeiro, não tendo razão para mudar, manteve a estrutura que derrotou o Nacional. Com o resultado ainda empatado, reagiu e refrescou o meio-campo e o ataque. E foi daí que surgiu o golo. Também se pede isto a um treinador. Que influencie de forma positiva a partida.

Rúben Neves: tal como Sérgio Oliveira, em posse, é como um relógio suíço. A dupla com o Sérgio tem vindo a consolidar processos e a demonstrar qualidade. Não estranhou a substituição e a entrada de André André, numa altura em que era necessário dar novo folgo à equipa. O golo é um fantástico acto de brilhantismo.

Maxi: ponto prévio: golo da Académica tem o se alto patrocínio. Mas esse foi o único ponto negativo da sua exibição. Raça, vontade, querer, carácter. Pede-se muito disso aos jogadores do Futebol Clube do Porto. A Maxi nunca faltou. Presença constante no ataque, sufocante na acção defensiva. Os números poderão estar contra ele nesta partida. Mas a entrega foi total, novamente.


(-)

Herrera: há quem dia que uma equipa só joga o que a outra deixa jogar. Herrera jogou muito pouco. Principalmente porque foi alvo de especial vigia por parte dos adversários. Não teve espaço nas zonas interiores. Nas alas não foi protagonista. Com o decorrer do jogo e o desgaste do adversário, foi recuperando algum do protagonismo habitual. De toda a maneira, foi um jogo muito negativo de Herrera, que obrigou a equipa a procurar outras soluções.

Silvestre Varela: De uma excelente, para uma apagada exibição. Inconsequente e desaparecido, voltou a ser o Varela que nos habitou em exibições anteriores.


O Futebol Clube do Porto registou uma partida muito segura e demonstrou ser muito superior ao adversário. As sucessivas paragens perto do fim demonstram a exigência da partida, mas também alertam para a condição física de alguns jogadores. Mas nunca perderam a coesão nem a concentração e aplicaram-se a fundo, mesmo estando a perder. É de sublinhar a capacidade de reacção demonstrada. É importante, neste momento, identificar os pontos positivos e fazer tudo para os manter. O tempo, no entanto, escasseia para reverter todos os pontos negativos, nomeadamente os processos defensivos, que continuam deficiente.

O Futebol Clube do Porto garantiu assim a presença no play-off de acesso à Liga dos Campões. Do 3º lugar não saímos, com toda a certeza. Mesmo assim, há que saber exigir respeito pelo Futebol Clube do Porto e o seu historial nos três jogos que faltam até fim de campeonato.  No próximo sábado, é no Estádio do Dragão, para a recepção ao Sporting.

Céptico. Preocupado. Portista.

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Um abraço.

sexta-feira, 22 de abril de 2016

“Preparação do futuro” – Antevisão: A. Académica de Coimbra OAF vs Futebol Clube do Porto (Liga NOS)

Sábado, 23 de Abril, a partir das 16h15. Transmissão SportTV

A partir das 16h15, o Futebol Clube do Porto defronta a Académica de Coimbra no seu reduto em mais um jogo a contar para o campeonato. Uma hora diferente do habitual, mas, a meu ver, acessível para quem pretende deslocar-se ao Municipal de Coimbra, e que vai certamente influenciar o jogo das duas equipas. O Futebol Clube do Porto cumprirá a sua terceira partida de “pré-época em competição” com vista à preparação da Final da Taça de Portugal e à definição do plantel da temporada 2016/17. Marcano, Bueno e Evandro continuam em tratamento e não poderão ser opção. O mesmo acontece a Layún, em tratamento a uma mialgia de esforço. Já André André e Brahimi, que cumpriu um jogo de castigo, estão de regresso aos convocados de José Peseiro.

