terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Pós-Jogo: Futebol Clube do Porto 1-3 CS Maritimo.

Imagem original em www.fcporto.pt

Bonito serviço......

Foi com alguma surpresa que, ao receber a notificação da app do Futebol Clube do Porto, constatei tamanha rotação: André André.... Sérgio Oliveira... André Silva... Não previa tanto! Surpreendido, mas esperançado! E calmamente segui viagem em direcção ao Estádio do Dragão, esperançado que os escolhidos pelo nosso treinador fossem capazes de somar três pontos.

Com tantas alterações, o jogo iniciou-se com a apreciação da disposição táctica da equipa. Tello pelo flanco esquerdo, Sérgio sozinho à frente dos centrais e os dois interiores a começar de perfil, com responsabilidades equilibradas mas com liberdade de mobilidade. Embora ambas as equipas ainda estivessem a adaptar-se ao adversário, cedo o árbitro Vasco Santos foi empurrado para o protagonismo. Aliás, foram vários os lances de difícil avaliação, sendo que, aos 12 minutos, cai André André na grande área carregado em falta para grande penalidade.

No entanto, a primeira oportunidade pertenceu ao Marítimo. Fransérgio não correspondeu da melhor forma no primeiro canto da partida.

Verificava-se no Futebol Clube do Porto alguma dificuldade em organizar a transição defensiva, mas a usufruir do atraso de Sergio Oliveira no terreno para criar jogo e chegar confortável ao último terço do terreno. Sem oportunidade, o primeiro coro de assobios chega aos 24 minutos, que é respondido pela primeira tentativa de Victor Garcia, a que se sucederem André Silva e Sergio Oliveira. A urgência e a precipitação do momento, já em cima do intervalo impediram tanto André André como André Silva de abrir o marcador, e chegamos assim ao intervalo.

A segunda parte trouxe novidades: troca de flancos por parte dos extremos, a saída de André André para a entrada de Imbula, o adiantamento no terreno de Sérgio Oliveira...... e o golo do Marítimo. Fransérgio ameaçou na primeira parte, mas não perdoou na segunda. Marítimo na frente no Estádio do Dragão. Evandro e André Silva tiveram a possibilidade de empatar o jogo, mas demorarm demasiado a resolver. Lopetegui troca Sérgio, que desapareceu no segundo tempo, por Corona, que fica obrigado a ter a iniciativa de jogo, mas sem sucesso. Marcano tentar emitir Depay, e o seu atraso deficiente dá o segundo golo ao Marítimo. Eis que começa o maior coro de assobios de que há memória a Lopetegui, que troca Varela por Aboubakar, já em desespero. As claques tentam contra-atacar esse facto, puxando pela equipa e relembrando o dia de aniversário do Nosso Grande Presidente, que cumpriu ontem o seu 78º aniversário. Confiança "cega" em Jorge Nuno Pinto da Costa, clima de ruina para o treinador. Muitos já não viram o 0-3 e os que ficaram ora preferiram bater palmas de forma irónica, ora decidir imitar a saudação a Nossa Senhora. Um clima de verdadeira tensão, bem diferente do "pré-Natal". Concentram-se forças de segurança entre a bancada e o banco do Futebol Clube do Porto. Onde é que eu ja vi isto? Ah, exacto! No último jogo do Paulo Fonseca como treinador do Futebol Clube do Porto. Aboubakar, ainda reduz, mas sem amenizar a contestação vinda das bancadas.

Terminou assim o jogo, com uma derrota surpreendente.

Helton (4): Difícil de dar melhor nota, perante o resultado. 3 golos sofridos, talvez mais 3 evitados. 

Víctor Garcia (5): Acutilante a atacar, e com rapidez. Mas com dificuldades a defender. Foi um bom regresso do venezuelano que, a entrar numa equipa mais rotinada, poderia ter feito um jogo melhor

Maicon (4): Acho que vi o irmão dele na bancada. Só podia! Ninguém anda de calções com este tempo.....

Marcano (2): Uma exibição que não estava a ser má, acaba por ficar marcada pela oferta monumental a Alex Soares. Talvez um presente que não conseguiu enviar a tempo. Até ao Feirense não deve voltar a jogar.

José Angel (6): 3 golos sofridos nunca podem ser causa de elogio. Mas foi dos mais esforçados. Sempre presente no ataque, ora na ajuda a Tello, ora a fazer de Varela, e com a sempre difícil tarefa de fazer frente a Moussa Marega. É dos jogadores do Futebol Clube do Porto que melhor cruza, e ainda por cima esquerdino. Não abundam no nosso plantel. Não foi por ele que tivemos resultado desastroso.

Sérgio Oliveira (6): Para mim, foi o melhor do primeiro tempo. Esclarecido com a bola, beneficiou de espaço para organizar o jogo ofensivo e defendeu com raça e querer característico. A mudança de posição no segundo tempo prejudicou muito a sua prestação. Saiu ao minuto 67.

