domingo, 28 de fevereiro de 2016

“Depósito na reserva”– Crónica: CF Os Belenenses 1x2 Futebol Clube do Porto (Liga NOS)

Ficha de jogo completa em www.fcporto.pt

Terceira vitória consecutiva do Futebol Clube do Porto na capital, depois de Estoril e Benfica. Todas com José Peseiro.

O Futebol Clube do Porto inicia a partida com uma tentativa, ao contrário do que é habitual, de marcar rápido. Fora de casa, joga de branco (ainda bem que se esqueceram do castanho em casa) e apresenta a estrutura mais próxima do habitual. José Ángel no lugar do castigado Layún, e Suk a ganhar a corrida a Aboubakar. É Brahimi que dá o primeiro aviso logo aos 4 minutos. Deambula da direita para o meio, mas remata por cima, numa altura em que o vento está a favor do Futebol Clube do Porto. A seguir, marca mesmo. José Ángel serve Suk, que amortece para a entrada de Brahimi. O argelino, enquadrado com a baliza, não tem dificuldades e finaliza de primeira. Vantagem Portista no Restelo. Numa primeira parte controlada pelo Futebol Clube do Porto, Tonel responde de forma……… estúpida a um cruzamento de Maxi. Queixa-se dos holofotes do estádio. O que é facto é que o cabeceamento surpreende Ventura e a bola entra na baliza. 0-2 no marcador aos 18 minutos. Mais perigo só com Brahimi perto da meia hora. Em resposta ao remate ao poste de Carlos Martins, Brahimi aparece novamente destacado dentro da área contrário. Desta vez, a sua tentativa encontra oposição. Antes do intervalo, o adversário ainda assusta, mas a defesa Portista mostra-se coesa.

Intervalo na partida. Controlo do jogo com bola do Futebol Clube do Porto. Se Casillas não fez qualquer defesa, a verdade é que estava batido se Carlos Martins, de livre, não tivesse acertado no poste.
 
 Bela jogada do Futebol Clube do Porto. Estava inaugurado o marcador no Restelo.
 
É o Futebol Clube do Porto que entra melhor no segundo tempo. Herrera desmarca Suk, que, com o pé esquerdo, permite a defesa a Ventura. Casillas intervém pela primeira vez para desviar um canto directo de Carlos Martins. Na hora de jogo, o Belenenses reduz. Cruzamento atrasado sem oposição e Juanto Ortuño finaliza para o 1-2. Logo a seguir, Corona cruza bem para Herrera. O capitão do Futebol Clube do Porto chega atrasado e a finalização sai deficiente. José Peseiro responde e troca Corona por Marega. O Futebol Clube do Porto encolhe-se e o adversário cresce e fica com a bola. Com 70 minutos, Casillas tem de parar a tentativa de Miguel Rosa. Depois é Juanto que encontra a oposição do guardião espanhol. José Peseiro (FINALMENTE) reage e faz entrar Evandro para o lugar do esgotado André André. É Herrera que recua para o lado de Danilo Pereira. O jogo parte-se e a bola circula pelo terreno, mas com mais Belenenses. Casillas mostra-se decisivo nesta fase do jogo. Brahimi lesiona-se e é substituído por Varela ao minuto 87. Com muito esforço passam os três minutos de compensação e a vitória é conquistada.


(+)

Brahimi: Foi, sem dúvida, o melhor em campo. Vimos hoje o melhor de Brahimi. Atrevido, interventivo, motivado, finalizador. Pisou sempre zonas interiores e ganhou espaço para sair a jogar. No último terço, apareceu mais do que uma vez para finalizar. Esperemos que a lesão não seja grave.

Herrera: Ao contrário do que é habitual, foi o médio mais adiantado do Futebol Clube do Porto e a equipa beneficiou muito, principalmente na fase defensiva. Enquanto teve pulmão sufocou o adversário e não o deixou sair. Depois, demonstrou mais dificuldades, mas foi o último a desistir.

 

(-) 

Corona: foi um jogo apagado do mexicano, que resultou novamente na sua substituição. O melhor momento foi, curiosamente, antes da sua saída, quando serviu Herrera, mas incapaz de finalizar.
 
Quarteto defensivo: Já faz tempo que o Futebol Clube do Porto faz um jogo sem sofrer golos. Por isso, creio que a menção negativa é mais do que justificável. Aguentamos bem durante o primeiro tempo. Já na segunda parte não foi bem assim. O Futebol Clube do Porto encolheu-se e passou for enormes dificuldades. Foi um quarteto novamente remendado. Desta vez, pontoou-se três. Na próxima poderá não ser assim.

André André: Completamente esgotado. De forma global, a troca com Herrera no centro do terreno favoreceu o jogo do Futebol Clube do Porto no primeiro tempo. A equipa parecia estar mais equilibrada e não deixava o adversário jogar. Na segunda parte, não demonstrou a mesma disponibilidade física novamente, e foi por aí que o adversário cresceu. José Peseiro demorou a reagir mas há que repensar nesta opção em específico sob pena de volta a acontecer.

 
Equipa sempre unida, com o depósito na reserva.

Embora as circunstâncias do jogo, com o golo madrugador e um segundo golo a partir de um erro do adversário, tenham construído rapidamente o marcador do lado do Futebol Clube do Porto, há que dizer que foi uma partida globalmente fraca. Primeira parte muito positiva. Foi um Futebol Clube do Porto seguro, pragmático, pressionante, até mais faltoso que o adversário, não deixando-o sair a jogar. O 0-2 demonstra com fiabilidade o que se passava no campo. Brahimi era a unidade em maior destaque. No segundo tempo, foi exactamente o contrário. É verdade que Suk poderia ter dilatado o resultado logo nos primeiros segundos, mas depois pouco mais se viu. Faltou resistência perante um Belenenses que crescia minuto após minuto e não soubemos lidar com isso. José Peseiro defendeu-se das questões dos jornalistas sobre essa matéria, queixando-se do número de jogos. Compreende-se as adversidades vividas desde que chegou ao Futebol Clube do Porto. Com a eliminação da Liga Europa, haverá certamente mais tempo para preparar de forma mais conveniente as partidas. No entanto, para além de ter de confirmar a viagem ao Jamor, teremos nova deslocação, desta vez a Braga. Com esta condição física, essa deslocação não augura nada de bom.