Seguindo as indicações do Treinador do Futebol Clube do Porto, e tendo em conta as prestações dos dois jogos de pré-época, aposto no seguinte onze:
 
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José Peseiro afirma como objectivo “consolidar processos” e confirma a titularidade de Hélton. A rotação na baliza será uma realidade, com vista à preparação da Final da Taça de Portugal. No entanto, para acrescentar consistência dar continuidade àquilo que foi conseguido no Estádio do Dragão no passado domingo, José Peseiro poderá manter grande parte da estrutura que jogou frente ao Nacional. Destaco a excelente exibição de quem tomou conta do flanco esquerdo do Futebol Clube do Porto, com José Ángel e Silvestre Varela. Não vejo razão para que José Peseiro perca a confiança em ambos. O mesmo também acontece com André Silva, pese embora a entrada de Aboubakar tenha sido muito positiva.

Será certamente um jogo de elevado nível de dificuldade. Há que compreender que a Académica de Coimbra não pratica um Futebol de elevada qualidade. No entanto, a urgência que a equipa comandada por Filipe Gouveia tem em pontuar irá certamente criar enormes dificuldades ao Futebol Clube do Porto que, pese embora em pré-época, tem de vencer. No global, gostei do que vi frente ao Nacional. Por isso, não vejo razão para mudar.

Notas para o Andebol, onde falhámos a presença na final do campeonato nacional da modalidade, e para a equipa B, que foi eliminado da Premier League International Cup. 

O Andebol do Futebol Clube do Porto interrompe uma série de sete anos como campeão nacional da modalidade. Tanto nos dois primeiros jogos, que apenas ficaram decididos no prolongamento, como nesta última partida, o Futebol Clube do Porto queixa-se de erros sucessivos da arbitragem. É verdade que eles aconteceram, e que prejudicaram de forma significativa o Futebol Clube do Porto. Mas o conjunto liderado por Ricardo Costa é superior. Aliás, é muito superior ao adversário que o derrotou por 3-1. Basta começar por analisar a fase regular do campeonato. Mas, em particular, na partida que ditou o afastamento do Futebol Clube do Porto, tivemos a hipótese de, mesmo face a todas estas adversidades, passar para a frente no marcador e controlar a partida. E falhámos. Talvez pela diferença na frequência de competição. Talvez simplesmente por uma baixa de forma. O que é facto é que perdemos, mesmo sendo muito melhores.

Já a equipa B tem o seu principal objectivo totalmente em aberto. Há que recentrar objectivos e vencer este fim-de-semana o SC Braga B. 


Céptico. Preocupado. Portista.

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Um abraço.

À noite na TV: O documentário sobre Pinto da Costa e a entrevista de Lopetegui.

Uma "união" que eu nunca soube compreender. A "separação", pelos vistos, tem duas versões. Fonte

Redigir uma publicação onde Jorge Nuno Pinto da Costa, Presidente do Futebol Clube do Porto, partilha o espaço com Julen Lopetegui, que foi despedido por ele, é e será sempre criticável. Aliás, o Futebol Clube do Porto devia esquecer Julen Lopetegui e seguir o seu caminho. De toda a maneira, ambos partilharam o espaço televisivo da noite de quinta-feira, dia 21 de Abril. Nesse sentido, também partilharão a mesma publicação.

A rúbrica “Azul e Branco” do programa “Universo Porto” seguiu todos os passos do Presidente do Futebol Clube do Porto nas 48 horas do passado fim-de-semana e apresentou a primeira parte dos resultados, em jeito de documentário, no Porto Canal. O “promo” já tinha apontado para um Presidente bem-disposto, presente e generoso. Algo que, em praça pública, sempre o praticou.

