quarta-feira, 30 de março de 2016

O Economato: Casemiro

Casemiro foi um dos jogadores mais utilizados da época 2014/15. Imagem original aqui

Ao contrário do que é normal, a motivação pela qual dou uso a esta rúbrica advém da leitura de determinados documentos oficiosos publicados de forma a chegarem ao público, de forma normal, ou extraordinária. Desta vez não é assim, já que o Record de hoje noticia que o Football Leaks disponibilizou um conjunto de documentos oficiais que envolvem o Futebol Clube do Porto, a Doyen Sports, a Vela Management Ltd, e a Energy Soccer. Recuemos um pouco a fita para compreender todo o processo.

Julen Lopetegui chega ao Futebol Clube do Porto em Maio de 2014, a duas jornadas do fim dessa temporada, mas apenas assume o comando do seu plantel após o seu término. É dada “carta branca” ao Treinador espanhol para procurar os reforços mais indicados. Um deles é Illarramendi, médio-defensivo espanhol que chegara há 12 meses ao Real Madrid e que Lopetegui gostaria de ver como o substituto de Fernando, entretanto transferido para o Manchester City. Na impossibilidade de conceder o desejo ao treinador espanhol, é proposta uma alternativa: Casemiro. O também médio-defensivo do Real Madrid procurava um clube onde conseguisse ter mais do que os 652 minutos da temporada anterior, e o Futebol Clube do Porto mostrou-se como a solução indicada para o jogador. Quase 3300 minutos em todas as competições.

A temporada de 2014/2015 de Casemiro no Futebol Clube do Porto
Segundo o Record, que se baseia em documentos cedidos pelo Football Leaks, o Futebol Clube do Porto pagou 1.200.000,00€ pelo empréstimo de uma temporada, ficando com a opção de o adquirir, de forma definitiva, se accionasse a cláusula até 30 de maio, e onde era obrigado a pagar mais 13.800.000,00€. Surgem aqui as primeiras contradições com as notícias publicadas sobre a sua possível transferência em definitivo.

Dezembro de 2014. CM sempre com a melhor informação (ironia, claro.) em primeiro-mão. Adiante!

Ora, segundo o Record, que se baseia em documentos cedidos pelo Football Leaks, o Futebol Clube do Porto comunica, através de carta, a 27 de Maio de 2015, a activação da cláusula de transferência definitiva. Uma possibilidade que vinha sendo avançada tanto em Portugal, como em Espanha, e que, em certa medida, vinha ao encontro com a importância que o Treinador do Futebol Clube do Porto Julen Lopetegui vinha dando ao jogador brasileiro. Por outro lado, se é verdade que era importância ao jogador, o próprio Real Madrid fazia intenção de recuperar o jogador, sendo por isso impossível negociar com um clube espanhol um valor inferior à cláusula estabelecida.

(Pausa para pura especulação: a meu ver, foi um "bluff" completo. E vamos perceber o porquê.)

No entanto, o mesmo acordo estabelecido entre o Real Madrid e o Futebol Clube do Porto sobre Casemiro tinha uma "contra-cláusula". Se é verdade que o Futebol Clube do Porto poderia adquirir o jogador brasileiro pelo valor estabelecido no contrato, o Real Madrid poderia bloquear essa mesma transferência, pagando ao Futebol Clube do Porto 7.500.000,00€, valor que foi explicitado, e de forma correcta, por vários meios de comunicação social, mas que o exacerbavam no caso de Casemiro fosse transferido de imediato.

Confirma-se a veracidade da primeira informação.
Quanto à segunda, interessa pouco. Casemiro é jogador do Real Madrid. 

Não são raros os exemplos de jogadores com cláusulas de recompra em Espanha. Morata será talvez o caso mais flagrante na realidade actual. De toda a maneira, estava ainda para ver um caso como este, em que se pagava bom dinheiro para impedir uma venda em definitivo de um jogador emprestado. No entanto, não é caso único no Real Madrid. Na mesma altura, o Real impediu que o RCD Espanyol accionasse a compra em definitivo de Lucas Vásquez, pagando também ao clube de Barcelona pelo regresso do jogador. Segundo o Record, que se baseia em documentos cedidos pelo Football Leaks, passados dois dias, o respectivo valor da cláusula estava entregue ao Futebol Clube do Porto. Simples, não? Nem por isso... Não foi SÓ o Futebol Clube do Porto que beneficiou com este negócio.

Ao mesmo tempo, a Vela Management Ltd., pertencente ao "universo" Doyen, com sede a cerca de um quilómetro da sua empresa-mãe, segundo documentos disponibilizados pelo Football Leaks ao Record, recebeu 1.260.000,00€ do Futebol Clube do Porto por este desfecho. O Record não explica especificamente porquê nem a razão pela qual este negócio foi assinado. No entanto, por "serviços de gestão e acompanhamento desportivo do atleta", a Energy Sports cobrou 700.000,00€ à Vela. O problema é que este "serviço" foi assinado em Janeiro de 2015, cinco meses depois do jogador já estar no Futebol Clube do Porto. 200.000,00€ pelos serviços mais 500.000,00€ pelo desfecho, ou seja, pelo bloqueio do Real Madrid à opção de compra.

Curioso... Parece que até os familiares necessitam de intermediários...

