terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Incrédulo. Anestesiado. Desiludido.

Incrédulo. Anestesiado. Desiludido.

Com as possibilidades de longo-prazo como André Villas Boas, Marco Silva, ou Leonardo Jardim… Com as opções provisórias de Sérgio Conceição, Luís Castro ou Jesualdo Ferreira… Com o livre Nuno Espírito Santos…. Com o (curto) sonho de Bielsa… Surge José Peseiro.

José, agora a bola é tua. Imagem presente em www.record.xl.pt
Esperei até ao último momento. Aguentei, na esperança que fosse apenas uma brincadeira. Que o 1º de Abril tinha chegado mais cedo.

E eis que surge a comunicado à CMVM. Se o anúncio do Jornal “O Jogo” na noite anterior tinha sido um abalo… um abanão… um choque absoluto que me atormentou a noite e a manhã… tornou-se realidade em frentes aos meus olhos.


Texto completo em http://web3.cmvm.pt/sdi/emitentes/docs/FR58385.pdf

Se deu ao Sporting a sua única final europeia nos últimos 52 anos, péssimo não será! Se superou o Futebol Clube do Porto de Vítor Pereira numa final da Taça da Liga muito mal disputada de nossa parte, mau não será! Mas o seu currículo é ainda mais limitado que o anterior. A passagem pelo Nacional foi onde ganhou maior notoriedade. Trocou o lugar principal para ser adjunto de Carlos Queiroz no Real Madrid. A sua passagem efémera por Espanha deu-lhe um lugar no Sporting. Há quem diga que fez uma excelente temporada. Num olhar mais atento, denota-se que ficou atrás de um Futebol Clube do Porto com três treinadores, perdeu uma final europeia em casa. Cai na época seguinte fruto de maus resultados. As passagens pela Arábia Saudita, Roménia e Grécia fazem-no regressar a Portugal para orientar o Braga, onde se estreia a ganhar uma competição, mas termina a temporada em 4º lugar e por isso, ruma novamente ao estrangeiro. Chega ao Futebol Clube do Porto apenas com uma taça na liga. Curto, mesmo observando treinadores anteriores e com menos experiência.

O maior problema que traz esta contratação é o simples facto de demonstrar, uma vez mais, que na SAD algo não vai bem. A tomada de decisão continua deficiente e atrapalhada, e esta escolha é nova demonstração disso mesmo. Já vimos este filme correr mais do que uma vez. Com jogadores, e agora com treinadores. 

Os 18 meses de contrato não auguram uma posição assertiva. Se esta é uma solução a prazo, então 6 meses seria suficiente, com opção para mais. Se, por outro lado, e ao fim de 12 dias, o Futebol Clube do Porto decidiu apostar numa solução no longo prazo, a confiança demonstra ser diminuta. 

Conclusões precipitadas são injustas para qualquer pessoa, em qualquer cargo. Recordo que, para muitos Portistas, mesmo antes de Julen Lopetegui sair, tudo já estava perdido! José Peseiro está mais habituado a ficar perto, mas não ganhar. A decisão está tomada. Agora há que dar uma oportunidade. Para José Peseiro, esta é a maior que alguma vez teve. Se já estava perdido, então não perdemos nada. Agora o "Zé" é um dos nossos. 

O acordo está fechado.


Mas não deixo de me expressar.

Incrédulo. Anestesiado. Desiludido.

Positivista. Esperançado. Crente. Portista.



Nota para a renovação de Juan Quintero até 2021. Os sucessivos treinadores do Futebol Clube do Porto continuam a não apostar no talento do colombiano, mas o clube, até por força de acordos financeiros com outras entidades, não pode deixar cair o jogador.

Amanhã é em Famalicão. É para vencer. Provavelmente ainda sem José Peseiro.

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Um abraço.

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