Confirmou-se a convivência que tem com os jogadores e treinadores. Tanto do Futebol, como das restantes Modalidades. Reinaldo Ventura, que agora joga no Óquei de Barcelos, foi o primeiro a elogiar Jorge Nuno Pinto da Costa e o trabalho que trouxe o Futebol Clube do Porto até o que é hoje. E o Hóquei subiu, com Jorge Nuno Pinto da Costa, a patamares nunca antes atingidos. A seguir, o Andebol e a importância vitória frente ao Benfica, e o Hóquei a derrotar o Óquei de Barcelos. À noite, o jantar de apoio à sua candidatura conclui um longo dia que terminou apenas no domingo, que também teve muita atividade. Pequeno-almoço com a equipa de Futebol, tarde com as Eleições, noite com a vitória frente ao Nacional. Pelo meio, o cumprimento de metas pessoais, sempre com o bom humor característico.

Evidentemente, todos falaram bem de Jorge Nuno Pinto da Costa à frente da câmara, e com ele ao lado. Aliás, numa primeira impressão, é muito difícil não gostar de Jorge Nuno Pinto da Costa, uma personagem afável, bem-humorada, de enorme simpatia e cuja “cavaqueira” é constante sempre que presente. Mas, em entrevistas de quem não tem em boa consideração Jorge Nuno Pinto da Costa, porque saíram pela porta pequena do Futebol Clube do Porto, descrevem de forma mais “agridoce” a personalidade do Presidente do Futebol Clube do Porto. E era isso que podia acontecer pouco depois. Mas não...

Pelas 23h00, o registo foi diferente. As atenções concentraram-se na RTP3, com a entrevista dada pelo antigo Treinador do Futebol Clube do Porto, Julen Lopetegui, à televisão do Estado Português para falar, em larga medida, do Futebol Clube do Porto. E por isso mesmo é que essa entrevista também merece reflexão. Se Jorge Nuno Pinto da Costa revela as dificuldades em contactar com o espanhol ou o seu representante, a RTP não padece dessas limitações e até convenceu-o a ser entrevistado. 

A entrevista foi conduzida pela Daniela Santiago e teve a duração de cerca de 15 minutos. Lopetegui nega a inexistência de um acordo, porque este está finalizado depois da rescisão assinada com o Futebol Clube do Porto. Desmente Jorge Nuno Pinto da Costa em várias ocasiões, pese embora elogia o Presidente do Futebol Clube do Porto. Queria despedir-se dos jogadores e não lhe foi possível. Queria falar com o Presidente, mas não lhe atendeu o telefone. Em direcção oposta, a comunicação nunca ocorreu. O empate frente ao Rio Ave mereceu reflexão mas sublinha que todos os objectivos ainda estavam ao alcance e só pensava no Boavista. Cinco dias antes, o Futebol Clube do Porto era líder. No dia seguinte, tudo mudou…

Esta afirmação requer uma resposta imediata de Jorge Nuno Pinto da Costa,
repondo a verdade e refutando esta afirmação.

A assessoria do Presidente merece crítica do treinador espanhol. Primeiro porque a situação desportiva se deteriorou depois da sua saída, e puxa dos cordelinhos, sublinhando a luta até ao fim com o Benfica e a caminhada brilhante na Liga dos Campeões. Depois pelo facto de ainda estar em quatro competições. Por último pela valorização dos jogadores e das vendas que são recorde.

Vinha preparado e defendeu-se como pode. No entanto, com cada palavra, só se expôs a um maior ataque.

“Perdemos uma vez e tivemos contestação até as 5h da manha. Agora perdem 5 jogos e não há nada”. Frase interessante. Desejou o melhor ao Futebol Clube do Porto e aos adeptos que sempre o respeitaram.

Não há nada? Está desatento, caro Julen... Olhe os votos nulos...