P.S.: O texto foi preparado assim a 29 de Março de 2016, até que a cautela preveniu-me de o publicar. Agora os documentos saíram para o público poder analisar é possível comentá-los. Considero correcta a interpretação do Record, e, por isso, preferi não alterar o texto. Mas hoje, 30 de Março de 2016, o Football Leaks vai mais longe, reservando uma publicação só e apenas sobre Alexandre Pinto da Costa e um esquema de financiamento com a Vela pelo meio, e fundamentada por uma vasta documentação e comunicações entre as partes. Se até blogs já receberam a crítica do Dragões Diário, espero que agora o Futebol Clube do Porto não se esconda e venha a público reagir de forma clara a esta acusação. Entretanto, se o departamento de planeamento financeiro & controlo de gestão parece não ter mãos a medir na gestão dos activos e da tesouraria, o departamento de "scouting" pode tirar férias, já que a Vela trata disso. 

Casemiro deve ser considerado como um negócio muito positivo do ponto de vista financeiro para o Futebol Clube do Porto. Aliás, o Real Madrid é sempre uma excelente instituição para qualquer negócio, dado que olha pouco a recursos utilizados para atingir o fim desejado. Foi bom para o Futebol Clube do Porto. Foi também excelente para outras partes, incluindo familiares de membros da administração da SAD do Futebol Clube do Porto, que, ao envolverem-se no negócio, enriqueceram ainda mais, prevenindo que o clube conseguisse um pleno encaixe financeiro. O fair-play financeiro continua à perna e o Estádio do Dragão, que devia ser do Clube e dos seus associados, é o principal favorito a pagar a factura.

Crente. Portista.

Promova o debate. Comente e deixe a sua opinião.


Um abraço.

Dragões pelas selecções: Março de 2016

Para o Futebol, o final do mês de Março é altura de paragem nas competições dos clubes, com as selecções nacionais a terem o destaque por força dos dois jogos internacionais que se realizam no curto espaço de tempo dedicado para os trabalhos de cada selecção nacional. O Futebol Clube do Porto não foge à regra dos grandes clubes europeus e empresta uma vasta quantidade de jogadores às respectivas selecções de cada país representado no plantel do Futebol Clube do Porto. Um total de 12 jogadores do plantel principal do Futebol Clube do Porto espalharam-se por quatro continentes diferentes para representar o seu país.


Danilo Pereira (Portugal): 103 minutos, 0 golos.

Danilo Pereira foi o único representante do Futebol Clube do Porto na Selecção Nacional. Foi utilizado no jogo particular frente à Bulgária a partir do banco, quanto entrou ao minuto 74. Já frente à Bélgica, foi titular e o melhor da Selecção Portuguesa, saindo apenas ao minuto 87.


André Silva (Portugal Sub-21): 45 minutos, 0 golos.

André Silva entrou para a segunda parte do jogo frente ao Liechtenstein, onde Gonçalo Paciência marcou na vitória por 4-0. 


Rúben Neves e José Sá (Portugal Sub-23): 60 minutos cada, 1 golo.

Rúben Neves não fez parte do lote de convocados para o jogo dos sub-21, mas transitou para os sub-23 que defrontaram o México, onde foi titular e marcou um dos quatro golos que derrotou a equipa mexicana, que teve na baliza Raul Gudiño. Do outro lado, esteve José Sá, que manteve a baliza da Selecção Nacional inviolável durante os sessenta minutos em que esteve em campo. 

Muito oportuno o médio do Futebol Clube do Porto, aproveitando o ressalto no poste.


Iker Casillas (Espanha): 90 minutos, 0 golos sofridos.

O guarda-redes e capitão da selecção de Espanha esteve uma vez mais entre as escolhas de Vicente Del Bosque. Se, no empate a uma bola frente à Itália não saiu do banco, Casillas foi titular frente à Roménia, segurou por várias vezes o nulo no marcador e somou a 166ª internacionalização, cada vez mais perto do recorde europeu de 167.

Iker Casillas foi decisivo para manter o nulo frente à Roménia.

Hector Herrera, Layún e Jesus Corona (México): 512 minutos, 2 golos

A armada mexicana saiu em peso da cidade do Porto para representar a sua selecção no duplo confronto com o Canadá. No jogo fora, os três jogadores, juntamente com Diego Reyes, participaram em toda a partida, com Corona a rubricar um dos três golos da vitória mexicana. Na partida em solo Mexicano, Herrera foi a excepção dos três e jogou apenas 62 minutos. Corona fez o gosto ao pé novamente.

Os jogadores do Futebol Clube do Porto estiveram muito interventivos na partida realizada no Canadá.

Maxi Pereira (Uruguai): 90 minutos.

De fora na deslocação ao Brasil para a qualificação para o Mundial 2018, Maxi Pereira jogou os 90 minutos frente ao Peru.


Suk (Coreia do Sul): 98 minutos, 1 golo.

Chegou atrasado à concentração da selecção Sul-coreana, e por isso, jogou apenas 8 minutos como suplente utilizado na vitória sobre o Libano. Já frente à Tailândia foi titular e marcou um grande golo que deu a vitória à sua selecção.

Que golaço do sul-coreano!!

Vincent Aboubakar (Camarões): 90 minutos, 0 golos.

Aboubakar juntou-se à sua selecção para a preparação das partidas de qualificação para a CAN frente à Africa do Sul, não participou em nenhuma. Não participou no jogo que decorreu no seu país, mas foi titular na partida jogada na África do Sul.