De qualquer forma, há que seguir em frente e continuar a lutar pelos objectivos que ainda nos restam. Seguimos na luta. Quarta-feira, para a taça, há nova partida, desta vez no Estádio do Dragão.

 

Positivista. Crente. Portista.

 
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Um abraço.

sábado, 27 de fevereiro de 2016

“Máxima responsabilidade”– Antevisão: CF Os Belenenses vs Futebol Clube do Porto (Liga NOS)


Domingo, dia 28, com início às 19h15. Transmissão SportTV. Imagem sukabet.com

Neste domingo, o Futebol Clube do Porto faz nova deslocação à capital para a partida contra o(s) Belenenses. É novamente mais uma partida onde o Futebol Clube do Porto está obrigado a somar três se ainda quer sonhar com o título nacional. Layún, castigado, e Indi, ainda lesionado, são baixas para domingo, sendo que José Peseiro promove o regresso de Chidozie, que não podia jogar nas competições europeias, e Bueno, que recupera para a viagem à capital. Pela falta do mexicano, “Mr Talho Burger” José Ángel (posso confirmar que é apreciador) deverá novamente ser chamado à titularidade, com os regressos dos mais utilizados às escolhas iniciais e que ficaram de fora no último jogo da Liga Europa.
 
Aposto no seguinte onze:

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Se retrocedermos às escolhas feitas por José Peseiro no jogo para a Liga Europa, em casa, frente ao Dortmund, verificamos a falta de ambição colocada no onze escolhido para tentar dar a volta a um resultado negativo de 0-2. Assim, José Peseiro decidiu guardar grande parte dos elementos com maior utilização, com especial atenção para a frente de ataque, onde apenas Aboubakar jogou de início frente à equipa alemã. Mesmo assi, aposto em Suk para o jogo frente ao Belenenses. Também por isso, o jogo no Restelo cresce na sua responsabilidade, já que reservou praticamente todas as fichas para esta partida. Não quis ganhar na quinta-feira, logo está mais pressionado para ganhar hoje, crescendo também as suas possibilidades no jogo de domingo. De salientar a escolha do Presidente do Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol para esta partida: João Capela. Assim, até eu tinha receio, especialmente em Lisboa. Desta vez, o Presidente do Futebol Clube do Porto Jorge Nuno Pinto da Costa reagiu, ainda que com ironia. Não querendo comentar, porque afirma que não é comentador, revelou que esta escolha fazia parte da shortlist que tinha em mente. Embora houve esboço de reacção, sempre fiel ao seu estilo, é verdade que não proferiu qualquer crítica. Esperemos pelo e desenrolar do jogo.

Com ou sem mão do apito, é para ganhar! A partir das 19h15, na SportTV.

 
Nota para a publicação de mais documentos sobre a transferência de Brahimi para o Futebol Clube do Porto. Serão objecto de reflexão assim que possível na rúbrica "Economato".
 
Positivista. Crente. Portista.

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Um abraço.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

“Offside”– Crónica: Futebol Clube do Porto 0x1 Borussia Dortmund (Liga Europa)

Ficha de jogo completa em www.fcporto.pt

Início de jogo com o Futebol Clube do Porto com a posse de bola. Layún volta a assumir a posição de central, desta vez ao lado de Marcano. Danilo Pereira assume a posição de trinco, ao lado de Ruben Neves, com Varela na esquerda, Marega na direita e Evandro no meio, no apoio a Aboubakar. Futebol Clube do Porto menos encolhido do que a semana passada, Dortmund menos atrevido, mas o filme não é muito diferente. Dortmund com mais posse e pressão alta, Futebol Clube do Porto mais na expectativa, com linha de pressão baixa. A primeira oportunidade é visitante, com Mkhitaryan a rematar à figura de Casillas. Aos 22 min ocorre o absolutamente indesejável. Danilo Pereira falha o corte e dá espaço ao adversário e dá espaço a para assistir Marco Reus, que, sem qualquer marcação remata para Casillas fazer uma grande defesa. Na recarga, Aubameyang, em fora-de-jogo, remata à barra, com a bola a bater em Casillas e a entrar na baliza. Tarefa ainda mais complicada para o Futebol Clube do Porto, que não consegue reagir ao resultado. Ganham-se cantos, mas não se cria perigo. A excepção ocorre ao minuto 40. Evandro tem espaço, trabalha bem e entrar na área, mas o remate sai ao lado. A seguir é Varela que responde da melhor forma a um cruzamento de Layún. É oportunidade para Roman Bürki brilhar. Que perigo, e que grande defesa. Intervalo no jogo. Pese embora o esboço de reacção no fim da primeira parte, é o Dortmund que domina a partida, e está na frente com justiça.

 

José Peseiro escolheu não mudar ao intervalo. Ao minuto 54 Marega consegue furar pela direita. Com o passe atrasado para Aboubakar, o camaronês tenta o calcanhar. Burki está atento e encaixa. Peseiro, em modo de gestão de plantel, troca Aboubakar por Suk. O Estádio do Dragão pede penalty logo a seguir, com Suk a cair na área. O árbitro dá canto. Canto não era de certeza, já que Suk foi o último a tocar na bola. Na ressaca do canto, Danilo remata ao lado. Perto da hora de jogo, Nuri Sahin atinge o Português com a sola da bota no peito. O cartão sai amarelo. Pouco depois, Aubameyang introduz a bola na baliza, mas como o auxiliar é outro, já é assinalado o respectivo fora-de-jogo. Ao minuto 65, Varela cede-se o seu lugar a Brahimi. Herrera entra para o lugar de Evandro para os últimos vinte minutos da partida. Depois de um ressalto ganho, Burki sai bem a um remate de Suk. O auxiliar volta a estar atento ao assinalar fora-de-jogo a Kagawa. A bola ainda chega a entrar na baliza, mas já não conta. Casillas volta a ter de responder depois de um remate ressaltar em Layún. Tudo tranquilo para o Dortmund. Joga lento, até porque não tem um Futebol Clube do Porto que lhe resista. Brahimi teve nos pés o empate, já perto do fim, mas acerta no ferro. Que perigo! De uma posição semelhante, Mkhitaryan também acerta no poste. A seguir, em frente a Casillas, Kagawa envia a bola à malha lateral. Com os dois minutos de compensação concluídos, termina a partida. Deco e Nuno Espírito Santo, presentes no Estádio do Dragão, como qualquer outro adepto, não mereciam ver isto.