Julen Lopetegui é, para mim, só e apenas parte da memória, do arquivo, do histórico do Futebol Clube do Porto. Mas porque falou sobre o passado e comentou o presente, foi-lhe dada a devida atenção. É vergonhoso que um profissional que não ganha um único título não consiga admitir que cometeu um único erro. Para ele o processo foi todo limpo. Impressionante… Depois esquece-se que das quatro competições onde estava envolvido aquando da sua saída, foi eliminado da Liga dos Campeões de uma forma lamentável. Já da Taça da Liga, o Futebol Clube do Porto estava eliminado. O Marítimo fez sete pontos na fase de grupos. Lopetegui estava por um fio mas achava que a época passada e a liderança durante o Natal dava-lhe crédito para passar três jogos sem ganhar. Errado! A época passada só lhe retirou margem de manobra pela falta de sucesso. No Futebol Clube do Porto só deve continuar quem é campeão. O histórico assim o demonstra. Ou não foi bem informado, ou esqueceu-se disso na hora da verdade. Os resultados financeiros servem de escrutínio para a gestão da SAD. Não sobre o rendimento da equipa de Futebol. Que, diga-se em abono da verdade, mesmo com as muitas opções, não jogava o melhor futebol. Para mim, Julen Lopetegui é um assunto praticamente encerrado. Praticamente…

Isto porque a contradição dos factos relatados pelo Presidente do Futebol Clube do Porto requer uma resposta sua imediata. Um desmentido do Dragões Diário não basta. Deve vir imediatamente a público corrigir o que Lopetegui disse para dissipar quaisquer dúvidas. Isto se o que Lopetegui disse é mentira. A ser verdade, Jorge Nuno Pinto da Costa, enquanto Presidente do Futebol Clube do Porto, mentiu aos seus sócios. E isso não pode ser tolerável.

Para mim este devia ter sido o momento final de Julen Lopetegui no Futebol Clube do Porto. Fonte

No meio disto tudo há claramente uma característica da personalidade de Jorge Nuno Pinto da Costa, Presidente do Futebol Clube do Porto, que até é de louvar: a lealdade. Se calhar é por isso que a assessoria do Presidente poderá não ser a melhor. E, na minha óptica, até nem é. Até porque, em primeira instância, foi a assessoria do Presidente que recomendou a contratação de Julen Lopetegui. Não é que, a meu ver, Jorge Nuno Pinto da Costa deva deixar de ser Presidente do Futebol Clube do Porto. O problema é que ele constantemente segura e renova com quem prejudica o Futebol Clube do Porto. As pessoas que indicaram Paulo Fonseca, contrataram Julen Lopetegui e agora escolheram José Peseiro são as mesmas que estão a desenhar a temporada 2016/17. Por isso mantenho o meu estado de espírito.

A RTP disponibiliza a entrevista de Julen Lopetegui na sua totalidade aqui


Céptico. Preocupado. Portista.

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Um abraço.

quinta-feira, 21 de abril de 2016

"Quanto mais mentirem sobre nós, mais verdades diremos sobre eles" – Bluegosfera: BiBó PoRtO, carago!!

http://bibo-porto-carago.blogspot.pt/

Gostaria de, através desta curta, mas sentida publicação, agradecer toda a contribuição que o Blog “BiBó PoRtO, carago!!” prestou à Blugosfera afecta ao Futebol Clube do Porto.

O “BiBó PoRtO, carago!!” definiu-se como um espaço onde os autores puderam “vociferar, espernear, comemorar efusivamente e lamentar (dolorosa, mas terapeuticamente) as incidências” da vivência clubística que carregam. Na minha óptica, sempre o cumpriram desde o dia 25 de Maio de 2006. Como leitor e blogger, reconheço que perde-se um espaço de referência na opinião e análise sobre a realidade do Futebol Clube do Porto.

Utilizando a pronúncia do Norte, o “BiBó PoRtO, carago!!” revelou-se ao longo dos anos um bastião de defesa, um lugar de partilha, um espaço de reflexão, um local de arquivo, uma plataforma de discussão e uma fonte de informação sobre o Clube que todos nós amamos. As publicações de referência sucederam-se e, com elas, a atenção de Portistas ávidos de conhecimento, verdadeira informação e necessidade de partilha. O “BiBó PoRtO, carago!!” deixa definitivamente a sua marca na Bluegosfera com mais de 10.000 publicações ao longo de quase 10 anos de existência e espaço para mais de 55.000 comentários. Uma obra ímpar!

