quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

O pior (e o melhor) de Janeiro


Janeiro foi um mês de muitos tumultos e diversas mudanças
Janeiro de 2016 é, segundo as estatísticas, o pior primeiro mês do ano da história do Futebol Clube do Porto e um dos piores da história do seu clube. A importante vitória do passado sábado frente ao Estoril não apaga este histórico negativo. A constante competição e as mudanças no comando técnico (foram 3 em Janeiro) deram este resultado.

Com zero pontos na taça da liga, foi a pior participação nesta competição. Se é verdade que o Futebol Clube do Porto nunca deu a mesma importância à taça da liga que a outras competições, foi o primeiro “grande” a não conseguir somar qualquer ponto na fase de grupos. Julen Lopetegui já tinha começado, logo após o Natal, o desastre nesta competição, em casa, frente ao Marítimo. As viagens a Sta. Maria da Feira, comandada por Rui Barros, e a Famalicão, já com José Peseiro, não tiveram melhores resultados.

Apesar disto, os maus resultados não se resumem apenas à Taça da Liga. 4 vitórias, 1 empate e 4 derrotas em todas as competições. Temos de recuar aos anos 70 para registar tantas derrotas. Recorde-se que o Futebol Clube do Porto era líder isolado do campeonato à entrada para o novo ano. Somos agora terceiros, à distância de cinco pontos. Rapidamente se viu que seria sol de pouca dura. A derrota inegável frente ao Sporting resultou na queda para o segundo posto. O empate caseiro frente ao Rio Ave fez com que Julen Lopetegui fosse afastado do comando técnico do Futebol Clube do Porto. A derrota em Guimarães precipitou a contratação de José Peseiro que, segundo o mesmo e Jorge Nuno Pinto da Costa, a sua chegada estava a ser preparada logo após o empate caseiro.

Em particular, fora de casa, foi um mês para esquecer. Em Guimarães, Famalicão e Sta. Maria da Feira foram 3 derrotas consecutivas e zero golos marcados.

A janela de transferências não trouxe as novidades que seriam pretendidas. Às dificuldades que o Futebol Clube do Porto sentiu em praticamente todos os sectores do terreno, saíram ainda Ally Cissokho, Cristian Tello e Dani Osvaldo. À última da hora, foi possível também transferir Gianelli Imbula para o Stoke. O custo foi de 20 milhões de €uros em Junho e a venda terá sido no valor de 24 milhões de €uros, sendo que, no caso do registo de uma mais-valia, o Futebol Clube do Porto terá direito a 15% desse valor. Um abraço, Imbula. Que possas justificar a tua transferência no Stoke. A gente continua à espera da mais-valia. Mas sem grandes esperanças.

Para os seus lugares chegaram Suk e Moussa Marega. José Sá também reforça o leque de opções para a baliza, que viu durante este mês um dos menos positivos, com Casillas e Helton a deixarem muito a desejar. Muitas necessidades ficaram por cobrir. O central de qualidade ficou por contratar. O “número 10” ainda está por chegar. Esperemos que Suk possa finalizar uma bola a um metro da linha e de baliza aberta. No global, é um plantel que perdeu na sua qualidade, mas ganhou na sua liderança. É com o que temos que havemos de ganhar!


O jogador já foi. A obrigação continua

Janeiro trouxe também um novo treinador, José Peseiro, que tem contrato por 18 meses. No meio de tanta turbulência, conseguiu fechar da melhor forma o pior dos meses. Vitória rara no terreno do Estoril. Boa exibição, excelente resultado. O sonho do título prossegue. Fechemos de uma vez o tópico "Janeiro de 2016". Que venha Fevereiro. E começamos em Barcelos, com partida a contar para a 1ª mão da meia-final da Taça de Portugal.

Positivista. Esperançado. Crente. Portista.

Promova o debate. Comente e deixe a sua opinião.

Um abraço.

Adeus Janeiro


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