Yacine Brahimi (Argélia): 178 minutos, 1 golo.

Brahimi partiu para se juntar à sua selecção para preparar o duplo confronto frente à Etiópia. No jogo em casa, o jogador do Futebol Clube do Porto esteve toda a partida em campo, rubricando um golo. No segundo jogo repetiu a participação sem a mesma felicidade na finalização. Foi substituído a dois minutos do fim, com queixas no ombro direito.

O argelino trabalhou bem e, com fraca oposição, não deixou de fazer o gosto ao pé.


Moussa Marega (Mali): 0 minutos, 0 golos

Marega não saiu do banco nos dois confrontos frente à Guiné Equatorial.


Talvez exceptuando os mexicanos, a fadiga está controlada e os jogadores do Futebol Clube do Porto regressam das suas selecções e poderão agora concentrar-se na preparação para o jogo frente ao Tondela, da próxima segunda-feira. Brahimi regressa com queixas no ombro direito e ainda é dúvida para a partida do campeonato.

Mesmo considerando o desgaste, sou da opinião que é um dia absolutamente ridículo para a marcação desta partida. Assim, é possível que vejamos novamente um Estádio do Dragão despido de público, por força dos compromissos profissionais de sócios e adeptos. Ao contrário do que tem sido hábito muito recente do Futebol Clube do Porto em responder, de imediato, a tudo o que não diz de acordo com quem está à frente do Clube, esta decisão de marcar um jogo do campeonato para as 19 horas de uma segunda-feira sem razão aparente não mereceu qualquer comentário do Futebol Clube do Porto.

Promova o debate. Comente e deixe a sua opinião.

Um abraço.

sexta-feira, 25 de março de 2016

O Economato: especulação sobre os próximos “5%”

Ponto prévio: é objectivo da seguinte publicação ser uma extensa conjuntura. Uma previsão, um palpite, uma especulação, uma ideia do que poderá vir no futuro, tendo em conta factos actuais e experiências anteriores.

Dentro desta rúbrica, são vários os exemplos de alienação de parte de direitos económicos de jogadores do Futebol Clube do Porto determinados pela sua SAD, depois das respectivas renovações de contrato. É usual vermos que a SAD recorre a intermediários externos à instituição para se fazer representar nas negociações, no sentido de “convencer” o jogador a assinar um novo vínculo com o Futebol Clube do Porto. Os casos mais recentes explicitados nesta rúbrica são as renovações de Ruben Neves, em 2014, e André Silva, em 2015. Sendo um facto que, nem depois de uma leitura atenta e análise do Relatório e Contas seja possível verificar que o Futebol Clube do Porto não detém a totalidade dos passes de dois jogadores da formação, mas que se mantém nos quadros do clube, só depois da revelação de determinados documentos oficiosos foi possível dar a conhecer esta manifesta acção de diminuição do activo do clube em beneficio de terceiros, onde até se incluem familiares de Administradores da SAD.

Mesmo assim, e tendo em conta a informação incompleta existente nestes documentos, ainda é possível fazer uma abordagem sobre os nomes visados, conjeturando sobre quem poderá ser o próximo jogador do Futebol Clube do Porto a ser usado para dar centenas de milhares de €uros a intermediários, com a promessa de milhões de €uros extra caso ocorra um trespasse. Para esta análise, serão apenas elegíveis os jogadores cujo clube detém 100% dos seus direitos económicos, de acordo com a página 45 do Relatório e Contas do 1º semestre da época 2015/2016.



André André
André André foi decisivo para a vitória no Clássico frente ao Benfica jogado no Estádio do Dragão.
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Começamos esta lista com uma das recentes contratações do Futebol Clube do Porto. Custou ao clube 1.500.000,00 € em junho de 2015 e assinou contrato por 4 temporadas. Rubrica uma entrevista pessoal à revista “Dragões” do mês de Março, mas é no jornal OJOGO de dia 23 de Março quer revela a ambição de ser capitão do Futebol Clube do Porto e querer conquistar tantos títulos como o pai. Quanto ao primeiro desejo, ainda está por explicar os problemas “físicos” que o afastaram da equipa em dezembro. De toda a maneira, o facto de ter vontade de continuar no Futebol Clube do Porto afasta a possibilidade de uma transferência a curto-prazo. Nesse sentido, uma renovação com estrutura semelhante à de outros jogadores poderá ser a forma de partir os direitos económicos do jogador.


Iker Casillas
Fotografia de Casillas a voar na pré-época. Que defesa!
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Outro jogador que chegou ao Futebol Clube do Porto em junho de 2015. Casillas é um caso complicado de compreender. Primeiro é, de longe, o jogador mais bem pago da história do Futebol Português. E, para esta afirmação, estou apenas a contar com o que o Futebol Clube do Porto lhe paga, que é menos de metade do seu actual vencimento, chegando o restante do Real Madrid. O Presidente do Futebol Clube do Porto, em resposta uma notícia, por sinal mentirosa, do jornal espanhol “El Confidential”, que existe a intenção por parte do Futebol Clube do Porto em prolongar o contrato com o guarda-redes espanhol que liga-o ao clube até junho de 2017. Antes de se transferir, Casillas tinha contrato com o Real Madrid, sendo que o clube espanhol se prestou a cobrir o valor do salário que o Futebol Clube do Porto não lhe paga. Não estando em vista um trespasse imediato do jogador, é duvidoso que o empresário peça, pela sua renovação, parte dos direitos económicos do jogador, recebendo apenas uma “choruda” compensação pelos serviços de intermediação.