Danilo Pereira foi novamente o mais combativo do lado Azul e Branco.
 
(+)

Danilo Pereira: Volta a ser a unidade que mais batalhou dentro de campo.

Suk: Entrou bem, lutou e sempre demonstrou vontade de mostrar serviço. Merece mais oportunidades, até como titular.

 
(-)

José Ángel: Fraquinho, fraquinho, fraquinho… Nada de novo, mas custa ver. Para suplente deste tipo, seria mais interessante apostar em alguém da formação, e não emprestá-los.

Ruben Neves: Novamente uma exibição apagada do menino. Difícil articulação com os laterais para criar jogo. Pouca capacidade de pressão defensiva. O jogo era de alta exigência, mas é também assim que vemos a qualidade dos jogadores. Ruben Neves voltou a encolher-se e a não aparecer.
 
Maxi: Ora por lesão, ora por simplesmente não poder, demonstrou uma condição física deplorável que se veio a reflectir num rendimento reduzido durante toda a partida, e, em particular, no quarto de hora final. Preocupa-me a sua condição para domingo.
 
Há que render-se às evidências. O Dortmund é melhor equipa, tem melhores jogadores, é mais consistente e por isso merece seguir em frente. Em consciência, há que dizer que José Peseiro não quis tentar ganhar qualquer dos jogos, nem a eliminatória. Se, na primeira mão, a falta de opções defensivas exigiu que a ambição fosse pouca, esta não pode nunca ser tão reduzida. Por outro lado, deixando tudo para o segundo jogo, não só o resultado já era demasiado desnivelado, como as opções de José Peseiro não indicaram qualquer esperança na recuperação da desvantagem, dando prioridade aos jogos do campeonato. Após a partida, a menção ao resultado da primeira mão foi repetida. Ora, se não se quer fazer mais do que apenas sofrer poucos, não é possível desejar ser possível ganhar a eliminatória perante uma equipa da qualidade do Dortmund. Foi só e apenas gerir a capacidade física e mental dos jogadores, sem qualquer intenção de querer discutir a eliminatória. Por isso, o repetido elogio de José Peseiro à prestação dos jogadores, e até à presença do público. Pensamento curto da tomada de decisão para esta competição, que resulta na eliminação. O apito não ajudou, mas também não precisava de ajudar, apenas de apitar. Fora-de-jogo no único golo da partida e vermelho por mostrar a Nuri Sahin. É discutível um possível penalty por assinalar sobre Suk. Na “flash interview”, Danilo Pereira sublinhou que devíamos ter arriscado mais, principalmente na primeira parte do jogo. Espero apenas que esta acertada análise não seja sinal de qualquer mau estar no balneário nem que isto traga qualquer consequência negativa para o jogador.
 

Estamos fora da UEFA. Ainda temos duas competições para tentar vencer. Haverá mais tempo para, durante a semana, José Peseiro passar a mensagem ao plantel de que ainda é possível conquistar a Taça de Portugal e lutar até ao fim do campeonato. Mais do que nos jogadores, acredito que a chave estará na capacidade da equipa técnica gerir as emoções dos jogadores que, após o jogo frente ao Gil Vicente na próxima quarta-feira, jogaremos apenas ao fim-de-semana. Domingo é em casa do Belenenses.


Nota para o anuncio do dia sobre o Futebol com Vítor Pereira, actual presidente do Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol, a comunicar que não será novamente candidato e, por isso, não integrará a lista de Fernando Gomes nas eleições marcadas para 4 de Junho. É, provavelmente, a melhor notícia que a arbitragem poderia ter obtido. Mesmo não apreciando falar do apito, abro uma excepção para este tema. Já era tempo de este senhor se retirar. Aliás, a decisão de apontar João Capela como o árbitro para domingo é apenas a mais recente decisão deste responsável que demonstra uma de duas coisas: ou a sua demência, ou o seu clubismo. A partir de 4 de Junho, será alguém diferente, ainda por ser eleito. Até lá, prevejo que a sua criatividade estará no auge. O Futebol Clube do Porto terá de se mostrar mais forte do que qualquer colo alheio ou chupeta para chorão.

 
Crente. Portista.

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Um abraço.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

"Eu acredito" – Antevisão: Futebol Clube do Porto vs Borussia Dortmund (Liga Europa)


Quinta-feira, dia 25 de Fevereiro, às 20h05, na SIC


11 contra 11, e no final perdem os alemães. Eu acredito. E tu?

 
Ruben Neves regressa aos convocados depois do jogo frente ao Moreirense, onde cumpriu castigo, sendo a única novidade na chamada de José Peseiro para a partida de quinta-feira. Chidozie, por não estar inscrito nas competições europeias, cede-lhe o seu lugar. Jogo muito complicado pela frente, onde novamente o Futebol Clube do Porto e, em particular, a sua defesa, terão novo teste. Martins Indi não recuperou a tempo e não faz parte das opções de José Peseiro, que, desta vez, não chamou Diogo Verdasca.