André André (5): Regresso à competição muito saudado, após "problemas físicos". Esses ainda estão por apurar e duvido que alguma vez se conheçam. Dinâmico e esforçado, teve nos pés a possibilidade de abrir o marcador. Saiu ao intervalo, guardado talvez para o clássico.

Evandro (5): Elogio semelhante ao de André André. Jogou os 90 minutos. Teve nos pés uma grande oportunidade para empatar a partida com o guarda-redes fora da baliza, mas sem sucesso. Faltou mais qualidade na definição de jogo, que nem sempre foi bem construído.

Tello (4): Ora à esquerda, ora a direita, com muitas dificuldades de ter bola e criar perigo, ora a assitir para colegas, ora no um contra um. Segue prometendo mais do que o que cumpre, principalmente se pensarmos na folha salarial do jogador. Entra certamente no último ano no Futebol Clube do Porto.

Varela (3): Jogou? Pouco se viu, infelizmente Provavelmente aproveitou demasiado a ceia de Natal. Saiu tarde demais, aos 75 minutos.

André Silva (4): Noite de estreia azarada para miúdo. Mobilidade, iniciativa de jogo, participação na circulação. Mas sem o principal: finalização! Foram várias e diversas as oportunidades que teve para facturar nesta partida, mas com aproveitamento nulo. Merece mais oportunidades mas exige-se mais de um avançado.

Imbula (4): Provavelmente já está a pensar noutro clube. O Futebol Clube do Porto perdeu muito com a entrada de Imbula. Lento a pensar e a decidir, tentou por diversas vezes fazer uso do poder físico para avançar, mas sem sucesso. 

Corona (5): Entrou com iniciativa e procurou mexer na partida. Creio que deveria ter entrado ao intervalo, face ao resultado. Mesmo assim, sem grande sucesso. 

Aboubakar (6): Fez 15 minutos, mais a compensação. Falhou, mas também facturou. Não foi por ele que tivemos este resultado.

Lopetegui (3): O nosso treinador continuar a achar que isto é o Football Manager, ou o FIFA. Decide um onze e espera que os jogadores façam o resto. Caiu novamente no erro de rotação em demasia, que custa ao Futebol Clube do Porto a taça da liga logo após o seu primeiro jogo. Muito contestado, e com razão. Quis dar tempo a Imbula, mas lança as pedras ofensivas muito tarde. Creio que está por um fio. Em Alvalade, não pode perder o primeiro lugar, sob pena de ir passar os Reis já a Espanha. 

Os número não deixam dizer que o Futebol Clube do Porto fez uma fraca exibição. Pese embora esse facto, é clara a dificuldade em aproveitar o jogo que criou, e com algumas unidades com um franco rendimento individual. 

Fico com a sensação que foram batidos vários recordes hoje. Primeiro, depois de tanta insistência via telemóvel e app, talvez a assistência recorde para a Taça da Liga no Dragão: 31.219. Helton não sofria assim no Dragão desde a derrota contra o Nacional. Três derrotas durante o ano de 2015 contra equipas Portuguesas, sempre contra o Marítimo, ainda com um empate pelo meio. 

O Futebol Clube do Porto segue "em brasas" para Alvalade. 

Promova o debate. Comente e deixe a sua opinião.

Um abraço e até breve.

Antevisão: Futebol Clube do Porto vs CS Marítimo (Taça da Liga)

Imagem presente em https://www.facebook.com/FCPorto

Em primeiro lugar aprece-me dizer que a Taça da Liga deveria ser extinta o quanto antes. É uma competição que, a meu ver, nunca terá a atenção devida dos clubes até que esta dê acesso a uma competição europeia. Já que duvido que isso alguma vez vá acontecer, e, com o alargamento da Primeira para 18 clubes e da Segunda Liga para 24, a Taça da Liga é apenas uma competição que enche ainda maisde forma desnecessária, um calendário já por si apertado e com mais custo para os clubes e para a Liga do que proveitos.

Posto isto, hoje joga a Equipa Principal do Futebol Clube do Porto.

O treinador Julen Lopetegui decidiu deixar alguns dos habituais titulares fora dos convocados, promovendo a chamada de André André, Silveste Varela, Lichnovsky e Víctor García. Algo positivo, na minha perspectiva. Julgo que a Taça da Liga poderá novamente ser utilizada pelo Futebol Clube do Porto.

A principal ausência é, a meu ver, o Bueno. Diz o relatório médico do Futebol Clube do Porto que o jogador apresentou problemas físicos e não poderá alinhar frente ao Marítimo. Isto leva-me ao regresso de André André, que esteve quase um mês de fora das escolhas de Julen Lopetegui com “fadiga muscular”. Este será um tema para outra oportunidade.

Creio que este jogo poderá ser uma boa oportunidade para Silvestre Varela e Victor Garcia. São dois jogadores muito pouco utilizados pelo treinador Julen Lopetegui e que poderão ser titulares neste jogo a contar para a Taça da Liga, fazendo descansar outros titulares.