Evandro
Evandro cumpre a segunda temporada ao serviço do Futebol Clube do Porto
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Com contrato até junho de 2018, Evandro poderá ter de esperar pelo fim do seu vínculo para saber o seu futuro. Não vejo aqui a possibilidade da geração de remunerações fora do comum para quem representa o jogador. 


Marcano
A carreira de Marcano com a camisola do Futebol Clube do Porto regista altos e baixos.
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O Futebol Clube do Porto declara que detém 100% do passe do jogador. É, na minha perspectiva, uma das possíveis saídas na próxima janela de transferências. Resta saber qual será o destino do jogador.


Martins Indi
Bruno Martins Indi chega ao Futebol Clube do Porto depois de uma participação positiva
no Mundial de 2014 ao serviço da Holanda.
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Embora, na minha perspectiva, seja o melhor defesa central disponível no plantel, será alvo de escrutínio até ao fim da temporada para compreender se será colocado no mercado. Não estará presente no Europeu, mas o Futebol Clube do Porto terá o fair-play financeiro à perna, e por isso poderá ser tentada uma mais-valia com o jogador, que custou 7.700.000,00€. Mesmo perante a ameaça de sanções da UEFA, onde se encontra a proibição de participar nas competições europeias, isso não será impeditivo de distribuir remunerações a intermediários.


Maxi Pereira
Maxi Pereira é um dos indiscutíveis do onze desta temporada.
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Chegou a custo zero, mas o Futebol Clube do Porto pagou 2.000.000,00€ pelo jogador. Além disso, o contrato de 4 temporadas assinado terá um custo total de 16.000.000,00€. Já por essa altura deve ter sido um excelente negócio para o representante. O próprio jogador também não deve estar insatisfeito. Quer para uma renovação, quer para um trespasse, Maxi Pereira não será o primeiro na lista de prioridades.


Juan Quintero
Consta que o seu talento é só igualado pelo seu apetite por comida italiana.
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Um caso especialmente complexo, onde nenhuma das partes está isenta de culpa. Esta semana tivemos novo capítulo na sua saga. Há notícias que indicam o seu empréstimo ao Internacional de Porto Alegre, depois de estar emprestado ao Rennes. As renovações de contrato são constantes e duvido que algum clube adquira este jogador de forma definitiva. Interessados até haverá e o problema maior, o negócio que envolvia o Futebol Clube do Porto e a Doyen, já não existe. O Futebol Clube do Porto detém a totalidade do passe de Quintero. Talento não lhe falta. Já a condição física demonstra-se deplorável. Uma análise mais detalhada para uma melhor oportunidade.


Alberto Bueno
Poucas vezes chamado, e com lesões pelo meio, o atacante espanhol não tem a sorte do seu lado.
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Cinco anos de contrato. Chegou a custo zero. Levanto dúvidas sobre a sua continuidade no Futebol Clube do Porto após a próxima janela de transferências, mesmo tendo em conta a lesão que praticamente terminou com a sua temporada. Uma saída, ainda que por empréstimo, poderá ser a solução para Alberto Bueno.



Fora da lista

Aqui irão abordar-se putativos nomes de jogadores que, embora não estejam referidos na lista divulgada pelo Relatório e Contas, julga-se que a totalidade dos seus direitos económicos pertença ao Futebol Clube do Porto e que estejam na calha para renovações ou trespasses.


Chidozie

Tem sido uma revelação muito positiva da segunda metade da temporada, com participações constantes na equipa principal, dada a falta de opções do plantel para o centro da defesa, ora por saídas do clube, ora por lesões. Julga-se que, neste momento, o Futebol Clube do Porto detenha a totalidade do passe do jogador.  É um jovem de apenas 19 que demonstra já capacidades interessantes dentro de campo, mas que ainda necessita de experiência competitiva e tutores de qualidade como referência. Algo que, no actual plantel, escasseiam. A sua entrevista à revista “Dragões” revela especial ambição, mas com uma serenidade pouco usual na sua tenra idade. É manifestamente um dos possíveis candidatos a ficar no plantel para a temporada 2016/17, e já por isso viu o seu vínculo renovado. Resta agora saber se, à semelhança de outros casos, exista partilha de direitos económicos com outros intervenientes. Haverá atenção redobrada sobre o dossier deste jogador.


Francisco Ramos

Um caso menos flagrante que Chidozie, mas que merece igual reflexão. Estreou-se pela equipa A do Futebol Clube do Porto frente ao Famalicão e pisou o relvado do Estádio do Dragão no jogo frente ao União da Madeira. É presença constante nas opções de Luís Castro na equipa B, sendo dos jogadores mais utilizados. É visto como uma esperança do clube, mas onde dificilmente terá lugar no plantel da próxima temporada. Assim, com 20 anos, o empréstimo poderá ser o futuro de Francisco Ramos. No entanto, quando esta situação acontece, é usual no Futebol Clube do Porto que o jogador assine novo vínculo com o clube.