Aposto no seguinte onze:

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É, claro, um jogo de enorme dificuldade frente a um adversário de enorme valia, moralizado face aos recentes resultados e com uma clara vantagem construída na primeira-mão, há cerca de uma semana. Nesta equipa treinada por José Peseiro não são raros os momentos de recuperação e superação perante um resultado adverso. Mas essa necessidade advém, em primeira instância, de erros e distracções pouco usuais em profissionais de grande calibre e bem remunerados. São dois os golos de desvantagem para recuperar, sendo que, em ultima análise, caso esses erros e distracções ocorram novamente, o Futebol Clube do Porto deitará tudo a perder no início do jogo. Creio que José Peseiro deveria apostar em poucas mudanças. Se seria interessante premiar boas exibições como a de Suk, dando nova oportunidade ao sul-coreano para mostrar o seu valor, creio que Aboubakar irá regressar à titularidade. A condição física de André André tem tido meticulosa gestão por parte dos três Treinadores que assumiram a função durante esta época. Este jogo será outro em que, provavelmente, André André será preterido para fazer entrar Sérgio Oliveira no onze, pese embora a sua exibição menos conseguida no jogo da primeira mão. Por outro lado, o recuo de Danilo Pereira para o centro da defesa fará com que Ruben Neves seja chamado directamente para o onze, que vê também o regresso de Maxi Pereira, devolvendo Layún ao flanco esquerdo. Assim, dispensa-se a utilização do “duplo lateral” na direita, promovendo o regresso de Corona ao onze em jogos a contar para as competições da UEFA.

Um trabalho do Luís Adrego, da Adrego Design. Visitem a sua página no Facebook

O teste é duro e, ao contrário de jogos anteriores, não existe qualquer margem de erro. Um golo do adversário, especialmente se madrugador, deitará tudo a perder. Como adeptos fervorosos e ferrenhos, temos de acreditar nos jogadores que representam o Nosso Grande Clube e na sua capacidade em virar esta eliminatória. Como qualquer “portuga” típico, e também por força das limitações nas escolhas para o jogo na Alemanha, deixámos tudo para a última. Resta apenas saber se ainda vamos a tempo. É possivel!! Para cima deles PORTO! Quinta-feira, a partir das 20h05, na SIC.
 
Blog SUPER Porto.

Crente. Portista.

 
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Um abraço

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

O Economato: Otávio



Otávio Edmilson da Silva Monteiro, 21 anos, médio-atacante brasileiro, contratado ao Internacional no primeiro dia de Setembro de 2014, mesmo em cima do fim do mercado de transferências. Assinou na altura um contrato válido por cinco temporadas, e com uma cláusula de rescisão de 50 milhões de €uros. Ainda não se estreou pela equipa principal, mas jogou pela equipa B, antes de ser emprestado, em Janeiro de 2015, ao Vitória de Guimarães, onde estará, pelo menos, até ao fim da temporada 2015/16.


Dia 21 foi ocasião para, uma vez mais através da habitual fonte, certos documentos surgirem em público que deveriam ficar guardados em arquivos fechados e servidores protegidos, e que merecem reflexão. Rapidamente vários meios de comunicação social Portugueses também acederam a esses documentos, reiterando que o Futebol Clube do Porto tinha contratado “gratuitamente” Otávio. Até no Brasil essa conclusão, a meu ver precipitada, já é notícia.
Nunca foi aposta de Lopetegui, mas jogou pela equipa B antes de rumar a Guimarães

Não tendo o puzzle completo, analisemos, desta vez em Português, o que está escrito no contrato assinado entre o Internacional, o Futebol Clube do Porto e Otávio, com data de 1 de Setembro de 2014, e de seu nome


“INSTRUMENTO PARTICULAR DE CESSÃO DEFINITIVA DE DIREITOS FEDERATIVOS”


Este título deveria ser a primeira pista de que as conclusões de vários meios de comunicação social (ou apenas um, e o resto nem se dignou em verificar e fez copiar e colar) são, no mínimo, dúbias. Prossigamos com os detalhes mais importantes do texto.


“Considerando que:

(…)

c) os direitos económicos do ATLETA são detidos pelas seguintes entidades:

i. Coimbra Esporte Clube Ltda – 65%

ii. G.E: Assessoria Esportiva Ltda. – 20%

iii. Otávio Bezerra Monteiro Junior – 15%

d) Em caso de futura transferência do ATLETA, do CESSIONÁRIO para um terceiro clube, o CESSIONÁRIO obriga-se a distribuir as respectivas receitas às entidades descrita no supra considerando c).”


Para que fique claro, o cessionário é o Futebol Clube do Porto, o cedente o Internacional, e o atleta o Otávio. Repare-se na clara diferença entre aquilo que são os direitos federativos, que correspondem ao direito de inscrever o jogador por um determinado clube numa determinada competição, e os direitos económicos, que como qualquer jogador no Futebol moderno, estão espalhados por diversas entidades. É então necessária uma breve apresentação do Coimbra Esporte Clube. É um clube da segunda divisão do campeonato mineiro, detido pelo Banco BMG, e que, sem nunca terem jogado pelo clube, já deteve participações em passes de mais 100 jogadores, como Marquinhos, Oscar ou até Bernard, que esteve perto de assinar pelo Futebol Clube do Porto. Ou seja, trata-se apenas de uma entidade que o Banco BMG usa para negociar futebolistas. Não é caso único no Brasil, mas é o mais escandaloso. Dificilmente qualquer órgão oficial do Futebol irá por mão neste tipo de entidades, normalmente pequenas e de difícil identificação de qualquer estrutura.


Logo, o ponto 1.2. da cláusula primeira, perde grande parte do seu peso. Vejamos:


“O CEDENTE, como legítimo titular dos direitos federativos (vínculo esportivo) do ATLETA, com a anuência deste, neste ato e na melhor forma de direto, cede ao CESSIONÁRIO, de forma definitiva e gratuita, a totalidade destes direitos, observando o disposto na cláusula segunda infra, referente a ajuste da transferência do ATLETA”


Se, de facto, o direito de inscrição do jogador estava do lado do Internacional, naquele momento, este clube já não tinha qualquer direito económico sobre o jogador. Provavelmente porque já os tinha cedido. Se é verdade que o Futebol Clube do Porto não teve de pagar nada ao Internacional, isto não significa que não tenha pago para que o jogador ingressasse no clube. O Relatório e Contas referente ao 1º trimestre da época 2014/15 é esclarecedor. Na explicação da rúbrica “Aquisições” pode-se ler que o Futebol Clube do Porto adquiriu 33% do passe de Otávio por 2,5 Milhões de €uros ao Coimbra Esporte Clube Ltda. No Relatório e Contas Consolidado da época, o Futebol Clube do Porto revela que pagou mais 400 mil €uros em encargos adicionais com o jogador, mas que ainda não tinha pago nenhuma parte do passe. Até ao primeiro trimestre da presente época, o Futebol Clube do Porto declarava continuar a deter 33% do passe de Otávio.

