sábado, 30 de janeiro de 2016

“Responsabilidade e Exigência” – Crónica: GD Estoril Praia 1x3 Futebol Clube do Porto

Ficha de jogo completa em www.fcporto.pt

Mal chego ao local de visualização do jogo o Estoril entra a ganhar. A jogar de branco, o Futebol Clube do Porto é surpreendido no segundo canto do adversário, com Diego Carlos a ganhar nas alturas a Danilo e Herrera e entra o primeiro. O pior que nos podia acontecer. A mesma sorte, logo a seguir, não teve Aboubakar. O camaronês responde ao canto de Layun, mas a bola sai ao lado. No campo, a disposição é semelhante à semana anterior. Herrera mais atrás a ter a responsabilidade de construir e André André com mais liberdade no apoio aos homens da frente, que, por vezes, troca de posição com Brahimi. O Futebol Clube do Porto repõe a igualdade pouco depois do quarto de hora. É Aboubakar que aproveita da melhor forma a assistência de Layun numa rara saída do Futebol Clube do Porto para o contragolpe.

A equipa cresce no jogo e acelera. André André vê o seu remate bloqueado. Maxi Pereira também tenta de longe, com o Português na recarga a não ter sorte. Com a passagem da meia hora, a reviravolta. Layun toma a responsabilidade de cobrar mais um canto. O mexicano volta a descobrir alguém na área. Desta vez é Danilo Pereira. Cabeçada indefensável do médio do Futebol Clube do Porto e o 1-2 está no marcador. As oportunidades sucedem. Diego Carlos oferece a bola a André André que dá a Aboubakar. O camaronês devolve de forma primorosa, e, com tudo para fazer o golo, remata ao lado. Que perdida! André André é também assistido por Brahimi, mas envia a “redondinha” para os Super Dragões. Os adeptos do Futebol Clube do Porto que se deslocaram ao António Coimbra da Mota foram incansáveis. A todos, um bem-haja.

Chega o intervalo. Estoril com 100% de eficácia e é o Futebol Clube do Porto que assume todas as despesas do jogo. Boa atitude do Futebol Clube do Porto, com maior rapidez e dinâmica, e com presença no último terço do terreno. A posse de bola está equilibrada, mas o jogo é Azul e Branco e a pressão alta não deixa o Estoril sair. Pela 1.ª vez esta época, o Futebol Clube do Porto sai em vantagem no marcador ao intervalo depois de ter estado a perder.

O segundo tempo começa com uma iniciativa de Layún, cortando para dentro e procurando o remate. O mexicano encontra a resistência de Kiezek. O Futebol Clube do Porto sobe o bloco e o adversário procura aproveitar. Gerso assusta. Insatisfeito, José Peseiro repete as instruções a Corona. O Futebol Clube do Porto começa a dar mostrar de dificuldades físicas, com Corona à cabeça. Mas a primeira mexida é Brahimi, que é rendido por Varela ao minuto 70, que vai para o meio. Corona muda para o flanco esquerdo e André André fica no flanco direito. A equipa recua e o Estoril assusta novamente através de um canto. Sacode-se como é possível. O último quarto de hora começa com o momento “até eu marcava” já habitual de Aboubakar. Que falhanço inacreditável mesmo à frente da baliza, sem guarda-redes. Fechava a partida, num momento em que o Futebol Clube do Porto tinha descido de rendimento. Novamente André André fura pela direita, mas Corona tem oposição adversária na finalização. A 8 minutos do fim o Futebol Clube do Porto põe um ponto final na partida. Varela e Corona combinam com o mexicano a rematar para defesa de Kisesk. Na recarga, André André finaliza para o 1-3. O Futebol Clube do Porto respira fundo e com justiça. Ruben Neves rende o marcador do terceiro golo para os últimos minutos. Suk também entra para o lugar de Aboubakar. O jogo termina sem mais a acrescentar.

Layún serviu Aboubakar para o empate

(+)

Layun: Qual Mesut Ozil… Assiste os companheiros de toda a maneira. 12 assistências em 17 partidas para o campeonato.

André André: grande jogo do médio Português. Correu várias áreas do terreno e deixou a sua marca na partida.

(-)

Extremos: Notou-se a sua qualidade em algumas acções, mas foram, em larga medida, pouco interventivos. Noutros

Aboubakar: Marcou o mais difícil, falhou o mais fácil. Não é possível falhar assim, homem!

Adeptos incansáveis, equipa com personalidade

Hoje vimos um Futebol Clube do Porto com mais intensidade, pressão alta, boa atitude e criador de oportunidades de perigo. Reagiu ao golo com maturidade e deu a volta ao texto. Já parece existir dedo de Peseiro, que acabou com menos posse de bola que o adversário, mas com muito mais confiança no seu próprio trabalho e capaz de implementar em campo as ideias treinadas no Olival. Temos de recuar 22 anos para vermos 3 golos marcados em casa do Estoril. Não foi uma exibição homogénea, e ainda há muito por fazer, principalmente no sector mais recuado. Olhando para as opções disponíveis, creio que José Peseiro insistirá com Jorge Nuno Pinto da Costa na contratação de um defesa central, pelo menos. Perante a disposição táctica, José Peseiro também beneficiaria se tivesse mais uma opção para a “posição 10”, embora Bueno e Evandro não estejam ainda disponíveis. De qualquer forma, creio que os reforços se ficarão por apenas um jogador para o centro da defesa.


Nota para os cartões amarelos mostrados durante o jogo a Maxi e Marcano durante o segundo tempo. Ficarão de fora frente ao Arouca.