Outros nomes poderiam ser destacados, mas, maioritariamente por falta de dados que suportem a análise, terão de ficar de fora. Com encargos relacionados com aquisições de "passes" de jogadores, onde se incluem encargos com serviços de intermediação, serviços legais, prémios de assinatura de contratos a ultrapassarem os 11.000.000,00€ nos primeiros seis meses do ano, será de prever que este valor possa aumentar com as recentes aquisições de Suk e Marega. No entanto, estará por apurar o valor realmente gasto apenas em intermediação de renovações de vínculos, além da perda do valor do activo.

O Futebol Clube do Porto e a sua actual direcção, que se confunde em larga medida com a administração da SAD, corta aos pedaços os seus activos para enriquecimento de terceiros enquanto cobre prejuízos da SAD com activos dos clube, pertencentes aos sócios, como o Estádio do Dragão. Resta saber se, além da EuroAntas, que mais terá de ser feito, e a muito custo, para evitar sanções da UEFA na próxima temporada, incluindo o enfraquecimento do nosso actual plantel e a limitação do seu reforço. A reflexão sobre o fair-play financeiro será feita depois da publicação do Relatório e Contas do 3º trimestre.


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Um abraço.

domingo, 20 de março de 2016

“Sofre Portista” – Crónica: Vitoria FC 0x1 Futebol Clube do Porto (Liga NOS)

Ficha do jogo completa em www.fcporto.pt

Longe vão os dias em que o Futebol Clube do Porto dominava partidas, construía resultados cedo e depois controlava o rumo dos acontecimentos até fim. Agora sofre-se, e de que maneira, para conquistar três pontos.

Foi o Futebol Clube do Porto que começou melhor na partida. Brahimi e Sérgio Oliveira testam o guarda-redes adversário nos primeiros minutos. O Futebol Clube do Porto demonstra maior facilidade em chegar ao último terço, com muita posse, mas depois demostra dificuldades em criar real perigo para a baliza adversária. Por volta da meia hora de jogo, Corona apanha primeiro um passe de Herrera que deixaria Maxi isolado. A bola ainda chega ao uruguaio, mas já sem posição, e a jogada perde-se. Aboubakar tentou também aproveitar um erro da defesa adversária, mas faltou compostura na tomada de decisão. Em cima do intervalo, chega o golo do Futebol Clube do Porto. Maxi cruza rasteiro para o remate de Brahimi, que encontra um defesa no caminho. O ressalto sobra para Sérgio Oliveira, que chuta forte para o 0-1. O intervalo chega. Resultado justo do Futebol Clube do Porto, que embora merecesse estar na frente do marcador, não fez uma primeira parte notável.



A "bomba" de Sérgio Oliveira fez o resultado no Bonfim.

O segundo tempo começa com um choque de cabeças envolvendo Maxi Pereira. O jogo recomeça e Aboubakar procura o golo, mas sem sucesso. Sérgio Oliveira também tentou bisar na partida depois de uma boa jogada, mas sem sucesso. O remate de Corona, depois da hora de jogo, dá a sensação de ter entrado, mas a bola fica do lado de fora da malha lateral. A partir daí, que se o Futebol Clube do Porto deixou de controlar a partida e deu a oportunidade ao adversário de crescer no jogo e ameaçar a sua baliza. O jogo parte-se, e isso favorece o Vitória. As entradas de Marega e Suk para os lugares de Corona e Aboubakar não fizeram alterar o rumo do jogo. A defesa do Futebol Clube do Porto sacode como pode, e, mesmo depois de Brahimi, que foi substituído por Ruben Neves já perto do fim do jogo, e Herrera não terem conseguido fechar a partida, já no último minuto, o Vitória poderia ter feito o empate na sua melhor oportunidade da partida. Com o 0-1 a persistir, o jogo termina.

Corona teve nos pés a oportunidade de descansar os Portistas. A bola saiu ao lado.


(+)

Sérgio Oliveira: o melhor em campo e o marcador do golo, foi quem tentou pautar o jogo do Futebol Clube do Porto, promovendo a organização defensiva. Bela partida enquanto teve resistência.

Casillas: conforme o jogo foi decorrendo, o adversário cresceu e o espanhol teve de surgir para deter o que a defesa do Futebol Clube do Porto não resolveu mais cedo, mantendo a baliza inviolável. Não acontecia à sete partidas para o campeonato.


(-)

Aboubakar: Fraquinho, fraquinho… A imagem da ineficácia do actual Futebol Clube do Porto. Não foi o único a falhar à frente da baliza, mas também é verdade que procuramos, na sua posição, alguém que seja capaz de, melhor como ninguém, fazer balançar as redes adversárias.

Ontem, confesso que terminei a partida bastante desiludido. Hoje, em consciência, e depois de ver a partida uma segunda vez, foi apenas por falta de eficácia que o Futebol Clube do Porto não trouxe um resultado maior de Setúbal. Mas foi sofrer a bom sofrer na última fase do encontro. E, por isso, também há que falar na raça e no querer demonstrados por Maxi Pereira e Danilo Pereira durante toda a partida. Custou a alguns jogadores do Futebol Clube do Porto chegar ao fim da partida com capacidade física e competitiva. Estes foram os que nunca desistiram do jogo e ajudaram a conquistar os três pontos. Mas falta qualidade. Falta maior organização. José Peseiro também não tinha grandes opções no banco para mudar o encontro, se assim precisasse. As baixas eram muitas mas não há alternativas de qualidade para os extremos que são mais utilizados. Corona esteve melhor. Brahimi muito "normal": Herrera beneficiou novamente em ser o médio mais utilizado. Parece estar mais confortável nessa posição. Chidozie e Indi despacharam como podiam o perigo que aparecia perto da baliza do Futebol Clube do Porto. Parece ser a melhor dupla de centrais disponível. Há que construir sobre tudo isto com o Jamor à vista.

