domingo, 6 de março de 2016

“Sete administradores?? É pouco…” – Crónica: SC Braga 3x1 Futebol Clube do Porto (Liga NOS)

Ficha completa em www.fcporto.pt

José Peseiro surge com uma estrutura mais cautelosa em Braga. Herrera é o elemento mais adiantado do meio-campo, com Ruben Neves ao lado de Danilo. André André abre o flanco direito.

A partida começa amena, com pressão alta de ambas as equipas, mas é o Futebol Clube do Porto que demonstra mais iniciativa. É Marafona que pára com uma enorme intervenção o desvio de Suk ao cruzamento de André André. A meio da primeira parte, Brahimi acerta no poste a partir de um livre. José Peseiro irrita-se com a equipa e sai da zona técnica depois de uma perda de bola que quase dá golo para o Braga. Depois de reclamar de uma infracção na jogada, que de facto existe, Carlos Xistra dá ordem de expulsão ao Treinador do Futebol Clube do Porto. Rui Barros assume o comando.



Se esta bola entra, a história certamente seria diferente.


Intervalo em Braga. Um Futebol Clube do Porto pragmático controla a partida até à meia-hora de jogo. Faltou um pouco mais de risco para chegar ao golo, embora tivesse mais iniciativa numa boa partida de Futebol.

A segunda parte começa com uma falta dura sobre Layun. Ainda queixoso, o jogo segue e Herrera, muito rápido, tenta servir Suk na área. No canto subsequente, Carlos Xistra volta a errar, apitando uma falta inexistente. A emissão mostra José Peseiro na área da imprensa a ver o jogo. A discussão das incidências do jogo é notória. À hora de jogo Aboubakar entra para o lugar de Suk. Ruben Neves tenta de longe, mas falha o alvo. Ao minuto 70, o golo do Braga. Erra enorme de Marcano, que, ao falhar o corte, deixa para Hassan finalizar. Não se marca, sofre-se. E só depois disso, José Peseiro decide dar ordem para adiantar as pedras. Corona entra para o lugar de André André. Para o último quarto de hora, Marega entra para o lugar de Ruben Neves. A intensidade aumenta, mas falta plano para romper a defesa contrária. Rafa, isolado, atira ao poste e falha o 2-0, e é o Futebol Clube do Porto que marca. Brahimi desmarca Herrera. O remate do mexicano bate num jogador adversário, mas o ressalto sobre para a cabeça de Maxi, que empata o jogo. Mas a defesa do Futebol Clube do Porto volta a ceder. Djavan arranca sem oposição, que cruza rasteiro para Rafa e finaliza para o 2-1. Na compensação Indi vê o segundo amarelo e é expulso. Com apenas 10 elementos, o jogo arrasta-se para o seu fim. A partida termina com o 3-1. Casillas, aos 35 anos, espelha o desespero da equipa, com uma saída absolutamente estúpida. Alan facilmente despacha o espanhol, e, a 35 metros da baliza, finaliza sem oposição.

(+)

Nada a assinalar.

(-)

Marcano: Foi globalmente um jogo muito táctico e de fraca qualidade do Futebol Clube do Porto. De toda a maneira, é necessário sublinhar mais uma prenda da defesa do Futebol Clube do Porto ao adversário, com o central espanhol a presentear.

Casillas: Sim, o jogo já estava perdido. Mas, o que foi aquilo Casillas? O que te passou pela cabeça ao sair da baliza daquela forma?

Porquê Casillas??? PORQUÊ?????

O pragmatismo de que falei na antevisão foi longe demais. Se é verdade que ambas as equipas demonstraram algo cépticas durante o primeiro tempo, o Futebol Clube do Porto manteve essa postura e não foi capaz de subir no terreno e criar perigo no último terço e decidir a partida. Também por isso, o Braga sempre esteve no jogo, e o ponto fraco do Futebol Clube do Porto voltou a ceder. Diz-se que os grandes jogos se decidem nos detalhes. Desta vez foi um detalhe de nome “Marcano” que dá três pontos ao adversário. Se o Futebol Clube do Porto favorecia uma abordagem mais cautelosa, mas com alguma inteligência, virou o pensamento com o golo sofrido. Mais garra, mais procura, mas sem critério. O golo marcado foi apenas um percalço. Uma anormalidade num jogo onde não fizemos o suficiente, onde não soubemos arriscar, onde produzimos muito pouco, e claudicamos novamente pelo ponto fraco.