A próxima visita é a Barcelos, na quarta-feira, a partir das 20 horas.


Positivista. Esperançado. Crente. Portista.

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Um abraço.

"Recuperar o orgulho" – Antevisão: GD Estoril Praia vs Futebol Clube do Porto

Imagem original presente em www.zerozero.pt

Dentro de poucas horas entra em campo o Futebol Clube do Porto. Está na altura de limpar a má imagem deixada em Santa Maria da Feira e colocar um ponto final nos três empates consecutivos na “Amoreira” e somar três pontos frente ao Estoril. Na antevisão deste jogo, José Peseiro quis deixar palavras de confiança no futuro e na prestação da equipa já este sábado. Marega é a principal novidade nas escolhas do Treinador do Futebol Clube do Porto, que registam os regressos de Casillas, Maxi Pereira, Martins Indi, Marcano, Miguel Layún, Danilo, Herrera, André André, Corona, Brahimi e Aboubakar, numa lista que inclui 19 nomes. Já o “Ferrari” Imbula fica de fora. O jogo tem início às 18h30.


Seguindo as palavras de José Peseiro, aposto no seguinte onze:

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Será um regresso às origens, sem surpresas ou mesmo mudanças. Aliás, duvido que José Peseiro tenha descortinado a possibilidade de potenciar outros jogadores no plantel que possam substituir os mais utilizados. Ao contrário do que aconteceu frente ao Marítimo, julgo que poderia ser Herrera a ocupar a posição mais ofensiva do meio campo, deixando André André para outras tarefas com Danilo Pereira. Creio também que a experiência de Silvestre Varela no centro do terreno não foi bem sucedida em nenhum dos casos. Brahimi ou Corona poderão ocupar esse espaço, tornando o Futebol Clube do Porto uma equipa bem mais ofensiva, mas também desequilibrada. Nesse caso, Ruben Neves poderia ser chamado para acompanhar Danilo Pereira no meio campo, algo que já ocorreu mas sem resultados práticos muito positivos.

Embora com mais algum treino, creio que José Peseiro deverá guardar nova experiência para outra oportunidade. Um passo de cada vez. De qualquer forma, não deixo de exigir o dedo do trabalho do Treinador novamente no jogo frente ao Estoril. É normal que exista expectativa e até alguma ansia em ver um Futebol Clube do Porto diferente, mais ofensivo, mais agressivo, mais rápido a colocar a bola no último terço.

Positivista. Esperançado. Crente. Portista

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sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Notas soltas de sexta à noite





São vários os temas quer merecem menção e que, desde o jogo frente ao Feirense, surgiram de vários pontos.

Menos de 24 horas depois da derrota vergonhosa frente ao Feirense, José Peseiro fez a antevisão da partida de amanhã, sábado, frente ao Estoril. É uma deslocação historicamente difícil para o Futebol Clube do Porto, onde tem mais pontos perdidos logo a seguir aos estádios de Sporting e Benfica. Tal como havia feito no dia anterior, José Peseiro tentou esquecer a derrota na última jornada da Taça da Liga e seguir em frente.

Não creio que deva ser assim “Mister”. Há pouco por explicar sobre essa partida, mas muito para aprender. Percebeu-se que 20 minutos de treino seriam suficientes para apresentar um esquema de jogo frente a uma equipa profissional. Provavelmente uma lição de um seminário especial sobre treino e jogo que poucos no mundo tenham assistido. Percebeu-se também que José Peseiro, a contrário do que fez frente ao Feirense, irá dar prioridade ao 4-2-3-1 até ao resto da temporada, mas que sem ter esse modelo principal ainda consolidado, optou por aproveitar um jogo oficial para treinar um completamente diferente. Uma coisa de cada vez “Mister”. Como referi, ainda não compreendeu a responsabilidade e a exigência que o cargo que assumiu acarreta. As suas palavras de confiança vão para além daquilo a que estamos habituados mas seguem a linha que demonstrou noutro grande do Futebol Português há cerca de uma década. Sabe-se que foram mais olhos que barriga. Terá tempo para mostrar o contrário, mas até fim da época, um conselho: um passo de cada vez.


Julen Lopetegui aproveitou as suas férias antecipadas para dar uma entrevista ao jornal AS. Repete alguns temas, desmente outros, salienta verdades que todos notamos e desvenda novas afirmações.

Sobre Imbula:
«Não dou muita importância ao que disse, sei a opinião dele sobre mim. Mas diria que os carros precisam de um tempo de rodagem. Imbula é um bom jogador e podia ser importante, mas nós tínhamos outras necessidades prioritárias mais importantes para a equipa, que não chegaram»

Imaginemos que Imbula é um bom jogador. Não se compreende o porquê de SÓ ser aposta na Liga dos Campeões. Imaginemos agora que Imbula não está a demonstrar o que deveria. Então porque é que jogava na Liga dos Campeões e não era titular nas outras competições? Continuo a ter a opinião de que Imbula jogava por decreto na Liga dos Campeões e não porque realmente merecia. É um projecto de jogador mas é também um projecto financeiro para a SAD. Nesse sentido, tinha de estar à vista na principal montra. Agora nem na taça da liga mostra valor.

Sobre o restante plantel:
“A verdade é que no verão tínhamos duas prioridades muito claras: um 9 e um 10. Chegaram jogadores que talvez não fossem aqueles que pensávamos que podiam chegar, mas eram jovens, estavam a crescer e na segunda volta tínhamos hipóteses de consolidar o trabalho.” 


