sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Notas soltas de sexta à noite





São vários os temas quer merecem menção e que, desde o jogo frente ao Feirense, surgiram de vários pontos.

Menos de 24 horas depois da derrota vergonhosa frente ao Feirense, José Peseiro fez a antevisão da partida de amanhã, sábado, frente ao Estoril. É uma deslocação historicamente difícil para o Futebol Clube do Porto, onde tem mais pontos perdidos logo a seguir aos estádios de Sporting e Benfica. Tal como havia feito no dia anterior, José Peseiro tentou esquecer a derrota na última jornada da Taça da Liga e seguir em frente.

Não creio que deva ser assim “Mister”. Há pouco por explicar sobre essa partida, mas muito para aprender. Percebeu-se que 20 minutos de treino seriam suficientes para apresentar um esquema de jogo frente a uma equipa profissional. Provavelmente uma lição de um seminário especial sobre treino e jogo que poucos no mundo tenham assistido. Percebeu-se também que José Peseiro, a contrário do que fez frente ao Feirense, irá dar prioridade ao 4-2-3-1 até ao resto da temporada, mas que sem ter esse modelo principal ainda consolidado, optou por aproveitar um jogo oficial para treinar um completamente diferente. Uma coisa de cada vez “Mister”. Como referi, ainda não compreendeu a responsabilidade e a exigência que o cargo que assumiu acarreta. As suas palavras de confiança vão para além daquilo a que estamos habituados mas seguem a linha que demonstrou noutro grande do Futebol Português há cerca de uma década. Sabe-se que foram mais olhos que barriga. Terá tempo para mostrar o contrário, mas até fim da época, um conselho: um passo de cada vez.


Julen Lopetegui aproveitou as suas férias antecipadas para dar uma entrevista ao jornal AS. Repete alguns temas, desmente outros, salienta verdades que todos notamos e desvenda novas afirmações.

Sobre Imbula:
«Não dou muita importância ao que disse, sei a opinião dele sobre mim. Mas diria que os carros precisam de um tempo de rodagem. Imbula é um bom jogador e podia ser importante, mas nós tínhamos outras necessidades prioritárias mais importantes para a equipa, que não chegaram»

Imaginemos que Imbula é um bom jogador. Não se compreende o porquê de SÓ ser aposta na Liga dos Campeões. Imaginemos agora que Imbula não está a demonstrar o que deveria. Então porque é que jogava na Liga dos Campeões e não era titular nas outras competições? Continuo a ter a opinião de que Imbula jogava por decreto na Liga dos Campeões e não porque realmente merecia. É um projecto de jogador mas é também um projecto financeiro para a SAD. Nesse sentido, tinha de estar à vista na principal montra. Agora nem na taça da liga mostra valor.

Sobre o restante plantel:
“A verdade é que no verão tínhamos duas prioridades muito claras: um 9 e um 10. Chegaram jogadores que talvez não fossem aqueles que pensávamos que podiam chegar, mas eram jovens, estavam a crescer e na segunda volta tínhamos hipóteses de consolidar o trabalho.” 


Se Bueno veio para substituir Adrian e dar outras opções a Julen Lopetegui, o “9” que saiu na rifa foi Dani Osvaldo. Um jogador que, supostamente, chegaria a custo zero, mas cuja chegada afinal custou 4M€. Deu negócio à noite da cidade do Porto, ainda ganhou com a Takeshy Kurosawa, mas golos só e apenas um. Perante a postura anterior do jogador, a esperança que conseguisse dar um contributo significativo à equipa era demasiado utópica. Para o seu lugar veio Suk, que, segundo Jorge Nuno Pinto da Costa, era desejo de Lopetegui. Julgo que, em pouco tempo, o sul-coreano já correu mais que o italiano. Resta saber se factura mais em frente à baliza. Até agora, nada. Quanto ao “10”, foram muitas as páginas de jornais escritas sobre Lucas Lima. Parecia até que não existia outra opção possível. A sua contratação nunca chegou a acontecer. E, por isso, André André assumiu a posição no meio-campo que Oliver tinha deixado vaga. Jogadores pouco semelhantes, mas capazes de dar o seu contributo à equipa. O que é verdade é que, em alta competição, não é possível ganhar com um plantel limitado. Teria melhores condições, mas não creio que seja assim. Opções não faltam a este Futebol Clube do Porto.

