sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Ano novo, e que mais?

Enquanto o mundo começa o novo Ano, as tradicionais resoluções vão aparecendo, com especial foco para a vida pessoal ou profissional, o Futebol Clube do Porto não deve fugir a essa tradição sempre tão importante. Então o que nos trará 2016?

Bem, quando o Nosso Grande Presidente decidir, um novo treinador. É a única coisa que peço nesta altura e que manifestamente estamos a precisar. Ao contrário de outros clubes que também não passam pelo melhor momento, não parece existir uma quebra de confiança entre o treinador e o balneário, mas simplesmente uma desconexão entre o que o treinador idealiza como forma de jogar e o que realmente é jogado em campo. Isto, claro, é uma visão optimista do cenário. Conheço quem simplesmente acredite que o treinador desconhece o que é Futebol.




Pelas prestações do Futebol Clube do Porto, não é simples contrariar tal ideia. Mas creio que a incompetência deste treinador baseia-se na falta de capacidade de comunicação. Não estamos no treino, mas vemos os jogos e as conferências de imprensa. Com constantes gritos para o relvado e reajustamentos aos posicionamentos, parece gostar de acompanhar um jogo perto, algo que fazia muito pouco enquanto guarda-redes profissional. No entanto, regista pouca empatia, tanto na hora do festejo, como na hora da crítica e ajuste. Fora dos campos também não deslumbra, na minha perspectiva. Os ataques e indirectas feitos nas conferências de imprensa, que, até esclarecimentos adicionais, são de iniciativa própria, revelam-se normalmente pertinentes, mas desajustados. Explico-me. Com presença habitual nas conferências de imprensa, é normal que varie o seu discurso, mas que expresse a sua opinião e reflicta sobre as questões colocadas pelos jornalistas, não se envergonhando na hora de deixar uma “boca” a adversários e críticos. No entanto, creio que o treinador do Futebol Clube do Porto deve se abstrair desse tipo de cenários, deixando a “conversa” para o relvado, e das palavras passar aos actos. Ou seja, às boas exibições. Para isso há dirigentes.
O treinador não pode também ser um “relações públicas”. Nesse aspecto, o Nosso Grande Presidente é Mestre. Sabe quando usar da palavra e o que dizer. Protege sempre os seus, nunca se escondendo na hora da crítica. Mas falta uma figura escolhida pela direcção que possa comunicar para fora de uma forma contínua, resguardando o treinador para que se foque nas suas funções e guardando a figura de Jorge Nuno Pinto da Costa para quando for realmente necessário impor ordem. Nesse aspecto, é necessário ir além dos comunicados redigidos no Dragões Diário e aparecer alguém, à frente das câmaras, que dê a cara e que responda às questões dos jornalistas.




A impetuosidade do treinador do Futebol Clube do Porto também não ajude. Parecia mais calmo durante a primeira fase da primeira temporada, ainda no ano de 2014. No entanto, a primeira derrota em casa para o campeonato fez abanar tudo. Conflito atrás de conflito, com colegas treinadores é algo que não aprecio ver de um treinador do Futebol Clube do Porto. Mas a sua própria garra não parece ser um sentimento que contagie o jogador ou o adepto. Lopetegui é um desconectado. E creio que ele sabe disso.
Por isso, todos sabem que tem os seus dias contados como treinador do Futebol Clube do Porto. Resta saber até quando ocupa o lugar que tantos treinadores ambicionam. Não é bazófia. Treinar um grande clube Português é uma oportunidade fantástica que poucos rejeitariam. Precisamos de uma mudança. Presidente, um treinador Português, por favor.

2015, no que toca a Futebol, não deixa saudades a nenhum Portista. Vimos grandes jogadores partir, outros chegar, mas o timoneiro da equipa a manter-se. Espero que 2016 traga mudanças mais positiva, a começar pelo banco. Até lá, aguentamos.


Feliz 2016, em tons de Azul e Branco.

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