Se Bueno veio para substituir Adrian e dar outras opções a Julen Lopetegui, o “9” que saiu na rifa foi Dani Osvaldo. Um jogador que, supostamente, chegaria a custo zero, mas cuja chegada afinal custou 4M€. Deu negócio à noite da cidade do Porto, ainda ganhou com a Takeshy Kurosawa, mas golos só e apenas um. Perante a postura anterior do jogador, a esperança que conseguisse dar um contributo significativo à equipa era demasiado utópica. Para o seu lugar veio Suk, que, segundo Jorge Nuno Pinto da Costa, era desejo de Lopetegui. Julgo que, em pouco tempo, o sul-coreano já correu mais que o italiano. Resta saber se factura mais em frente à baliza. Até agora, nada. Quanto ao “10”, foram muitas as páginas de jornais escritas sobre Lucas Lima. Parecia até que não existia outra opção possível. A sua contratação nunca chegou a acontecer. E, por isso, André André assumiu a posição no meio-campo que Oliver tinha deixado vaga. Jogadores pouco semelhantes, mas capazes de dar o seu contributo à equipa. O que é verdade é que, em alta competição, não é possível ganhar com um plantel limitado. Teria melhores condições, mas não creio que seja assim. Opções não faltam a este Futebol Clube do Porto.

Lopetegui já foi, e o “10” continua por chegar:
“Tínhamos a sensação que no mercado de inverno podíamos corrigir alguns desequilíbrios importantes no plantel, claramente diagnosticados. Tínhamos 14 jogadores novos, alguns muito jovens, que podiam melhorar na segunda volta. Tínhamos mais pontos que no ano passado, estávamos em quatro provas e o despedimento foi uma surpresa para todos” 

Surpresa que se resolvia em 2 segundos. Até ao momento, os reforços de inverno não contemplam qualquer médio ofensivo. Nem deve estar para chegar. Já falaremos de possíveis reforços.

Sobre os assobios quando assumiu a liderança da liga:
«Em vez de celebrarem a liderança e um bom jogo, as pessoas focaram-se no facto de não jogar um miúdo da formação. Parecia que estavam à procura de uma desculpa para levar as coisas para o lado negativo quando tudo era positivo»

Uma reacção natural, na minha perspectiva. Em programas do país de onde vens fala-se muito em “mão esquerda”. Em Portugal não ouço tanto o termo, mas creio que tem o mesmo significado. Os adeptos queriam ver o miúdo jogar e a oportunidade era a mais correcta: estreia em jogo já controlado e com a liderança à vista. E deste a nós a provar essa satisfação quando o deixaste a aquecer. E depois escolheste outro. Nada contra o Bueno, que acredito que possa ser útil para Peseiro assim que estiver recuperado. Tudo contra a tua decisão.

Nem títulos, nem qualidade no jogo. Outros fizeram obra melhor, por preço mais reduzido, e mais rápido do que tu. E por isso saíste. E espero que não voltes. A não ser para Benfica ou Sporting. Duvido que qualquer um caia na estupidez de te convidar. Espero não ter de escrever sobre ti novamente.


Já no dia de hoje verificamos mais uma aparição do Nosso Grande Presidente Jorge Nuno Pinto da Costa, numa edição especial do “Mais Transferências”, a comentar uma possível transferência na segunda circular. Talvez fosse um desvio que também nos podia favorecer. Jorge Nuno Pinto da Costa negou qualquer envolvimento. Mas aproveitou as câmaras e os microfones para deixar a informação cair e estragar a surpresa ao clube rival. Como espectador atento ao fenómeno, irei estar atento. Principalmente quando forem reveladas as comissões pagas pela transferência aos vários envolvidos. Mas, como Jorge Nuno Pinto da Costa afirmou, não temos nada a ver com os outros.


Por falar em transferências, notas para rumores vindos de vários cantos da Europa sobre possíveis entradas na equipa. Não é meu hábito mencionar rumores, mas dada a proximidade do fecho do mercado, pode revelar-se apropriado. Com o empréstimo de Lichnovski, o Futebol Clube do Porto pode encontrar a alternativa para o último central do plantel em Bruno Alves, que estaria disponível para regressar ao Futebol Clube do Porto ainda que por empréstimo. Será isto até fim do mercado.

A preparação da nova temporada também já arranca, com a possibilidade das contratações dos jovens Haykeul Chikhaoui, vindo do Sochaux, e Andrija Zivkovic, do Partizan. Ambos estão em fim de contrato e poderão chegar ao Dragão no verão, mas o tunisino poderá até chegar mais cedo.

No sentido oposto, Imbula será o único que terá possibilidades de rumar a outros paragens. A imprensa italiana insiste no interesse do Stoke City, mas sublinha um número muito elevado para garantir a sua contratação: 40 milhões de €uros.


Com transferências ou não, amanhã joga o Futebol Clube do Porto. Antevisão ao jogo frente ao Estoril aparecerá pela manhã.

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quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

"Orgulho perdido" - Crónica: CD Feirense 2x0 Futebol Clube do Porto

Ficha de jogo em www.fcporto.pt

José Peseiro procurou algo novo para este jogo. Promoveu uma rotação total no onze e deu oportunidades a jovens da equipa B como André Silva, Chidozie e Victor Garcia para começar a partida. Além disso, fez claras alterações ao posicionamento inicial dos jogadores. Preferiu dispor um 4-4-2 losango em campo, com o número 10 a ser Silvestre Varela, dando liberdade a Suk e André Silva na frente de ataque.