A Bluegosfera regenera-se, transforma-se e avança. No entanto, não podemos esquecer o importante contributo de quem construiu o caminho que nos trouxe até hoje e que merece todo o meu respeito.

A vós, extensa equipa que colaborou em tão distinto blog, resta-me deixar um sincero obrigado.

Um abraço.

terça-feira, 19 de abril de 2016

O acto eleitoral e a entrevista do Presidente

 A direcção das modalidades amadores, e depois do futebol, são o histórico que levam Pinto da Costa a 13 mandatos à frente dos destinos do Futebol Clube do Porto. Este fim-de-semana, "renovou" pela 14ª vez, por mais 4 anos. Fonte

Jorge Nuno Pinto da Costa foi naturalmente reeleito nas eleições de 17 de Abril de 2016 para o 14º mandato consecutivo na Presidência da direcção do Futebol Clube do Porto com 79% dos 2403 votos válidos e brancos. Os votos nulos representaram cerca de 21%. A análise pode ser feita de dois pontos de vista distintos. De um lado, a vitória absolutamente inequívoca, com um aumento significativo de votantes. Por outro lado, revela-se o opositor mais forte da história da Presidência de Jorge Nuno Pinto da Costa em eleições: o “voto nulo”.

De toda a maneira, todo o processo é manifestamente criticável. Em primeiro lugar, os estatutos previam um escrutínio secreto, o que não aconteceu. Mesas de café seguidas sem o mínimo recato não confere ao sócio um momento suficientemente privado para, de forma democrática e secreta, fazer uso e usufruto do seu direito de voto. Fora este importante detalhe ninguém se choque com o resto, porque tudo legal. Boletim azul? Tudo legal... Sem canetas disponíveis? Tudo legal... Votos em branco contam a favor? Tudo legal...

Miguel Guedes foi um agradável surpresa com entrevistador. Mas não nos desviemos ainda do tema.

O Presidente cessante da Mesa da Assembleia-geral Miguel Bismarck admitiu pouco antes das eleições que havia necessidade de rever os estatutos, apelidando o voto em branco como um “pormenor” a acautelar, oferecendo-se para fazer parte da comissão de revisão dos estatutos e do regulamento eleitoral. Recorde-se que foi a própria Mesa da Assembleia-geral do Futebol Clube do Porto, presidida por Miguel Bismarck, que desenhou este mesmo regulamento eleitoral e não foi capaz de acautelar todos estes “pormenores”. Há quem diga que mais vale tarde que nunca, mas talvez fosse preferível dar o lugar a outra pessoa que se mostrasse mais perspicaz na interpretação de uma realidade que já conhecia.

Mas eu próprio tenho de admitir culpas no cartório. Fruto de experiências pessoais anteriores, fui obrigado a conhecer duas Leis Eleitorais. Estive presente também na Assembleia-geral de 14 de Março onde foi aprovado o Regulamento Eleitoral para estas Eleições. E só durante a própria votação é que me apercebi da liberdade que o regulamento aprovado por larga maioria ofereceu na organização do acto eleitoral. Se é verdade que o bom senso deveria imperar, o que é facto é que a deficiente definição de muitos conceitos presentes nas Leis Eleitorais, mas que não existem no Regulamento Eleitoral do Futebol Clube do Porto, permitem uma liberdade na organização do acto eleitoral que saiu fora do que é aceitável. O discernimento das pessoas responsáveis foi manifestamente curto. Mas, no momento do meu voto a favor do reguamento, não fui capaz de me aperceber disso. Farei por aprender com esta experiência e ter voz e uma participação activa na revisão desta área dos estatutos.


Já a entrevista ao Porto Canal foi… supérflua. Foi como uma conversa de café. No Orfeu. Ou na Petúlia. 

Se problemas técnicos ocorrem em qualquer programa, falar de sucessão antes de um Presidente ainda tomar posse, é, do ponto de vista editorial, ridículo. Mas falou-se de outros temas, claro.

