quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

"Orgulho perdido" - Crónica: CD Feirense 2x0 Futebol Clube do Porto

Ficha de jogo em www.fcporto.pt

José Peseiro procurou algo novo para este jogo. Promoveu uma rotação total no onze e deu oportunidades a jovens da equipa B como André Silva, Chidozie e Victor Garcia para começar a partida. Além disso, fez claras alterações ao posicionamento inicial dos jogadores. Preferiu dispor um 4-4-2 losango em campo, com o número 10 a ser Silvestre Varela, dando liberdade a Suk e André Silva na frente de ataque.


Jogo com pouca história. Ao minuto 38, Ruben Neves faz penalty. O Feirense não deixa passar a oportunidade e inaugura o marcador. O Futebol Clube do Porto teve a sua oportunidade de maior perigo a meio do segundo tempo, com André Silva, perto da baliza, a não dar a melhor resposta a um cruzamento de José Ángel. José Peseiro não fez qualquer substituição, mas foi do banco que saiu o segundo golo do Feirense. Porcellis finaliza melhor e sem dificuldades ou pressão dos defesas do Futebol Clube do Porto um remate de José Meza.


O “cacau puro” viu nova derrota para a taça da liga. 3 jogos, 3 treinadores, 3 derrotas na competição. Zero pontos e apenas um golo marcado.

José Peseiro decidiu fazer diversas alterações em relação ao último jogo de domingo

Novas rotinas, nova disposição táctica, muitas mudanças no onze e com muitas dificuldades em criar perigo no último terço. É mais um jogo fraco por parte do Futebol Clube do Porto. Na “flash interview” José Peseiro referiu que a equipa teve 20 minutos de treino com este sistema que apresentou, admitindo uma perturbação implementada, mas que o 4-2-3-1 deverá ser a estrutura base do Futebol Clube do Porto no futuro. Se será esse o foco, então a melhor opção seria apostar nesse mesma disposição o mais tempo possível incluindo os 90 minutos frente ao Feirense.


Indepentemente do esquema, da dinâmica, táctica, mesmo eliminado da competição, o Futebol Clube do Porto tem a obrigação de vencer esta partida. Foi VERGONHOSO o que se passou em Santa Maria da Feira. José Peseiro olhou para esta partida como um jogo-treino. Esqueceu-se que foi um jogo oficial, que é Treinador do Futebol Clube do Porto e que tem a obrigação de ganhar em qualquer campo em Portugal. Mau demais.


Nota para o apito. O problema, na minha perspectiva, não é o Cosme Machado assinalar a falta de Ruben Neves, que existe. O problema é sim os diversos erros que foram cometidos noutros jogos e que, naturalmente, deixam jogadores e adeptos novamente frustrados com o trabalho do árbitro. Entretanto, os responsáveis da SAD do Futebol Clube do Porto mantêm o silêncio. Não queremos os responsáveis da SAD sempre com um megafone a palpitar sempre que existe uma nomeação, ou que uma falta não é apitada ou é esquecido um cartão. Mas também não são pagos a peso de outro para serem passivos desta maneira.


Há muito, muito por fazer. E a próxima viagem é historicamente complicada: Estoril.


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Um abraço.

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