Jogo com pouca história. Ao minuto 38, Ruben Neves faz penalty. O Feirense não deixa passar a oportunidade e inaugura o marcador. O Futebol Clube do Porto teve a sua oportunidade de maior perigo a meio do segundo tempo, com André Silva, perto da baliza, a não dar a melhor resposta a um cruzamento de José Ángel. José Peseiro não fez qualquer substituição, mas foi do banco que saiu o segundo golo do Feirense. Porcellis finaliza melhor e sem dificuldades ou pressão dos defesas do Futebol Clube do Porto um remate de José Meza.


O “cacau puro” viu nova derrota para a taça da liga. 3 jogos, 3 treinadores, 3 derrotas na competição. Zero pontos e apenas um golo marcado.

José Peseiro decidiu fazer diversas alterações em relação ao último jogo de domingo

Novas rotinas, nova disposição táctica, muitas mudanças no onze e com muitas dificuldades em criar perigo no último terço. É mais um jogo fraco por parte do Futebol Clube do Porto. Na “flash interview” José Peseiro referiu que a equipa teve 20 minutos de treino com este sistema que apresentou, admitindo uma perturbação implementada, mas que o 4-2-3-1 deverá ser a estrutura base do Futebol Clube do Porto no futuro. Se será esse o foco, então a melhor opção seria apostar nesse mesma disposição o mais tempo possível incluindo os 90 minutos frente ao Feirense.


Indepentemente do esquema, da dinâmica, táctica, mesmo eliminado da competição, o Futebol Clube do Porto tem a obrigação de vencer esta partida. Foi VERGONHOSO o que se passou em Santa Maria da Feira. José Peseiro olhou para esta partida como um jogo-treino. Esqueceu-se que foi um jogo oficial, que é Treinador do Futebol Clube do Porto e que tem a obrigação de ganhar em qualquer campo em Portugal. Mau demais.


Nota para o apito. O problema, na minha perspectiva, não é o Cosme Machado assinalar a falta de Ruben Neves, que existe. O problema é sim os diversos erros que foram cometidos noutros jogos e que, naturalmente, deixam jogadores e adeptos novamente frustrados com o trabalho do árbitro. Entretanto, os responsáveis da SAD do Futebol Clube do Porto mantêm o silêncio. Não queremos os responsáveis da SAD sempre com um megafone a palpitar sempre que existe uma nomeação, ou que uma falta não é apitada ou é esquecido um cartão. Mas também não são pagos a peso de outro para serem passivos desta maneira.


Há muito, muito por fazer. E a próxima viagem é historicamente complicada: Estoril.


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terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Contratações de Inverno: Moussa Marega e José Sá

Depois de Suk, Moussa Marega e José Sá ingressam no Futebol Clube do Porto durante o marcado de Inverno

Além dos 3 pontos conquistados contra o Marítimo, dois jogadores da equipa Insular ficaram na cidade Invicta para ingressar ao Futebol Clube do Porto. São eles o guarda-redes José Sá e o avançado Moussa Marega.


A crónica jornalística desportiva sublinhou durante vários dias que estes dois jogadores, com especial foco para Moussa Marega, que poderiam ingressar num outro clube rival. Aliás, ainda no dia de ontem, mais do que um jornal registou na sua capa negociações avançadas por ambos os jogadores rumo à capital. Verifica-se, assim, uma vez mais, o desvio para o Porto de pretendidos em Lisboa. Consulte alguns dos casos aqui.


O Português dispensa grandes apresentações. Quem seguiu o último Europeu de Sub-21 registou a grande qualidade desta esperança do Futebol Português. A sua contratação vem ao encontro de rumores que davam-no, no verão, como certo no Futebol Clube do Porto. Com a oportunidade de contratar Casillas, José Sá não ingressou no Futebol Clube do Porto.


Já Moussa Marega é jogador do Marítimo desde Janeiro de 2015. Ora no flanco direito, ora na frente de ataque, participou em 34 partidas, 31  como titular, marcando 15 golos. A imponência física é o seu principal atributo, que ficou evidente para os Portistas na partida para a taça da liga frente ao Marítimo, ainda no ano de 2015, quando fez uma excelente exibição. 


Ambos assinaram contratos até Junho de 2020. As cláusulas de rescisão são de 30 milhões de €uros para o Português, e 40 milhões de euros para o internacional pelo Mali. 

Marega e José Sá já estiveram às ordens de José Peseiro. Global Images / Fábio Poço via www.zerozero.pt


São mais contratações do que propriamente reforços. Ambos acrescem o número de opções à disposição de José Peseiro, mas ficam-se por aí. Nenhum parece entrar directamente no onze do Futebol Clube do Porto, que deve ainda manter uma estrutura semelhante à promovida por Julen Lopetegui. Marega deverá chegar para ocupar a vaga deixada por Tello, que rumou à Fiorentina. Até herdou o seu número. No entanto, não se denota qualidade suficiente para remeter Corona ou Brahimi para o banco de suplentes. A capacidade física tenta disfarçar a falta de qualidade técnica durante vários momentos de jogo. A entrada de Silvestre Varela na parte final do partida frente ao Marítimo deu a entender uma tentativa de alteração do sistema táctico, com mais um homem adiantado na frente e dois médios claramente de perfil, à frente da defesa. Nessa situação, Marega poderá ser o escolhido para acompanhar Suk ou até Aboubakar na frente de ataque. Em alternativa, poderá ocupar uma das faixas, promovendo o mexicano ou o argelino para uma posição mais interior. O histórico de contratações ao Marítimo nem sempre é positivo. Que os exemplos de Kléber, Djalma, Sami ou Leo Lima não se repitam.