Desmentiu a dispensa de Aboubakar e de Varela. Destaca sim o facto de termos jogadores jovens no plantel e que vão existir alterações no plantel, melhorando a sua qualidade, mas descartando qualquer “limpeza de balneário” que não seja a higiene promovida pelos serviços de limpeza.


Então todos os jogadores têm lugar no plantel da próxima temporada...
O campeonato não é uma obsessão, mas sim um objectivo. Mas com cautela, dado que o Estado cobra muito em impostos e não existem apoios, ou perdões de juros de mora ou de dívida.

Quanto ao Treinador, não está pendurado pelo resultado da Taça de Portugal. A SAD está a trabalhar com José Peseiro o futuro do Futebol Clube do Porto. Jorge Jesus é apenas um amigo.

O homem do Futebol é definitivamente Reinaldo Teles. No entanto, pela responsabilidade de Antero Henrique no dia-a-dia do Futebol, foi promovido a Administrador para ser ele a trazer as suas propostas para discussão nas reuniões, promovendo a coesão da Administração da SAD.

A presença junto da equipa de Futebol é constante. Primeiro para conviver com os jogadores. Depois para passar uma mensagem de estímulo e motivação nos momentos decisivos.

Quanto à política de comunicação, admite que prefere falar o menos possível e aparecer apenas ao lado das equipas. Mas os vice-presidentes têm liberdade para falar sobre o seu respectivo pelouro. Ponderou também, em tom de brincadeira, introduzir um director só para desmentir as notícias que são verdadeiras. No entanto, admite que o Futebol Clube do Porto deve ser mais agressivo no campo da comunicação, mas com elevação e sempre recorrendo a factos concretos.

O Dragões Diário é tão agressivo como uma bofetada de um caracol. ACORDA PORTO!!!

Criticou as declarações do ex-Administrador Angelino Ferreira, que, muito ocupado, agora não vai às Assembleias-gerais e relembra que o próprio director do jornal ABOLA admitiu que a publicação foi criada para ajudar o Benfica. E acredita que o Benfica, e o próprio Luis Filipe Vieira, ganhou a batalha do poder do Futebol e na arbitragem. Mas não a guerra.

Joaquim Oliveira e Jorge Mendes foram parceiros do Futebol Clube do Porto. Segundo o Presidente, Jorge Mendes foi parceiro por causa dos negócios, e foi para outro lado fazer negócios. Sublinha novamente que o caso Adrián Lopez foi um mau negócio para o Futebol Clube do Porto, mas que continuará a fazer negócios com Jorge Mendes. Já sobre a NOS e a MEO, é negócios.

Sobre Julen Lopetegui, questiona a capacidade de compreensão da língua Portuguesa. Não saiu depois da derrota do Sporting pois era uma demonstração de poder dos adeptos que reclamaram, e não uma decisão da SAD. Saiu depois do empate frente ao Rio Ave por três razões: primeiro porque os adeptos apoiaram a equipa incondicionalmente, segundo porque Lopetegui deu satisfações ao Presidente sobre quem ia jogar sem necessitar mas fugiu ao que tinha dito no jogo, por último porque no fim do jogo foi ao balneário do Treinador e Lopetegui disse que, com ele, resolvia-se em dois segundos, num sinal interpretado como um deitar da toalha ao chão. No dia seguinte, já era o advogado que teria de falar por Lopetegui.


Creio que é a terceira vez que este tema é abordado, e exactamente da mesma maneira. Já chega de falar dele.

Garantias de sucesso?? Nenhumas. Mas promete uma direcção mais unida e uma equipa que espelhe o espírito do clube.

Ainda houve tempo para comentários gerais sobre o estado do País, que, segundo Jorge Nuno Pinto da Costa, beneficia muito com os imposto pagos pelo Futebol Clube do Porto.