Em conclusão, é, a meu ver, MENTIRA que Otávio chegou ao Futebol Clube do Porto de forma gratuita. Além das sempre caras despesas de representação, o Futebol Clube do Porto ainda tem no seu passivo “corrente” uma dívida para pagar pela sua aquisição. Para os meios de comunicação social da capital, foi apenas mais um dia no trabalho constante na tentativa de incomodar o Futebol Clube do Porto. Para os que se clamam imparciais e verdadeiros, um pouco mais de atenção, por favor.

 As qualidades técnicas de Otávio despertaram a atenção do Futebol Clube do Porto

Do ponto de vista desportivo, está, neste momento, a fazer uma excelente temporada em Guimarães, demonstrando a sua qualidade e aclamando por uma integração no plantel principal do Futebol Clube do Porto na próxima temporada. É, neste aspecto, um empréstimo que prova ser uma boa aposta para o jogador e, por conseguinte, para o clube. Deseja-se que o Treinador do Futebol Clube do Porto dê uma oportunidade a Otávio para mostrar o que vale, agora de Azul e Branco.  


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Um abraço.

Errata: No R&C do 1º semestre da época 15/16, está escrito que o Futebol Clube do Porto tem uma participação de 32,5% nos direitos económicos de Otávio. Para onde foi este 0,5%, ainda está por explicar.

domingo, 21 de fevereiro de 2016

"Impróprio para cardíacos ou pipoqueiros" – Crónica: Futebol Clube do Porto 3x2 Moreirense FC (Liga NOS)

Ficha de jogo completa em www.fcporto.pt

Estrutura “normal” na defesa do Futebol Clube do Porto. Ruben Neves ficou de fora e foi ver a equipa B, que ganhou frente ao Atlético. Não se entra tão distraído como frente ao Arouca, mas a primeira oportunidade é do Moreirense. Boateng foge à marcação mas falha ao alvo. Na jogada seguinte, não perdoa. Chidozie deixa fugir Boateng. Casillas ainda fecha a primeira tentativa, mas a bola é oferecida a Evaldo, que deixa para Iuri Medeiros inaugurar o marcador. 0-1 no marcador e Boateng começa a natural perda de tempo. O Futebol Clube do Porto acorda depois do quarto de hora. Suk vê o cabeceamento negado por Stefanovic. No canto, é Danilo Pereira que falha o alvo. Dois ou três toques e o Moreirense cria perigo… e marca! Fábio Espinho aparece sozinho atrás de Chidozie e, frente a Casillas, não perdoa. 0-2. O Futebol Clube do Porto tenta remar contra a maré. Layún remata à figura, Maxi vê Stefanovic parar com a cara a sua tentativa. No canto, o azar continua. Suk, de cabeça, não consegue reduzir. Pouca segurança e confiança no acto de jogar, mas com mais garra. Ao minuto 4, Corona descobre Maxi, que é carregado em falta dentro da área. Layún assume a responsabilidade, não perdoa e reduz a desvantagem. O intervalo não chega sem tentativas de Suk e André André, mas com resposta de Stefanovic. Chega o intervalo. Muitos erros do Futebol Clube do Porto, tanto atrás como na frente. Ambos os guarda-redes evitaram vários golos.

 
Para a segunda parte, Corona fica no balneário e entra Evandro. André André encosta ao flanco direito. É o Moreirense que entra melhor, novamente. Casillas muito bem em duas situações. Na resposta, Suk volta a falhar o alvo. À hora de jogo, Peseiro arrisca mais. Tira Chidozie, e faz entrar Marega. Danilo faz par com Marcano. André André junta-se a Herrera. O Futebol Clube do Porto tenta furar, mas o adversário apresenta-se fechado. Herrera vê o seu remate bloqueado, com Maxi a cabecear ao lado logo a seguir. O sentimento de urgência volta a acordar o Futebol Clube do Porto. Num canto, Layún assiste Suk de canto. A precisão do mexicano assiste o sul-coreano ao primeiro poste para empatar o marcador. O Estádio do Dragão acorda e Layún tenta repetir. Desta vez Suk falha o alvo. Mais um canto do mexicano com perigo na área, mas desta vez só na segunda bola. Layún descobre Herrera, que em cima da linha, dá um toque acrobático que assiste um oportunista Evandro para a reviravolta. Cambalhota do marcador. O Futebol Clube do Porto tenta mais uma vez, com Brahimi a ganhar falta, mas falha a conversão do livre. E encolhe-se, defendendo o resultado até esgotar os três minutos de compensação.

 
(+)

Layún: Um golo, uma assistência. Muitas bolas dadas para criar perigo. Já faltam palavras para o elogio. Novamente o melhor em campo.


Casillas: Sofre dois golos, mas evita muitos mais. Esteve sempre atento. É dos poucos que está em forma, pese embora sofra golos há cinco jogos consecutivos.

Suk: As boas indicações que o sul-coreano deixou na Alemanha confirmaram-se hoje. Excelente exibição, com um golo e mais uma mão cheia de ocasiões.

(-)

Chodizie: Nunca soube onde estava Boateng. E não foi só uma vez. Foi constante, até à sua saída. Nem falo do segundo golo, que teria de ter mais apoio. Mas insistiu no erro de marcação. Está a aprender.
 
Brahimi: É indispensável que passa a música no Estádio do Dragão não se esqueça da música da Liga dos Campeões. A ver se o rapaz acorda e joga Futebol. Até porque a da Liga Europa não funciona.

Raça. Crença. Vontade. União. Portismo.