Quanto a José Sá, o caso ainda é mais complicado de justificar. Casillas tem sido o escolhido para ocupar a baliza, sendo Helton o escolhido para os jogos das taças internas. Assim, Raúl Gudiño ainda não fez qualquer minuto pela equipa A do Futebol Clube do Porto. Não se espera que esta realidade se altere com a chega de José Sá. Aliás, correm rumores que o Português poderá rumar ao Paços de Ferreira, por empréstimo, tendo mais oportunidades de jogar lá até ao fim da temporada, fruto da saída de Marafona para o Braga. Deve assim acrescentar a uma lista de guarda-redes emprestados pelo Futebol Clube do Porto a outros clubes.


Consta que os jogadores custaram no total 5 milhões de €uros. Até surgirem mais informações sobre o negócio, presume-se que o Futebol Clube do Porto adquiriu a totalidade do passe de Moussa Marega e 75% de José Sá, já que 25% deve continuar a pertencer ao seu clube de formação, o Benfica. Presume-se também que, ao contrário de Danilo Pereira, o Futebol Clube do Porto adquiriu ambos os jogadores ao Marítimo. O que é facto é que os negócios com o clube insular continuam. Duas contratações, a meu ver, pouco baratas para o que podem acrescentar. 


Ao Porto Canal, O Presidente do Futebol Clube do Porto Jorge Nuno Pinto da Costa revela que os jogadores foram ambos desejos de José Peseiro e que o negócio ficou fechado apenas às seis da manha de segunda-feira.


Nota para as escolhas de José Peseiro para o jogo de amanhã frente ao Feirense. Com o Futebol Clube do Porto já eliminado da competição, o jogo será aproveitado para que o novo Treinador possa ver outros jogadores em acção. Casillas, Maxi Pereira, Bruno Martins Indi, Marcano, Brahimi, Aboubakar, Herrera, Corona, André André, Miguel Layún, e Danilo ficam de form. A lista de convocado é composta por Helton, Raúl Gudiño, Maicon, Rúben Neves, Varela, Sérgio Oliveira, José Angel, André Silva, Imbula, Suk, Víctor García, Maurício, Pité, Francisco Ramos, Rodrigo, Gleison, Chidozie e Omar Govea.

Josué foi emprestado ao Braga até ao fim da temporada. Seria certamente um desejo de Paulo Fonseca, que trabalhou com o médio Português em Paços de Ferreira e fê-lo regressar ao Futebol Clube do Porto pela sua mão. Depois de ano e meia na Turquia, regressa agora a Portugal.


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segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

"Peseiro, capítulo 1" Crónica: Futebol Clube do Porto 1x0 CS Marítimo (Liga NOS)

Ficha de jogo presente em www.fcporto.pt

O novo Treinador do Futebol Clube do Porto não apresentou grandes surpresas em relação a opções de treinadores anteriores, quer com Julen Lopetegui, quer com Rui Barros. Com Herrera mais recuado, era André André que apoiava directamente Aboubakar. Um 4-2-3-1 que nem sempre o era, mas com uma pré-disposição para tal.

Má em jogo. Dois remates em 3 minutos do Marítimo e muita passividade defensiva de início. O Futebol Clube do Porto tem a sua primeira oportunidade no minuto 7. Brahimi fura pelo flanco esquerdo, fecha a porta Salim. Antes do quarto de hora, os insulares avisam novamente. O remate sai por cima. O nervosismo e a incerteza são contra-atacados com sorte. Insistência de Layun que dá rasteiro para André André, que acerta no poste. O ressalto em Salim dá o golo do Futebol Clube do Porto. Com a vantagem, o Futebol Clube do Porto não desarma. Maxi procura zonas interiores e cai na área. Pede-se penalty. Na ressaca, Corona não acerta na baiza. Na resposta, Diego Sousa acerta na barra. Muita passividade da defesa. A primeira parte não acaba sem Maxi ser carregado novamente na área. Jorge Ferreira pensa o contrário e mostra o amarelo ao uruguaio. Chega o intervalo e a contestação ao apito é claro. Jogo muito pobre do Futebol Clube do Porto, com os visitantes a terem várias situações para marcar.

O segundo tempo não começou de forma diferente. Maxi é carregado na área pela terceira vez na área. Novamente Jorge Ferreira deixa passar. A bola é do Futebol Clube do Porto, mas nenhum equipa cria perigo. Peseiro troca Aboubakar por Suk. Estreia do sul-coreano no Estádio do Dragão. A disposição táctica mantém-se. O perigo só volta a aparecer ao minuto 71. Corona ganha o flanco direito e, isolado, tenta um remate colocado. Grande defesa de Salin. Ruben Neves rende Hector Herrera. Num Estádio do Dragão calmo e paciente, o assobio começa aqui e ali a aparecer. A ganhar, mas por números escassos, Peseiro troca André André por Silvestre Varela. Passa a ocupar uma posição mais avançada, ora fazendo dupla com Suk, ora atrás na posição 10. Sem muito mais para dar, o jogo arrasta-se para o seu fim, e o árbitro, depois de três minutos extra, dá por terminada a partida.

(+)
Maxi Pereira: só o árbitro foi capaz de negar as suas investidas, deixando passar, pelo menos, duas acções faltosas sobre o uruguaio.

