domingo, 21 de fevereiro de 2016

"Impróprio para cardíacos ou pipoqueiros" – Crónica: Futebol Clube do Porto 3x2 Moreirense FC (Liga NOS)

Ficha de jogo completa em www.fcporto.pt

Estrutura “normal” na defesa do Futebol Clube do Porto. Ruben Neves ficou de fora e foi ver a equipa B, que ganhou frente ao Atlético. Não se entra tão distraído como frente ao Arouca, mas a primeira oportunidade é do Moreirense. Boateng foge à marcação mas falha ao alvo. Na jogada seguinte, não perdoa. Chidozie deixa fugir Boateng. Casillas ainda fecha a primeira tentativa, mas a bola é oferecida a Evaldo, que deixa para Iuri Medeiros inaugurar o marcador. 0-1 no marcador e Boateng começa a natural perda de tempo. O Futebol Clube do Porto acorda depois do quarto de hora. Suk vê o cabeceamento negado por Stefanovic. No canto, é Danilo Pereira que falha o alvo. Dois ou três toques e o Moreirense cria perigo… e marca! Fábio Espinho aparece sozinho atrás de Chidozie e, frente a Casillas, não perdoa. 0-2. O Futebol Clube do Porto tenta remar contra a maré. Layún remata à figura, Maxi vê Stefanovic parar com a cara a sua tentativa. No canto, o azar continua. Suk, de cabeça, não consegue reduzir. Pouca segurança e confiança no acto de jogar, mas com mais garra. Ao minuto 4, Corona descobre Maxi, que é carregado em falta dentro da área. Layún assume a responsabilidade, não perdoa e reduz a desvantagem. O intervalo não chega sem tentativas de Suk e André André, mas com resposta de Stefanovic. Chega o intervalo. Muitos erros do Futebol Clube do Porto, tanto atrás como na frente. Ambos os guarda-redes evitaram vários golos.

 
Para a segunda parte, Corona fica no balneário e entra Evandro. André André encosta ao flanco direito. É o Moreirense que entra melhor, novamente. Casillas muito bem em duas situações. Na resposta, Suk volta a falhar o alvo. À hora de jogo, Peseiro arrisca mais. Tira Chidozie, e faz entrar Marega. Danilo faz par com Marcano. André André junta-se a Herrera. O Futebol Clube do Porto tenta furar, mas o adversário apresenta-se fechado. Herrera vê o seu remate bloqueado, com Maxi a cabecear ao lado logo a seguir. O sentimento de urgência volta a acordar o Futebol Clube do Porto. Num canto, Layún assiste Suk de canto. A precisão do mexicano assiste o sul-coreano ao primeiro poste para empatar o marcador. O Estádio do Dragão acorda e Layún tenta repetir. Desta vez Suk falha o alvo. Mais um canto do mexicano com perigo na área, mas desta vez só na segunda bola. Layún descobre Herrera, que em cima da linha, dá um toque acrobático que assiste um oportunista Evandro para a reviravolta. Cambalhota do marcador. O Futebol Clube do Porto tenta mais uma vez, com Brahimi a ganhar falta, mas falha a conversão do livre. E encolhe-se, defendendo o resultado até esgotar os três minutos de compensação.

 
(+)

Layún: Um golo, uma assistência. Muitas bolas dadas para criar perigo. Já faltam palavras para o elogio. Novamente o melhor em campo.


Casillas: Sofre dois golos, mas evita muitos mais. Esteve sempre atento. É dos poucos que está em forma, pese embora sofra golos há cinco jogos consecutivos.

Suk: As boas indicações que o sul-coreano deixou na Alemanha confirmaram-se hoje. Excelente exibição, com um golo e mais uma mão cheia de ocasiões.

(-)

Chodizie: Nunca soube onde estava Boateng. E não foi só uma vez. Foi constante, até à sua saída. Nem falo do segundo golo, que teria de ter mais apoio. Mas insistiu no erro de marcação. Está a aprender.
 
Brahimi: É indispensável que passa a música no Estádio do Dragão não se esqueça da música da Liga dos Campeões. A ver se o rapaz acorda e joga Futebol. Até porque a da Liga Europa não funciona.

Raça. Crença. Vontade. União. Portismo.

É um Futebol Clube do Porto bipolar dentro de campo. Normalmente começa mal, desconcentrado e displicente. E, com o sentimento de urgência de virar o resultado, acorda para o jogo e pressiona, cria situações de perigo, e vira resultados. Alterna momentos de confiança e segurança com fases de muita distracção e jogo enfadonho. A consolidação do jogo do Futebol Clube do Porto seria certamente algo que já poderia ter ocorrido caso José Peseiro tivesse mais tempo de treino com o grupo. Insisto na opinião de que este plantel tem qualidade. Tem qualidade suficiente para bater todas as equipas de menor dimensão deste campeonato. Demonstra também a garra e o brio para competir com equipas de maior nível, quando com as suas principais opções. Faltava quem a comandasse. Agora já o tem. E não se queixa daquilo que herdou.

Nota para a paciência de uma boa maioria dos adeptos presentes hoje no Estádio do Dragão. Houve assobios, mas poucos e isolados. Há que seguir e acreditar nos homens escolhidos por José Peseiro.


Está muito difícil para a próxima quinta-feira, mas há que acreditar e procurar o resultado. No entanto, se entrarmos no jogo como habitualmente, o sonho terá curta duração.


Crente. Portista.


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Um abraço.

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