Caso a eficácia tivesse sido maior, José Peseiro não precisava de ficar tão nervoso...
Nem ele, nem todos nós Portistas. 

Está cada vez mais difícil recuperar a desvantagem para os rivais da capital. Jornada após jornada, parece ser o Futebol Clube do Porto que joga pior, e continua atrás. Mas há ainda muito jogo por fazer. 7 para ser mais preciso. É o desafio que está à frente de José Peseiro, que, embora com ausências devido a compromisso com as selecções, terá duas semanas para preparar a próxima partida frente ao Tondela.


Esperançado. Crente. Portista.

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Um abraço.

sexta-feira, 18 de março de 2016

“Falta de memória” – Antevisão: Vitoria FC vs Futebol Clube do Porto (Liga NOS)

Sábado, dia 18, a partir das 20h45. Transmissão SportTV

Amanhã, a partir das 20h45, o Futebol Clube do Porto defronta o Vitória de Setúbal no Estádio do Bonfim. É mais um jogo complicado fora do Estádio do Dragão, e onde só os três pontos interessam, se ainda é objectivo continuar a pressionar os adversários da capital à frente na tabela classificativa. Silvestre Varela continua a fazer treino condicionado, e por isso não viaja com a equipa. André André, Marcano e Evandro continuam lesionados, onde esta semana se juntou Alberto Bueno, operado ao joelho esquerdo.

Aposto no seguinte onze:

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Indi, recuperado, deve juntar-se a Chidozie no centro da defesa, libertando Layún para o lado esquerdo da defesa. Danilo Pereira, de regresso, deverá fazer par com Sérgio Oliveira, quer merece nova oportunidade depois da sua boa prestação na última partida. Os regressos de Indi e Danilo serão fundamentais na tentativa de conseguir uma maior segurança no processo defensivo do Futebol Clube do Porto. As dificuldades registadas em Belém e frente ao U. Madeira demonstram que as constantes baixas e modificações no quarteto defensivo sobrepõem-se à capacidade de adaptação do plantel, pese embora José Peseiro tenha tido direito à semana toda para preparar a partida. Foi por aí também que o Futebol Clube do Porto claudicou em Braga e deitou por terra qualquer possibilidade de lutar pelo título nacional. Mesmo assim, pelo brio e pelos adeptos que se deslocarão a Setúbal, é fundamental conseguir uma boa prestação frente a uma equipa que, embora confortável na tabela classificativa, ainda não está livre de uma surpresa desagradável na luta pela permanência. Por isso precisa de pontos. Por outras razões, nós também. Suk conhece bem o adversário e, neste embate fora de casa, deve ser titular, pese embora Aboubakar tenha facturado na partida anterior.

Duas notas rápidas sobre o Nosso Grande Presidente Jorge Nuno Pinto da Costa e a sua memória. Primeiro porque Vítor Serpa, director do jornal A Bola escreve, no seu próprio jornal, que recebeu um convite do Presidente do Futebol Clube do Porto para estar na gala dos Dragões de D’Ouro, e que esteve presente. Se poderia ser uma situação de “palavra contra palavra”, Pedro Marques Lopes, reconhecido Portista e que escreve nesse mesmo jornal, confirma que Vítor Serpa esteve presente, e que conversaram com Jorge Nuno Pinto da Costa nessa mesma cerimónia, algo que o Presidente do Futebol Clube do Porto negou à frente dos sócios presentes na última assembleia-geral. Recordo-me bem do que o Presidente do Futebol Clube do Porto disse acerca desta matéria. Ou é falta de memória, ou alguém mentiu, e pode ter sido à frente dos sócios. Se não reconheço qualquer credibilidade a Vítor Serpa, não posso dizer o mesmo sobre Pedro Marques Lopes, pessoa que respeito.

Notícia do jornal A Bola.

Por falar em falta de memória, repare-se que Jorge Nuno Pinto da Costa disse, em 2011, que sairia passados 5 anos, em 2016, da Presidência do Futebol Clube do Porto. Recordo-me perfeitamente da incerteza que se gerava à volta da sucessão já nessa altura. Hoje não tenho a mesma postura. No entanto, o Jornal de Notícias destaca declarações do Presidente do Futebol Clube do Porto, onde reitera que “se tivesse entrado uma candidatura credível, não seria candidato”. Bem, então para isso talvez não fosse necessário uma candidatura e mais quatro anos. Aliás se tinha esse receio, bastaria utilizar uma cláusula da versão anterior aos actuais estatutos recentemente aprovados, que dizia, no seu artigo 89º que «na hipótese de os Presidentes da Direcção, Assembleia Geral e Conselho Fiscal manifestarem até ao dia 20 de Março do final do triénio, das suas disponibilidades para continuarem em exercício de funções e não surgir qualquer candidatura até 15 Abril, haver-se-á o seu mandato prolongado por mais 1 ano.» Isso livraria o Futebol Clube do Porto do acto eleitoral e da obrigação de Jorge Nuno Pinto da Costa estar mais quatro anos à frente do clube, esperando apenas mais um ano a ver se outro candidato se perfilava. Falta de memória, talvez…

E por falar em memória, que tal recordar palavras de Jorge Nuno Pinto da Costa sobre o Estádio do Dragão. Um agradecimento ao Blog “Os Filhos do Dragão” por este vídeo.