Suk: a atenção sobre o novo reforço do Futebol Clube do Porto é inevitável, dada a necessidade que a equipa tem de facturar mais vezes. Demonstra algumas características diferentes face ao seu mais directo competidor por um lugar no onze, Aboubakar. Em relação ao camaronês, Suk prefere sair mais da posição e procurar espaço para progredir.

Adeptos: 32.120 comparecem aos pelos de Presidente e Treinador para encher o Estádio do Dragão. Longe disso, é certo, mas o comportamento e o apoio estiveram presente. No sector onde estive registou-se alguma impaciência, algo natural para o tipo de adepto/sócio. Mas, em larga medida, o assobio não se faz sentir, a não ser talvez para o Herrera, que, segundo consta, "não acerta um passe......".


(-)
Dupla de centrais: Foram várias as situações do golo do adversário que vieram de falhas defensivas, quer de Martins Indi, quer de Marcano.

Apito: Não gosto de falar, nem muito menos de escrever, sobre arbitragem. Mas mesmo tendo em conta o jogo fraco de ontem, o apito esteve muito aquém. Para além dos vários lances que Jorge Ferreira deixou passar na área do Marítimo, com Maxi a ser o principal carregado, a amostragem de cartões e a inconsistência no assinalar das faltas contribuíram ainda mais para um espectáculo fraco. Jorge Nuno Pinto da Costa afirma que os árbitros não são maus. A culpa é de quem os dirige. Jorge Ferreira será uma dessas excepções. As suas más decisões poderão ter custado ao Futebol Clube do Porto um jogo mais tranquilo.

José Peseiro mostrou a primeira novidade evidente face a jogos anteriores apenas após a última substituição, mas sem ainda manifestos resultados. Aliás, o marcador poderia ter sido, não fosse a displicência insular em frente ao golo. O jogo mostrou que ainda há muito trabalho pela frente, quer do ponto de vista táctico, quer do ponto de vista psicológico. Houve quem desligasse do jogo em diversos momentos. Quarta-feira será apenas para cumprir calendário, em Santa Maria da Feira. José Peseiro terá uma oportunidade mais confortável para testar as suas ideias. O campeonato regressa no próximo fim-de-semana com a deslocação ao terreno do Estoril.


Positivista. Esperançado. Crente. Portista.

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domingo, 24 de janeiro de 2016

"Avance, Professor." Antevisão: Futebol Clube do Porto vs CS Marítimo (Liga NOS)

Imagem original presente em http://www.viva-porto.pt/

Finalmente o lugar de Treinador Principal do Futebol Clube do Porto volta a ser ocupado no banco de suplentes. Uma última palavra para Rui Barros, que cumpriu o papel de Treinador Interino durante 4 jogos, e que se junta à equipa técnica que apoiará José Peseiro em busca de glória. O principal objectivo, como disse José Peseiro, é ser campeão. Acredita que é possível, mesmo tendo em conta o difícil calendário que tem pela frente. Os dois principais adversários já ganharam e, também por isso, os três pontos são cruciais para manter a esperança viva. José Peseiro teve três treinos para preparar a equipa para um adversário que também mudou de treinador. O Futebol Clube do Porto regressa ao Estádio do Dragão, depois de quatro jogos fora de casa com Rui Barros. Rescaldo: duas vitórias no derby da Invicta, para o Campeonato e para a Taça de Portugal, e duas derrotas a norte, Guimarães e Famalicão, a última para a Taça da Liga, competição onde já está eliminado.

Em contraste com o que é apanágio no Porta 26, não será previsto qualquer onze. Tenho esperança de ver algo novo. Não há uma segunda oportunidade para causar uma primeira boa impressão, e por isso espero ver algo de diferente. Sim, em apenas três treinos espero ver algo de diferente. Espero ver dedo de José Peseiro. Dois avançados? Se calhar ainda não, mas quem sabe…

O desgaste dos jogadores foi gerido por Rui Barros de forma positiva. No jogo de Famalicão troca todo o onze. Face ao jogo de quarta-feira regressam oito jogadores à convocatória. Continuam de fora os lesionados Evandro e Bueno. De fora também fica André Silva, por opção. Lichnovsky e Tello já seguiram viagem, um por empréstimo, outro de forma definitiva.

É notório que o futebol do Futebol Clube do Porto precisa de um abanão. Os jogadores também precisam de acordar. Seria aconselhável por muitos uma adaptação lenta e sustentada às novas ideias do Treinador. Mas o calendário força o oposto. Rapidez e perfeição raramente fazem par, mas não existe outra opção, de momento. Haverá pouco tempo e muita competição na sua pré-época. O espaço de manobra é curto, admita-se. Mas se quer cumprir com as ambições que ele próprio traçou em público, terá de começar cedo a construir esse caminho. Neste ponto, surgem os adeptos. José Peseiro pediu estádio cheio. Há que dar a oportunidade a esta nova equipa técnica de implementar os seus processos e passar as suas ideias. Nesse sentido, pede-se paciência a quem se deslocar ao Estádio do Dragão. Umas mais do que outras, mas todas as equipas fazem passes para trás e retêm a posse de bola.

Positivista. Esperançado. Crente. Portista.

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O 21º de Janeiro (parte dois): A entrevista de Jorge Nuno Pinto da Costa.


Antes de ler o rescaldo da entrevista de Jorge Nuno Pinto da Costa ao Porto Canal, clique aqui para ler o post sobre a apresentação do novo Treinador do Futebol Clube do Porto José Peseiro.