A entrevista demorou mais de 90 minutos e terminou já depois da meia-noite. As novidades que a grande maioria dos Portistas queriam ouvir, nomeadamente sobre a próxima época, não ouvimos. Volta a segurar José Peseiro, mas sem a assertividade que se impõe. Agarra os mais recentes alvos da imprensa em Aboubakar e Varela, mas ainda não releva pormenores sobre a próxima temporada. Se não viu a entrevista, partilho o vídeo com a entrevista na sua totalidade. Mas não perde nada de revolucionário. Jorge Nuno Pinto da Costa é um verdadeiro Mestre neste registo, mas o conteúdo peca por limitado e pela repetição do que já foi dito anteriormente. Não basta. Não fecha.



Promete-se algo de diferente, mas não se dá sinais de mudança, dando a a impressão de que parece que vai ficar tudo igual. Enfim, o sorriso que tinha depois da goleada em casa frente ao Nacional já se foi, caindo na realidade de que o futuro do Futebol Clube do Porto continua mais do que incerto. Espero para ver, sofrendo todos os dias pelo meu Clube. Porque, no fim de tudo, o meu desejo é igual ao de todos os Portistas: ver o Futebol Clube do Porto vencer!

Céptico. Preocupado. Portista.

Promova o debate. Comente e deixe a sua opinião.

Um abraço.

segunda-feira, 18 de abril de 2016

“Produto nacional dá chama ao Dragão” – Crónica: Futebol Clube do Porto 4x0 CD Nacional da Madeira (Liga NOS)

Ficha de jogo completa em fcporto.pt

O Presidente eleito ainda nem tomou posse e já mostra serviço. Saí especialmente satisfeito do Estádio do Dragão. Presença forte das escolas Dragon Force nas bancadas, e o Futebol Clube do Porto dá o pontapé de saída. Danilo Pereira ao lado de Martins Indi, com Rúben Neves a trinco. José Ángel, em vez de Layún, e Varela ocupam o flanco esquerdo, com André Silva na frente de ataque.

Varela começa na esquerda, mas demonstra a mesma liberdade de Brahimi. Bela jogada pela direita e é Varela que recebe com espaço e procura a baliza. O remate em arco encontra o destino certo. 1-0 no marcador logo ao minuto 2 de jogo. Tenta-se uma repetição logo a seguir. Corona deambula para o meio e procura a tabela no pé de Herrera. Varela, desta vez, atira por cima. Mas o Futebol Clube não desarma. Rúben Neves rouba uma bola a meio-campo e o Futebol Clube do Porto sai rápido na transição. O cruzamento de Corona parece defeituoso, mas não. Herrera orienta a recepção e não vê problemas em alvejar a baliza e fazer o 2-0, com 9 minutos de jogo. Já depois do quarto de hora José Ángel encontra André Silva na área. O cabeceamento faz Rui Silva pela primeira vez. Depois é Casillas que diz “presente”, desviando para canto o remate de Aly Ghazal. A resposta vem através de Maxi. Primeiro cruza para André Silva, que falha o cabeceamento. Mais tarde, assiste a cabeça de Herrera para Rui Silva voar novamente. Varela tentou aumentar a dificuldade do jogo e entrega a bola a Soares, que remata por cima. Na resposta, Corona faz nova incursão na área contrária. O ressalto do cruzamento encontra o poste, mas  a bola regressa aos pés do mexicano, que é carregado por um adversário em falta. O árbitro dá apenas canto. Ainda antes do intervalo, Corona tentou imitar Varela e marcar o terceiro. Desta vez, Rui Silva estica-se para mais uma intervenção.

Chega o intervalo. Grande primeira parte do Futebol Clube do Porto, com maior taxa de eficácia do que o habitual e dois golos nos primeiros 10 minutos que emprestaram uma rara tranquilidade à equipa.

Varela abriu a contagem na primeira oportunidade e tranquilizou jogadores e adeptos.