"Inegociável é o Dragão". Olhe que não, Presidente... Olhe que não...


Esperançado. Crente. Portista.

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Um abraço.

quinta-feira, 17 de março de 2016

O Economato: André Silva

André Silva é, neste momento, a maior promessa da Equipa B do Futebol Clube do Porto.

O meu Portismo é sempre testado quando existe justificação plausível para revisitar esta rubrica. No entanto, recordo que o Porta 26 é um blog de opinião, criador de debate de ideias e pontos de vista sobre a realidade do Futebol Clube do Porto. Aqui fala-se do clube e do que se passa dentro do clube. De apito, por exemplo, percebo pouco. Faço por deixar uma análise mais profunda desse aspecto sempre polémico e, até certa medida, subjectivo, para outros com mais conhecimento na matéria que não eu. A prioridade é o Futebol, e o que se passa dentro do relvado. Mas o que se passa fora também é elegível. Desta vez, é André Silva e a sua ligação ao Futebol Clube do Porto que merecem reflexão.

André Silva, 20 anos, avançado, internacional sub-2o Português, é produto das escolas do Futebol Clube do Porto, instituição onde é jogador de Futebol desde 2011. Actua maioritariamente pela equipa B do Futebol Clube do Porto, tendo já somado 7 partidas pela equipa A, mas sem qualquer golo. É ainda uma promessa da formação Azul e Branca. Deu nas vistas no Europeu de sub-19 e no Mundial de sub-20, sendo talvez a maior promessa da formação do Futebol Clube do Porto. Destaque para o golaço que rubricou em Oliveira de Azemeis, neste último fim-de-semana.

André Silva marcou o único golo na vitória frente à Oliveirense.

Um ficheiro .xlsx (uma folha de excel, vá…) com informação datada de 31 de Dezembro de 2014 sobre a lista de jogadores do Futebol Clube do Porto e a distribuição dos seus direitos económicos veio a público. Uma lista extensa, é certo, mas onde existem casos que merecem especial atenção. Se, por exemplo, a complexidade do negócio que trouxe Aboubakar para o Futebol Clube do Porto já tinha sido noticiada logo após a sua contratação, existem observações inerentes à situação de André Silva que são de especial relevo.

Recorde-se as dificuldades que existiram para que André Silva renovasse pelo Futebol Clube do Porto, depois de Europeu de Sub-19 onde deu nas vistas e foi aliciado por clubes estrangeiros. Em Novembro de 2014 acaba por rubricar um novo contrato, onde talvez a cláusula de acordo com o agente sobre convencer o jogador a renovar tenha sido especialmente decisiva. O mais questionável são os custos inerentes a essa mesma renovação. Senão vejamos.

O mesmo ficheiro revela que a política do clube em ceder partes dos direitos económicos de jogadores foi cumprida com André Silva, já que o Futebol Clube do Porto apenas detém 90% do passe do jogador. 10% já está nas mãos de Teixeira da Silva (da Pacheco & Teixeira) que beneficiará, nessa percentagem, da mais-valia de uma futura venda. Não se consegue compreender ao certo que entidade é a Pacheco & Teixeira. Noticiou-se, aquando da renovação, que a Promosport teria sido a intermediária do negócio. No entanto, esta não representa o jogador, já que André Silva parece não ter qualquer representante. Assim, não pode ser posta de parte a possibilidade da Promosport ter representado o Futebol Clube do Porto nas negociações. Sim, porque o Futebol Clube do Porto, como instituição fundada em 1983, e com SAD criada em 1997, necessita destes intermediários para chegar a um acordo e convencer um jogador que, aparentemente, nem sequer tem empresário, a renovar contrato. Ao contrário da Promosport, sabe-se pouco sobre a Pacheco & Teixeira. Aliás, a própria entidade faz questão de divulgar pouca informação.


No portfólio da Promosport existem 3 jogadores do Futebol Clube do Porto, bem como algumas caras conhecidas.

É, por isso, mais uma prova da alienação de pedaços de activos do clube cedidos a tudo e todos que negoceiam e aproveitam-se do clube para enriquecer. Neste caso, André Silva tem uma cláusula de rescisão de 25.000.000,00€. Acordando uma transferência por esse valor, a Pacheco & Teixeira teria direito a receber 2.500.000,00€. Valor potencial que, por isso, poderá ir para mãos alheias e não ficará nos cofres do Futebol Clube do Porto.


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quarta-feira, 16 de março de 2016

Ténues sinais de vida

O Futebol Clube do Porto pretende renovar com Iker Casillas
A assembleia-geral do Futebol Clube do Porto foi pródiga em pedidos, e até exigências ao clube, e particularmente à SAD, onde o clube é accionista maioritário.

Um dos temas abordados pelos sócios com maior vigor foi o da comunicação. Com os sócios e com os restantes intervenientes do Futebol. A comunicação com os sócios é, de facto, deplorável. Aliás, a última assembleia-geral foi prova disso mesmo. Nessa matéria, o Futebol Clube do Porto terá ainda muito para evoluir e, após a eleição, terá forçosamente que reforçar esse departamento.