Os bastidores da entrevista que muitos Portistas esperavam.

Pouco passava das 22h30 quando Júlio Magalhães apresentou o seu convidado de hoje: o Presidente da SAD do Futebol Clube do Porto Jorge Nuno Pinto da Costa. Sinal de que apenas se iria falar de futebol? Na maior parte sim, mas não só. Debrucemos-nos apenas sobre os principais temas abordados.


Realçando a expectativa dos Portistas, o Presidente afirma que era este o momento certo para falar: mudança recente de Treinador e recandidatura.

Não creio, Presidente. A sua presença foi necessária muito mais cedo. E não apenas para se vangloriar com a liderança no campeonato, que rapidamente se esfumou.


Confirma-se a ideia que todos os sócios e adeptos: Jorge Nuno Pinto da Costa é candidato a um 14º mandato à frente do Futebol Clube do Porto, assegurado que está o seu estado de saúde.


Rapidamente foram abordadas as alterações feitas à equipa técnica que comanda o futebol.

“Entendi fazê-las agora porque me convenci a partir do momento em que senti que já não havia condições para podermos lutar pelos nossos objectivos. Senti que já não havia comunhão de ideias entre todos os sectores, entre técnicos, jogadores, e o próprio público (…) No Rio Ave foi o jogo decisivo em que eu me capacitei por vários factores, incluído pela própria reacção do treinador (…)”.

Segundo o Presidente, as medidas estavam a ser preparadas e que foram implementadas quando Julen Lopetegui saiu. O espanhol foi um autêntico fiasco, como ele próprio o admitiu. Apenas não compreendo o porquê de só se terem processados estas alterações agora. Houve uma pré-epoca onde seria perfeitamente possível executar essas mudanças, quem sabe com outras opções para assumir a responsabilidade principal. As condições para Julen Lopetegui continuar já estavam deterioradas antes de terminar a temporada anterior. Infelizmente, perdemos tempo a reagir.


Sobre supostos candidatos:

“Eu disse que sou candidato. Agora todos os sócios que estiverem em condições de pretenderem ser candidatos, eu respeito-os.”

Já referi anteriormente que o ninguém irá se candidatar contra Jorge Nuno Pinto da Costa. Seria, na minha perspectiva, algo impensável e até “suicida” para qualquer sócio que ambicione ser Presidente do Futebol Clube do Porto. Neste momento, existe massa crítica suficiente entre mais de 100.000 associados para garantir uma alternativa à gestão do clube e da SAD. Para mim, o problema não está na liderança, ou seja, no Presidente. Está sim em quem o aconselha. É algo que Jorge Nuno Pinto da Costa admite mais à frente.


Não gostava de ver um candidato do Futebol Clube do Porto apoiado pelo Correio da Manhã”.

Nem eu, nem qualquer Portista que saiba o que o CM escreve sobre o Futebol Clube do Porto. Uma das várias indirectas a Vitor Baía. Sem o atacar directamente, soube “mandar a boca” quando oportuno. Demonstra cautela, sabendo que, mesmo sendo empregado do CM, seria prejudicar a sua imagem e dar força a uma potencial candidatura do ex-guarda-redes do Futebol Clube do Porto.


“Desconhecia totalmente a reacção que a minha mulher teve (…) Fui apanhado de surpresa”.

Outro ponto no qual Pinto da Costa foi cauteloso e, neste momento ficou o embaraço. Aquele tipo de coisas que todos permitem que seja dito, mas muitos percebem que não é bem assim. Ficará sempre a dúvida. O “só há que acreditar no que ele disse” não é argumento nesta matéria.


“Lopetegui foi uma escolha minha (…) Eu tinha boas informações, tinha informações de pessoas credíveis do futebol espanhol (…) Dizer que foi uma aposta ganhar? Não (…) Não quis compreender que as coisas não eram como aquilo que estava a pensar”.

Jorge Nuno Pinto da Costa admite que não gostava do jogo da equipa e, que, quando entrou no balneário, Julen Lopetegui disse que resolvia-se o problema em dois segundos. Enganou-se o Presidente e, segundo o próprio, o espanhol enganou-o também. Depois de referenciado pelas suas fontes, quem sabe com outras motivações que não o sucesso do Futebol Clube do Porto, foi levado a falar com o treinador espanhol e lhe endereçou o convite. Não creio que um Presidente que está à frente de clube desde 1982 seja enganado desta forma. Surge Jorge Mendes à conversa, esperando pela proposta do espanhol para um entendimento. Conversa. Julen Lopetegui já vai longe…


“Imbula era um ferrari (…) Um ferrari para estar na garagem”.

O discurso também foi para fora. A bola da direita para a esquerda, da esquerda para a direita não motiva o público. Em particular, Imbula também não, sendo este um desejo específico de Julen Lopetegui e que, ainda quando era treinador do Futebol Clube do Porto, dizia-se que podia estar de saída. Reafirmo: ninguém no seu perfeito juízo confia num jogador para ser titular na Liga dos Campeões e ficar de fora das convocatórias nos restantes jogos. Joga apenas pelo interesse financeiro, confiando na montra que é a competição europeia, e não pela qualidade que demonstra nos treinos e jogos.


“O Adrian Lopez tem uma história (…) 60%, 11 milhões. O empresário apresenta uma solução. Nos apresentamos letras para um ano depois. Se não quiséssemos pagar, que o vendiam pelo mesmo dinheiro. O jogador não foi colocado. Quando vieram as letras, tivemos de as pagar (…) O empresário era o Jorge Mendes. (…) Não faço mais negócios destas, mas não perdi a confiança em Jorge Mendes”.