Nota para mais uma exibição extraordinária de Carlos Xistra. Na dúvida nunca para o Futebol Clube do Porto. Repare-se, por exemplo, quando o sporting decidiu adicionar um 12º jogador em campo, o que Carlos Xistra não fez. Lição, uma vez mais, muito bem estudada por um árbitro escolhido a dedo para quando é preciso.







Relembro que dia 14 há assembleia geral extraordinária para apreciar, discutir e votar a proposta de Regulamento Eleitoral. Depois estão reservados 30 minutos para discussão de “assuntos de interesse para o clube”. Estarei especialmente atento a essa parte. Destaco uma citação que li no MaisFutebol. Nada de novo, mas acerta no alvo.


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Desmoralizado. Revoltado. Portista.

Promova o debate. Comente e deixe a sua opinião.

Um abraço.

2 comentários:

  1. Intensidade:

    José Peseiro entra com 4 médios, 2 defensivos (Danilo e Ruben) e 2 +- ofensivos (André na direita e Herrera no apoio ao avançado)
    Brahimi na esquerda e Suk na frente...
    Mas com a equipa a pressionar pouco o ultimo reduto do Braga, falta trabalho e frescura fisica para isso se conseguir...
    Não percebo como o André está completamente de rastos ou como o Ruben não consegue aumentar a Intensidade do seu jogo...

    Com isso pretendeu jogar um futebol mais lento e controlado, talvez porque não veja na equipa capacidade de 11 jogadores estarem em condições de andar num vai-vem mecanizado e trabalhado no campo...

    O Problema é que assim perderam-se 45 m. iniciais...
    Mais controlo, mas só 2 lances de perigo do FCPorto (Suk, Brahimi de livre) contra 1 do Braga (bola no poste)...
    Não saberemos como seria o jogo se o FCP arriscasse mais desde o inicio...


    Na 2ªparte a equipa assumiu mais o jogo, mas também mais riscos, e era com o FCPORTO a pressionar mais e mais perto da area adversária, já com Aboubakar em campo, entrou por Suk...
    Confesso que até podia entrar o Aboubakar, mas devia ter saido logo o André, estava de rastos...

    Mas como aos 70m. o Marcano dá uma casa de todo o tamanho, o Braga marca e Peseiro mexe, mete Corona e Marega por André e Ruben...
    Passando Herrera para médio e Brahimi para nº10

    Com os laterais projectados para a frente, foi o risco total e o FCP com justiça chega ao empate por Maxi aos 85m....

    Com o FCP a tentar o Golo da Vitória, e num lance em que a defesa está desposicionada o FCP sofre o 2-1, pouco depois Indi vê o 2ºamarelo e é expulso e o Braga faz o 3ºgolo numa saida precipitada do Casillas que arriscou ao sair muito...


    Arbitragem:

    Conseguiram o que queriam aos poucos neste campeonato, afastar o FCP do topo da tabela.

    E num jogo muito importante Carlos Xistra inclinou o campo de uma forma rasteira e suez.

    Os do Braga entravam a bater forte e nem aviso levavam, os do FCP eram logo avisados ou amarelados.

    Senão vejamos, a expulsão do Peseiro acontece depois do unico lance de perigo do Braga aos 30m na 1ªparte, onde Danilo é claramente derrubado, e Xistra manda seguir.

    Já antes Suk tinha sido derrubado na area e o arbitro nada marca.

    Na 2ªparte mais um penaltie sobre Suk, que tem a bola controlada e é claramente empurrado na area, com o arbitro e o fiscal daquele lado a nada marcarem.

    Assim fica muito dificil ganhar alguma coisa este ano, tal estão os campos inclinados a favor duns e a desfavor de outros...


    O Ano passado foi-nos ROUBADO o titulo pelo colinho parte 1.

    Este ano é o colinho parte II, com toda a gente da SAD a ver e a deixar andar...


    Gil Lopes

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    1. Caro Gil Lopes, obrigado pelo extenso comentário.

      Pelo detalhe oferecido, apenas aproveito para relembrar algo: há assembleia-geral dia 14 de março.

      Um abraço.

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