Já para fora do clube, principalmente na retaliação a quem quer fazer mal ao Futebol Clube do Porto ou aos seus representantes, a assembleia-geral parece ter dado alguns resultados, contra aquilo que previa. Senão vejamos.

No dia seguinte à assembleia-geral, além de notícias falsas acerca do que se passou no Auditório 3, o Sindicato dos Jogadores emitiu um comunicado condenando uma suposta agressão a um operador de câmara da Sport TV à saída do Estádio do Dragão. Rapidamente o Futebol Clube do Porto, e bem, respondeu:

"O Sindicato dos Jornalistas emitiu ontem um comunicado por causa de uma alegada agressão a um repórter de imagem no exterior do Estádio do Dragão. O FC Porto estranha que o Sindicato dos Jornalistas se substitua a qualquer investigação das autoridades e identifique os autores do incidente como adeptos do nosso clube. Com que factos se suporta o Sindicato dos Jornalistas para assegurar que se tratam de adeptos do FC Porto? Já não seria a primeira vez que incidentes nas imediações do nosso estádio foram protagonizados por adeptos de outros clubes, como aconteceu, por exemplo, antes de um FC Porto-Sporting em que um numeroso grupo de adeptos, que se veio posteriormente a averiguar serem do Sporting, protagonizou vários episódios de violência.

O FC Porto condena todos os géneros de violência e este caso deve ser tratado na esfera das autoridades policiais, as únicas com competência para averiguar o que realmente aconteceu.

Pior é o Sindicato dos Jornalistas cometer o erro primário de relatar factos que não viu, não confirmou e, ainda pior, sem ouvir uma das partes visadas – são regras elementares do jornalismo. Não é verdade que o presidente Jorge Nuno Pinto da Costa, ou qualquer outro dirigente, tenha tecido “duras críticas à imprensa”, como refere o comunicado do Sindicato dos Jornalistas. Mas mesmo que o tivesse feito, o que nunca aconteceu, o direito à crítica, mais ou menos dura, é uma base da democracia e era só o que mais nos faltava do que um sindicato dos jornalistas a defender um qualquer género de censura. Um destes dias ainda sai um comunicado a condenar o S. Pedro pelo mau tempo quando os jornalistas fazem a cobertura de tempestades"

Tenho de elogiar a resposta e a sua rapidez. Detalhada, factual e assertiva. No entanto, devo insistir estive presente na assembleia-geral e saí pelo mesmo local que todos os outros sócios. Não vi qualquer tipo de desacato ou agressão a quem quer que seja. No entanto, as agressões ao Futebol Clube do Porto vindo da comunicação social não se fica por aqui nem pelo território nacional.

Já hoje foi o “El Confidential” fez uma afirmação que honestamente não esperava. Jorge Nuno Pinto da Costa janta com pessoas já falecidas. Segundo este jornal, que caiu no ridículo com estas afirmações, Jorge Nuno Pinto da Costa está insatisfeito com a prestação de Casillas, apelidando-o de um “absoluto fiasco”, palavras que disse num jantar em casa de José Manuel de Mello. Nem sei o que hei de retirar daqui, com franqueza. Primeiro, o desrespeito à família de José Manuel de Mello, que faleceu em 2009. Segundo, o desrespeito a Jorge Nuno Pinto da Costa, que almoça com pessoas que já faleceram. Recorde-se que a televisão de um certo clube desejou a morte ao Presidente do Futebol Clube do Porto. Terceiro, o atropelo de toda a ética e deontologia associada à profissão de jornalista.

Recorte da notícia original, via "O Tribunal do Dragão"

De toda a forma, o Futebol Clube do Porto foi célere a responder, através do Porto Canal e de fcporto.pt.

“Eu e o senhor Antero Henrique, agora administrador da SAD, já conversámos e chegámos a acordo com o empresário que representa o jogador para, além do próximo ano, prorrogarmos o contrato por mais um ano. A bola está agora do lado dele, o acordo está feito, já lhes dissemos que assinaremos quando quiserem”

Antero Henrique levou um upgrade não só na SAD, mas também no tratamento. Mas, mais importante, Jorge Nuno Pinto da Costa anuncia, em primeira mão, a renovação de Iker Casillas para mais um ano de contrato. Confesso que não seria necessário relevar esta notícia já. No entanto, perante as acusações do El Confidential, este acordo é mais do que oportuno. Veremos se realmente se confirma. O Presidente do Futebol Clube do Porto aproveita a oportunidade e toca na ferida:

“Se querem pôr este ou aquele, deixem o Casillas em paz, porque se na baliza da seleção espanhola estiver o melhor, de certeza que vai ser ele. Se calhar não é cómodo para muita gente em Espanha, para muitos responsáveis pela sua saída do Real Madrid, que o Casillas possa ser o capitão e o titular da baliza da seleção de Espanha e, quiçá, levantar mais uma vez um troféu internacional”

Um aviso aos senhores espanhóis. Não arrastem o Futebol Clube do Porto para a discussão sobre Iker Casillas e a sua convocatória para competir pela selecção espanhol no próximo Europeu. Essa discussão é vossa.

É um Futebol Clube do Porto atento, rápido, crítico e agressivo perante quem nos tentou agredir durante esta semana. Mesmo assim, isto verifica-se apenas na comunicação face a afirmações de jornalistas. Esperemos pela reacção face a outros temas, como a sempre problemática arbitragem.

Atento. Esperançado. Crente. Portista.

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