É um Futebol Clube do Porto bipolar dentro de campo. Normalmente começa mal, desconcentrado e displicente. E, com o sentimento de urgência de virar o resultado, acorda para o jogo e pressiona, cria situações de perigo, e vira resultados. Alterna momentos de confiança e segurança com fases de muita distracção e jogo enfadonho. A consolidação do jogo do Futebol Clube do Porto seria certamente algo que já poderia ter ocorrido caso José Peseiro tivesse mais tempo de treino com o grupo. Insisto na opinião de que este plantel tem qualidade. Tem qualidade suficiente para bater todas as equipas de menor dimensão deste campeonato. Demonstra também a garra e o brio para competir com equipas de maior nível, quando com as suas principais opções. Faltava quem a comandasse. Agora já o tem. E não se queixa daquilo que herdou.

Nota para a paciência de uma boa maioria dos adeptos presentes hoje no Estádio do Dragão. Houve assobios, mas poucos e isolados. Há que seguir e acreditar nos homens escolhidos por José Peseiro.


Está muito difícil para a próxima quinta-feira, mas há que acreditar e procurar o resultado. No entanto, se entrarmos no jogo como habitualmente, o sonho terá curta duração.


Crente. Portista.


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Um abraço.

sábado, 20 de fevereiro de 2016

"Prioridade" – Antevisão: Futebol Clube do Porto vs Moreirense FC (Liga NOS)


 
Amanhã entra em campo o Futebol Clube do Porto em mais um jogo a contar para o campeonato nacional. A partir das 18h15, no Estádio do Dragão, o Futebol Clube do Porto recebe o Moreirense. Perante as opções de José Peseiro feitas na passada quinta-feira, frente ao Dortmund, creio que é possível afirmar que a prioridade para o Treinador do Futebol Clube do Porto é a luta pelo campeonato, pese embora a desvantagem de seis pontos para o actual líder. Martins Indi é dúvida para José Peseiro, a acrescentar aos problemas defensivos que o Futebol Clube do Porto já padece.
 
Aposto no seguinte onze:

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No treino improvisado de sexta-feira, depois da avaria no avião que atrasou o regresso da Alemanha, Marcano apresentou-se e, por isso, parece ser novamente opção para José Peseiro. A ele se deve juntar Chidozie, já que Martins Indi poderá não recuperar a tempo de defrontar o Moreirense no Domingo. Creio que o jovem nigeriano merece nova oportunidade frente ao Moreirense, depois de uma exibição muito positiva na Luz. Quer nas laterais, quer mais à frente, não é possível fazer poupanças. Além das alterações forçadas frente ao Dortmund, José Peseiro decidiu poupar jogadores para esta partida, sublinhando a responsabilidade que o jogo de domingo traz. Não é possível perder mais pontos e pensar que o título ainda é alcançável. Por isso, há que apresentar a melhor equipa em busca pelos três pontos. André André e Corona devem ser regressos, bem como Danilo e Maxi Pereira, que ficaram em Portugal devido a castigo. Assim, José Peseiro conta com elementos menos fatigados para tentar somar três pontos em frente ao seu público, tentando fazer esquecer a derrota de há cerca de duas semanas, frente ao Arouca.
 
 
Nota para as declarações de Maicon, que foi apresentado na sexta-feira no centro de estágio do São Paulo, clube onde está emprestado pelo Futebol Clube do Porto até ao fim do mês de Junho. Transcrevo aqui as suas declarações:
 
“Quando as derrotas acontecem, falam coisas que não são verdadeiras. A imprensa fala o que quer. Vocês não ouviram nenhum médico ou dirigente do FC Porto para saber se realmente houve algum problema.”
 
E continua:
 
“A minha relação com o FC Porto é boa. Sempre fui respeitado lá e ainda sou. Foram sete anos de glórias e títulos no FC Porto. Recebi este convite, algo que não esperava, e era o momento ideal para dar o salto para um grande clube como o São Paulo.”
 
Não só ignora completamente a questão da suposta lesão, como apelida a sua ida para o São Paulo como um passo em frente na carreira. Um abraço, Maicon. Que possas conquistar o respeito dos adeptos no teu novo clube. Espero que não voltes a vestir a camisola do Futebol Clube do Porto e que rapidamente seja encontrada uma solução para a cedência, em definitivo, do teu passe. Ou ao São Paulo, ou a outro clube qualquer. O respeito de que falas ficou ferido de morte frente ao Arouca quando decidiste abandonar o relvado e sucumbiu agora que decidiste falar. Para mim, este assunto está encerrado.
 
Lesão, ou não, para o Futebol Clube do Porto não podes voltar.
 
Vitor Baía não perdeu tempo em reagir a estas declarações, lançando críticas à gestão da SAD. Dessas críticas, destaco a seguinte frase:
 
“O clube não se pode transformar no entreposto que vemos neste momento. Não me agrada ver o FC Porto com jogadores de passagem e com outros objetivos”.
 
Não agrada a ninguém, mas o Futebol de hoje é mesmo assim. Creio que seria possível uma gestão mais cuidada e a manutenção, por mais tempo, de certos jogadores, bem como a formação de um núcleo duro de jogadores dentro do clube. Creio que, a essa estratégia, a escolha de um Treinador capaz de se manter no clube durante longos períodos ajudaria na consolidação de um grupo com qualidade e “ADN” Azul e Branco. No entanto, o modelo de negócio implementado no Futebol Clube do Porto é praticamente o oposto. A compra e venda de jogadores é constante, com muitas renovações de contrato pelo meio, tudo no sentido de gerar maior rendimento para certos “abutres” milionários que rodeiam o clube com o único objectivo de enriquecer. Até que os responsáveis máximos do Futebol Clube do Porto sejam substituídos, continuaremos assim. A 17 de Abril temos a oportunidade de renovar com o modelo actual, ou quebrá-lo, introduzindo uma nova visão para o Futebol Clube do Porto. Sabemos que Vitor Baía não será candidato.
 
Positivista. Crente. Portista.
 
Promova o debate. Comente e deixe a sua opinião.
 
Um abraço.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

"Por um fio" – Crónica: Borussia Dortmund 2x0 Futebol Clube do Porto (Liga Europa)


Ficha de jogo completa em www.fcporto.pt
José Peseiro introduziu várias alterações na equipa. Layún fez par com Indi, entrando José Ángel para o seu lugar. Silvestre Varela foi o lateral direito, com Ruben Neves e Sérgio Oliveira à frente dos defesas. Herrera foi elemento do meio-campo mais adiantado, no apoio a Brahimi, Marega e Aboubakar.