Bela história. No momento do negócio já se suspeitava de que algo era anormal. No papel, o negócio parecia interessante, pese embora o risco. Era um desejo de Julen Lopetegui e que poderia ser muito útil à equipa. Foi uma nulidade. E com um custo astronómico. Outro negócio em que Jorge Mendes beneficiou, e de que maneira. Maus conselhos, uma vez mais.

Na altura deste cumprimento, José Peseiro não estava em nenhum clube.
Fotografia presente em www.zerozero.pt

Se nós tivéssemos a desmentir cada um que se falava, nós tínhamos de admitir um funcionário só para os desmentidos”.

Um primeiro desmentido seria suficiente. E não basta uma piada durante o aniversário de uma biblioteca nem um comunicado à CMVM, que não é totalmente verdadeiro. Se, na entrevista, não há menção de uma negociação de contrato, ou seja, de discussão de números, é verdade que, no dia em que Lopetegui foi afastado do comando do Futebol Clube do Porto, Jorge Nuno Pinto da Costa declara que contactou José Peseiro, que pensou bem na sua resposta ao início da tarde. No entanto, diz à CMVM que não estava em negociações com nenhum treinador.

Quanto à contratação de José Peseiro, confirmou (mau era…) aquilo que o novo Treinador do Futebol Clube do Porto tinha referido ao início da tarde. Contacto na manhã de quinta-feira. José Peseiro teve de reflectir na sua resposta, talvez por uma questão de fuso-horário. O momento mais importante da sua carreira. Disse que tinha jogo nesse dia. Vitória por 7-3.


“Foi a minha primeira opção”.

Não foi a primeira, nem a segunda, nem a terceira opção. Até Sérgio Conceição declinou, quando pressionado pela comunicação social e vendo questionada a sua seriedade. Não tenho dúvidas que foi a comunicação social que fez mudar as ideias a Sérgio Conceição. Jorge Nuno Pinto da Costa não faz ideia se os Portistas preferiam outro nome. Estaremos cá para ver se, tal como o presidente acha, a equipa de Peseiro joga da forma que os nosso adeptos gostam. José Peseiro diz que é possível ser campeão. O futuro o dirá, e espero que o diga mesmo. No mínimo está cá para um ano e meio, mesmo que não seja campeão. Outra afirmação que questiono. Acredito que possa ser para pelo menos 18 meses, se for campeão. Se não for, já é incerto.


“A contestação nas redes socias, a mim, não me dizem nada (…) A mim, o que me diz, é os adeptos, os sócios”.

Qualquer um pode dar a sua opinião nas redes sociais. É positivo ouvir e interpretar algumas das opiniões fundamentadas sobre a realidade do clube. Aliás, infelizmente é pelas redes sociais que se expõe muitas verdades. Umas que o clube deveria referenciar, e que não o faz. Outras que até pretende esconder.


A possível colisão entre Antero Henrique e Alexandre Pinto da Costa por causa da contratação  de Suk também foi tópico. 

“Suk foi o último desejo de Lopetegui (…) Peseiro quis Suk.”

A parte onde Jorge Nuno, sempre relaxado, mais hesitou. Mexe na cadeira, troca de pernas, dedo no nariz, discurso mais embasbacado. Um Portista mais crítico pressionaria e seria específico nas questões. Júlio Magalhães decidiu não pressionar o entrevistado. Reitera que foi o próprio que tratou da transferência de Suk com o Presidente do Vitória de Setúbal, e que nada faz sem ouvir Antero Henrique e Reinaldo Teles. Alexandre Pinto da Costa é empresário por coincidência. Afirma que não há nenhum jogador da equipa A que seja agenciado por Alexandre Pinto da Costa. Eu diria que nem tudo foi contado, até porque a Energy Soccer já recebeu várias comissões de negócios com o Futebol Clube do Porto. Até 2020 está tudo fechado a sete chaves. Mas o Portista anda atento e vê Lambourghinis no Instagram e paleio no Facebook. As redes socias ajudam muito nesse sentido.


O apito, como não podia faltar, também foi abordado.

“O problema da arbitragem é a forma de como o conselho de arbitragem gere os árbitros.”

Faço por não falar de arbitragem. Sobre esta matéria em especifico, deixo um link para um artigo do Tribunal do Dragão, sobre Vitor Pereira e as suas declarações ao Record, já posteriores a esta entrevista. Jorge Nuno Pinto da Costa prevê surpresas iguais à de Marco Ferreira.


No geral, discurso característico, humorado e com algum detalhe. Arrastado, mas ponderado, é um registo onde Jorge Nuno Pinto da Costa se sente muito confortável. Dá a entender que Júlio Magalhães fez as perguntas que bem entendeu, umas mais incomodativas do que outras, mas que nunca deixaram de ter resposta. Se a entrevista não foi preparada? Tenho dúvidas... Segredos da profissão.


Duas notas muito breves, apenas para terminar: Lichnovsky foi para o Sp. Gijon, por empréstimo. Não jogando, para já, tem de procurar outras oportunidades. A equipa B já não é lugar para ele. Tello já está na Fiorentina. Um abraço, Tello. Obrigado pelo “hat-trick” ao Sporting. Retratou muita gente.



É agora tempo de passar das palavras ao actos. Como sócio, estarei no local de sempre. Estádio do Dragão cheio, como pede o nosso “Mister”.


Promova o debate. Comente e deixa a sua opinião.
Um abraço.