Na segunda parte, Corona é o primeiro a tentar fazer funcionar o marcador, mas o remate sai fraco. Ao minuto 54, Futebol de alto quilate. Excelente o desenho do ataque do Futebol Clube do Porto, que dá a Herrera a oportunidade de finalizar. Grande defesa de Rui Silva. O guarda-redes do Nacional também nega novamente André Silva. Mas não Danilo Pereira. Assistência de Corona para o cabeceamento sem oposição do Português. 3-0 no Estádio do Dragão. Aboubakar é a primeira mexida de Peseiro, que troca com André Silva. José Peseiro aproveita também o resultado favorável para a estreia no Estádio do Dragão de Francisco Ramos, que entra para o lugar de Sérgio Oliveira. Herrera e Aboubakar procuram o quarto golo. À segunda tentativa, o camaronês regressa aos golos. Troca a força por uma maior classe no remate. A bola ainda sofre um desvio que favorece Aboubakar e o 4-0 está nas redes. Marega ainda tem tempo de entrar em campo no lugar de Varela. Aboubakar abusa e procura o quinto golo de calcanhar. Já Corona, na compensação, vê novamente Rui Silva negar-lhe o golo. O 4-0 mantém-se no marcador e a partida chega ao seu fim.

 A parte final de uma fina jogada de Futebol. Rui Silva evitou o coroar de muita classe.

(+)

Corona: O melhor em campo. Que partida do mexicano. Interventivo e irreverente como sempre. Mas com um acerto superior, principalmente a assistir os companheiros. Participou em praticamente todas as jogadas de maior perigo do Futebol Clube do Porto. Faltou-lhe um golo para premiar a sua excelente exibição.

Varela: Há exibições que merecem destaque pela qualidade excepcional. Outras pela surpresa. Esta merece pelas duas. O golo madrugador ajudou a equipa, mas a ele particularmente. Muito menos bolas perdidas que o habitual, recepções bem orientadas, passes bem definidos. Uma exibição segura, assertiva, coroada com um golo e com especial ênfase para a sua importância para o que foi toda a partida.

José Ángel: uma aparição surpresa no onze e uma exibição surpreendentemente positiva. Muito participativo na manobra ofensiva do Futebol Clube do Porto, com os cruzamentos a encontrarem o seu destino com frequência. Os números não registam a total qualidade da exibição de José Ángel na partida frente ao Nacional. Não foi por ele que não registou assistências nesta partida.

(-)

André Silva: Pese embora as várias oportunidades, encontrou sempre em Rui Silva uma barreira intransponível. Ainda não foi desta que conseguiu facturar. Com o golo de Aboubakar, poderá ter de esperar por nova oportunidade.

Aboubakar regressou aos convocados, entrou e fez balançar a redes pela quarta vez.

Note-se que o Futebol Clube do Porto começou a partida com cinco Portugueses, três da formação. E ainda houve tempo para Francisco Ramos participar na partida. Algo que louvar e aplaudir. se é verdade que o caudal ofensivo foi semelhante ao habitual, a eficácia foi manifestamente superior. O jogo fica praticamente definido nos primeiros 10 minutos. A vantagem, mas também as consequências positivas da mesma, com uma maior tranquilidade na tomada de decisão e confiança na acção, revelaram-se fundamentais para que o resultado se avolumasse a nosso favor. Nem mesmo o guarda-redes adversário, que fez uma excelente exibição, foi capaz de parar todas as ofensivas do Futebol Clube do Porto. Assim, tudo fica mais fácil. Assim é possível mostrar toda a qualidade. Assim é possível demonstrar que somos melhores. Assim é possível vencer.


O Presidente do Futebol Clube do Porto dá nova entrevista ao Porto Canal, depois de ser reeleito com 79% dos votos numa afluência de 2403 sócios às urnas. Irei protelar uma reacção ao acto eleitoral, onde também participei, para depois desta entrevista, que será conduzida por Júlio Magalhães, a partir das 22h3o, no Porto Canal.


Sorridente. Portista.

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Um abraço.