Foram os alemães que procuram assumir o jogo. Se, na primeira bola de perigo, Indi e Ángel antecipam-se a Aubameyang, ao minuto 6, o Dortmund não perdoa. Canto marcado à maneira curta, a defesa Portista não sobe e deixa em jogo Piszcek. Casillas ainda para a primeira bola, mas Piszcek recolhe facilmente a sobra e remata para dentro. Sem pressão da defesa Portista, o adversário não perdoa. Entrada praticamente a perder, tal como em jogos anteriores. O Futebol Clube do Porto tenta assumir a posse, mas o jogo divide-se e a dúvida dos menos utilizados nota-se. Linha de pressão mais baixa, com Sérgio Oliveira a demonstrar dificuldades em sair a jogar. Já a preocupação máxima de Marega é apoiar Varela face a Reus e Schmelzer. Com 25 minutos, o Futebol Clube do Porto não consegue chegar com perigo ao último terço do terreno. O adversário não tem pressa, mas rapidamente consegue recuperar a posse. Já perto do minuto 30, o quase extremo Schmelzer dá a ideia que faz golo, mas a bola vai à malha lateral. O primeiro remate do Futebol Clube do Porto surge por Sérgio Oliveira de meia distância. Burki encaixa fácil. O Dortmund vai tentando pela esquerda, mas a defesa do Futebol Clube do Porto corta como pode. Sem tempo extra, à hora marcada o árbitro apita para intervalo. Partida muito pobre do Futebol Clube do Porto, com uma postura muito defensiva e sufocado pelo adversário quando quer sair com bola. Nem no passe longo é capaz de criar perigo. Casillas pouco incomodado, mas, na sua estreia na competição, demorou pouco a sofrer o primeiro golo.
 
Sem alterações, a segunda parte começa praticamente como a primeira acabou. Dortmund com muita bola, mas sem pressa. Futebol Clube do Porto com muitas perdas de bola e dificuldades em se impor. O Dortmund faz o seu jogo. Se, após cruzamento tenso, Varela não é impetuoso e atrasa bem para Casillas, o remate de Kagawa é prensado para fácil recolha do espanhol. Na jogada seguinte, Varela escapou ao cartão que nos deixaria em inferioridade numérica em campo. Peseiro reage à hora de jogo e Brahimi cede o lugar  a André André. Escrevo sobre o Dortmund, porque o Futebol Clube do Porto não joga nada. Jogada dos “mágicos” do Dortmund, com Kagawa a não finalizar da melhor forma. Uma recuperação com saída rápida do Futebol Clube do Porto é interrompida tardiamente pelo árbitro. A acção cria protestos do banco do Futebol Clube do Porto e Rui Barros e (creio) Alexandre Santos foram obrigados a retornar ao balneário. Schmelzer tentar novamente a finalização, com Casillas a fechar. O minuto 71 dá o segundo do jogo para o Dortmund. Bela jogada de Futebol, com Kagawa a abrir Mkhitaryan na direita, que deixa para Reus. O remate ainda bate em Indi, e engana Casillas. 2-0 no marcador. Com este resultado, o Futebol Clube do Porto vê-se obrigado a soltar-se. Um canto demonstra alguma fragilidade de GR na saída dos postes. Na insistência, André André não decide da melhor forma. Evandro rende Sérgio Oliveira para o último quarto de hora do jogo, mas é novamente o Dortmund que cria perigo.
 
Uma perda de bola de Ruben Neves da a hipótese a Mkhitaryan de sair no contra-ataque, e desmarca Kagawa. Casillas é chamado para manter o resultado. Depois, o japonês tenta a assistência, e cruza para a entrada da área para um cabeceamento fortíssimo. Casillas e o poste evitam o 3-0. Suk entra para o lugar de Aboubakar nos últimos minutos, e cria perigo. O sul-coreano dá para Evandro e devolve, mas o Burki fecha bem na única situação de verdadeiro perigo para a sua baliza. O jogo chega ao seu fim.

Ora a atacar, ora a defender, Marega encontrou Schmelzer durante toda a partida

(+)
 
Varela e Marega: O duplo tampão improvisado fez o que pode e como pode para parar as investidas de Schmelzer, Reus ou Kagawa. Do trio ofensiva, foi o homem do Mali que lutou mais enquanto esteve em campo.
 
Casillas: Ainda defendeu a primeira tentativa de Piszcek e foi enganado no segundo golo. Pela meia dúzia de boas intervenções, ainda é possível virar este resultado. Boa exibição do espanhol, acompanhando o crescente de forma verificado na Luz.
 
Layun: Perdeu-se na profundidade, mas existia a potencialidade de sair a jogar com mais qualidade. Não encontrou nem em Ruben Neves, nem em Sérgio Oliveira, parceiros para sair a atacar com posse. No acto defensivo, despachava como podia. Nota para o esforço do jogador, que fez o que pode.
 
(-)

Sérgio Oliveira: A sua estreia a titular para as competições europeias pelo Futebol Clube do Porto não foi de todo positiva. Com o dever de pautar o jogo do Futebol Clube do Porto, mostrou pouca adaptação à sua responsabilidade, também fruto da pressão contrária.

Brahimi: Mau... Muito mau. Se é verdade que não foi muito apoiado durante toda a partida, esperava-se muito mais do argelino. Nem conseguiu dar profundidade, nem resolveu na individualidade. A meu ver a sua saída foi tardia.

Ruben Neves: Descasco no menino porque merece que se lhe puxe as orelhas!!! Que miséria de partida. Tinha a enorme responsabilidade de render Danilo Pereira à frente da defesa. É verdade que não é um elemento de choque, sendo a qualidade técnica o principal atributo. No entanto, perante a responsabilidade, e tendo em conta que era dos mais utilizados na temporada, vacilou como um elemento menos utilizado e rotinado. Neste nível, não convenceu.

Suk entrou perto do fim do jogo e ainda criou perigo.