Lopetegui já foi, e o “10” continua por chegar:
“Tínhamos a sensação que no mercado de inverno podíamos corrigir alguns desequilíbrios importantes no plantel, claramente diagnosticados. Tínhamos 14 jogadores novos, alguns muito jovens, que podiam melhorar na segunda volta. Tínhamos mais pontos que no ano passado, estávamos em quatro provas e o despedimento foi uma surpresa para todos” 

Surpresa que se resolvia em 2 segundos. Até ao momento, os reforços de inverno não contemplam qualquer médio ofensivo. Nem deve estar para chegar. Já falaremos de possíveis reforços.

Sobre os assobios quando assumiu a liderança da liga:
«Em vez de celebrarem a liderança e um bom jogo, as pessoas focaram-se no facto de não jogar um miúdo da formação. Parecia que estavam à procura de uma desculpa para levar as coisas para o lado negativo quando tudo era positivo»

Uma reacção natural, na minha perspectiva. Em programas do país de onde vens fala-se muito em “mão esquerda”. Em Portugal não ouço tanto o termo, mas creio que tem o mesmo significado. Os adeptos queriam ver o miúdo jogar e a oportunidade era a mais correcta: estreia em jogo já controlado e com a liderança à vista. E deste a nós a provar essa satisfação quando o deixaste a aquecer. E depois escolheste outro. Nada contra o Bueno, que acredito que possa ser útil para Peseiro assim que estiver recuperado. Tudo contra a tua decisão.

Nem títulos, nem qualidade no jogo. Outros fizeram obra melhor, por preço mais reduzido, e mais rápido do que tu. E por isso saíste. E espero que não voltes. A não ser para Benfica ou Sporting. Duvido que qualquer um caia na estupidez de te convidar. Espero não ter de escrever sobre ti novamente.


Já no dia de hoje verificamos mais uma aparição do Nosso Grande Presidente Jorge Nuno Pinto da Costa, numa edição especial do “Mais Transferências”, a comentar uma possível transferência na segunda circular. Talvez fosse um desvio que também nos podia favorecer. Jorge Nuno Pinto da Costa negou qualquer envolvimento. Mas aproveitou as câmaras e os microfones para deixar a informação cair e estragar a surpresa ao clube rival. Como espectador atento ao fenómeno, irei estar atento. Principalmente quando forem reveladas as comissões pagas pela transferência aos vários envolvidos. Mas, como Jorge Nuno Pinto da Costa afirmou, não temos nada a ver com os outros.


Por falar em transferências, notas para rumores vindos de vários cantos da Europa sobre possíveis entradas na equipa. Não é meu hábito mencionar rumores, mas dada a proximidade do fecho do mercado, pode revelar-se apropriado. Com o empréstimo de Lichnovski, o Futebol Clube do Porto pode encontrar a alternativa para o último central do plantel em Bruno Alves, que estaria disponível para regressar ao Futebol Clube do Porto ainda que por empréstimo. Será isto até fim do mercado.

A preparação da nova temporada também já arranca, com a possibilidade das contratações dos jovens Haykeul Chikhaoui, vindo do Sochaux, e Andrija Zivkovic, do Partizan. Ambos estão em fim de contrato e poderão chegar ao Dragão no verão, mas o tunisino poderá até chegar mais cedo.

No sentido oposto, Imbula será o único que terá possibilidades de rumar a outros paragens. A imprensa italiana insiste no interesse do Stoke City, mas sublinha um número muito elevado para garantir a sua contratação: 40 milhões de €uros.


Com transferências ou não, amanhã joga o Futebol Clube do Porto. Antevisão ao jogo frente ao Estoril aparecerá pela manhã.

Promova o debate. Comente e deixe a sua opinião.
Um abraço.

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