Não há muito mais a dizer. O adversário é superior e, durante toda a partida, foi muito superior. É verdade que o Futebol Clube do Porto não tinha parte dos seus habituais titulares. Mas, mesmo com Brahimi, Hererra ou Aboubakar em campo, não fomos capazes de criar uma única oportunidade de verdadeiro perigo enquanto o jogo esteve em aberto. Por outro lado, nunca houve capacidade de reter a posse de bola, fruto das adaptações exigidas a Peseiro, com especial foco para o "duplo lateral" direito, mas também pela pressão eficaz do adversário. José Peseiro reitera que “não estamos mortos”. Concordo. Mas também não mostrámos “vida” suficiente para dizer que é possível ultrapassar este adversário. Mas faltou ambição e vontade em querer buscar outro resultado. Nesse sentido, acabámos por ter sorte, já que o resultado é positivo face à exibição.

Claro que poderíamos dizer  que, com todos disponíveis, podíamos ter construído outro resultado. Verdade. Repare-se que raramente se viu Aubameyang. Já os três que o apoiaram usufruíram de imenso espaço para criar jogo e perigo. Mas encolhemo-nos demasiado e dependemos da sorte e da boa exibição de Casillas para manter um resultado passível de ser invertido. Está muito, muito difícil.
Quase 4 mil Portistas deslocaram-se a Dortmund. Foram incansáveis durante toda a partida.
Entre os desafios europeus, o Moreirense visita o Estádio do Dragão. Existirá oportunidade para abordar o jogo, que será bem diferente do que vimos hoje.

Crente. Portista.
 
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Um abraço.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

"Em busca do sonho" – Antevisão: Borussia Dortmund vs Futebol Clube do Porto (Liga Europa)

Quinta-feira, às 18 horas. Transmissão SportTV

Desfalcado, mas moralizado, o Futebol Clube do Porto regressa à Alemanha, desta vez para jogar frente ao Borussia de Dortmund, em partida a contar para a primeira mão dos dezasseis-avos de final da Liga Europa. Será a estreia do Futebol Clube do Porto na edição deste ano, depois de terminar a fase de grupos da Liga dos Campeões num desapontante 3º lugar, com 10 pontos. Disso, José Peseiro não tem culpa, e, por isso, deverá abordar este jogo com mais um em que pretende vencer.

Marcano e Diogo Verdasca são as novidades numa comitiva de 20 jogadores que se deslocam à Alemanha para a partida europeia de amanhã, com Francisco Ramos e o guarda-redes João Costa. Já Danilo e Maxi Pereira ficam no Porto.

Aposto no seguinte onze:
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Marcano continua condicionado e, por isso, poderá não ser opção frente ao Dortmund, que conta com uma frente de ataque temível e muito concretizadora. Na conferência de imprensa, o Treinador do Futebol Clube do Porto José Peseiro não abriu o jogo sobre a sua utilização.

Para o seu lugar poderá ser chamado Diogo Verdasca.  Ponto prévio: Verdasca não é Chidozie, nem, naturalmente, Chidozie é Verdasca. O facto do nigeriano ter conseguido dar conta do recado frente ao Benfica não significa que Português o consiga fazer frente ao Dortmund. José Peseiro demonstrou muita confiança em Chidozie para lançá-lo na passada sexta-feira, em estreia para o campeonato. Não mexeu na estrutura da equipa, apenas alterando o que não podia manter. No jogo de amanhã não é bem assim. Danilo e Maxi ficaram no Porto a cumprir castigo. Numa defesa já muito remendada, seria fundamental contar com uma face mais conhecida e experimentada entre os seus companheiros. Até ao momento em que escrevo não há novidades sobre o estado físico de Marcano. Pese embora as circunstâncias pouco comuns, quem diria que ele se mostraria tão fundamental. De toda a maneira, creio que se terá de esperar até à hora do jogo para se compreender quem será o escolhido para fazer dupla com Martins Indi.

Não vou mentir: será um jogo extremamente complicado, onde o Futebol Clube do Porto sentirá muitas dificuldades para impor o seu jogo perante um adversário cheio de talento, e perante o seu público, dos mais empolgantes na Europa. As hipóteses de trazermos um resultado positivo para a segunda parte da eliminatória são reduzidas, mas é possível. Ainda na passa sexta-feira enfrentámos todas as apostas contra nós com máxima ambição e superámos-las com grande eficácia e uma entrega ao jogo superior. A fasquia eleva-se ainda mais para este jogo, onde as baixas serão ainda em maior número. Será novamente exigido o “litro” destes jogadores. O Futebol Clube do Porto de José Peseiro, em comparação com o anterior, caracteriza-se por uma transição mas rápida, maior eficácia e resposta positiva face à desvantagem, mesmo perante equipas com qualidade equiparável. Será por aí que o Futebol Clube do Porto poderá conseguir construir um resultado que nos garanta uma discussão acesa na segunda mão. O ataque adversário tem grande valia mas a defesa também treme.

Estarei pela TV a assistir, na esperança que me convençam ainda mais a adquirir o bilhete para dia 25. Mas primeiro, é amanha, a partir das 18 horas. A SIC decidiu transmitir um outro jogo da competição. Terá de ser pela SportTV. Aos cerca de 3000 Portistas que se deslocarão ao Signal Iduna Park, um bem-haja e boa sorte.

Os 12 atletas que compõe a W52-FC Porto-Porto Canal na apresentação da equipa no Estádio do Dragão

Nota para o início da mais prestigia prova de ciclismo em Portugal, a Volta ao Algarve,onde a W52-FC Porto-Porto Canal inicia também a sua temporada, com Nuno Ribeiro a fazer a antevisão da prova ao fcporto.pt. O líder da equipa, Gustavo César Veloso, não está presente nesta competição, deixando a liderança para Ricardo Mestre e Samuel Caldeira. A RTP2 transmitirá resumos diários da prova, a partir das 20h45. Embora seja interessante seguir a prestação dos nossos corredores no Algarve, recorde-se que o principal objectivo do ano chega só no fim de Julho, com a Volta a Portugal. Boa sorte, rapazes. 


Esperançado. Crente. Portista.


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Um abraço.