Mesmo sendo um jogo de uma competição menos reputada, julgo que não deixará de haver pressão sobre alguns jogadores. Imbula ficou na bancada no último jogo do campeonato contra a Académica, algo que não tem sido raro. Tem sido um jogador especialmente “protegido” pelas escolhas do treinador, ora por questões físicas, ora por exibições menos conseguidas. Na minha opinião, Imbula jogou na Liga dos Campeões por decreto. O nosso treinador sabia estava obrigado a utilizar Imbula de início em todos os jogos da fase de grupos, por questões meramente económicas. Tendo em conta o investimento feito no jogador, tem sido até ao momento uma época negativa por parte do francês. Não irei alimentar especulações sobre a sua possível transferência, ainda que a título de empréstimo, mas com opção de compra, para o AC Milan, já durante o mês de Janeiro. Julgo que deverá começar este jogo a titular, de forma a provar que há mais para além daquilo que os Portistas viram até agora, que foi muito pouco. Outro jogador que poderá sentir pressão neste jogo será Marcano. Tudo indica que começará a partida de hoje como titular, ao lado de Maicon. Depois do auto-golo contra o Chelsea e as várias trapalhadas frente ao Nacional, ficou de fora nos últimos dois jogos. É altura de voltar às exibições seguras que o têm caracterizado.


Aposto no seguinte onze:
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Com pena minha, prevejo que André Silva e Sérgio Oliveira comecem o jogo no banco de suplentes. São jogadores de enorme valor e da nossas formação, que deveriam ter mais oportunidades de mostrar o seu futebol. Creio que a Taça da Liga é a competição perfeita para que tal aconteça. No entanto, fruto das muitas alterações já feitas, poderão apenas ter oportunidade de jogar alguns minutos. Espero apenas que Julen Lopetegui tenha mais bom senso desta vez e apenas os coloque a aquecer caso tenha reais intenções de os fazer entrar em campo. Palpito que André André comece o jogo no banco. Não me surpreenderá se entrar de início, mas poderá ser a surpresa para Alvalade.

Será crucial começar com uma vitória este novo ciclo que se avizinha, depois das mini-férias de Natal. Recorde-se que o Futebol Clube do Porto tem um total de nove partidas calendarizadas para o mês de Janeiro, a começar pela visita a Alvalade, já no próximo dia 2 de Janeiro. Por isso, a gestão do plantel, das expectativas dos jogadores e dos adeptos, e o ataque à conquista das competições onde o Futebol Clube do Porto está envolvido passa por um mês de Janeiro de elevado sucesso e qualidade futebolística. Será um mês decisivo para as aspirações do Nosso Grande Clube.

Promova o debate. Comente e deixe a sua opinião.

Um abraço e até à próxima.

O Natal é quando o Porto quiser



Saudações Azuis e Brancas.

Deslumbremos este número: 457.500.000,00 €. Talvez por extenso se consiga compreender a magnitude deste negócio: quatrocentos e cinquenta e sete milhões de €uros.
Um número bem gordo por um “pacote” bem completo, anunciado já na madrugada do dia 27 de dezembro. Devemos reflectir sobre esse pacote:

- “Direitos de Transmissão Televisiva dos jogos disputados pela Equipa Principal de Futebol, na qualidade de visitado, na Primeira Liga, bem como do Direito de Exploração Comercial de Espaços Publicitários do Estádio do Dragão, pelo período de 10 épocas desportivas, com inicio em 01 de Julho de 2018”
         Recorde-se que, ainda em 2011, o Futebol Clube do Porto renovou o contrato com a Olivedesportos por 82,800 milhões para mais quatro temporadas: entre 2013/14 e 2017/18. A partir da época 2018/19, os direitos televisivos dos jogos da Primeira Liga pertencerão à PT. Embora desconheçamos a maioria de detalhes, é provável que o bolo principal deste valor seja para esta rúbrica. Por isso, podemos estar a falar de uma avaliação destes direitos televisivos perto do dobro. É um salto fantástico! Extraordinário! Recorde-se que o Futebol Clube do Porto recebe cerca de 20 milhões por época da Olivedesportos.

- “Direito de Transmissão do Porto Canal, pelo período de 12 épocas e meia, com inicio a 01 de Janeiro de 2016”
          Pela falta de detalhes do negócio, é a rúbrica que mais me preocupa. Confesso que a ambiguidade da frase levou-me, numa primeira fase, a julgar que estes direitos não seriam exclusivos. No entanto, na tentativa de me informar mais sobre todo o negócio, já não tenho essa opinião. Estou certo que todas as outras operadoras de telecomunicações estarão interessadas em distribuir o Porto Canal. Mas é provável que terão de negociar essa distribuição com a PT e não com o Futebol Clube do Porto. Será algo para verificar no próximo dia 1 de Janeiro. No entanto, confesso o meu dilema: não sou cliente MEO, nem desejo ser.

- “Estatuto de Patrocinador Principal do FC Porto, com o direito de colocar publicidade na parte frontal das camisolas da Equipa Principal de Futebol do FC Porto, pelo período de 7 épocas e meia, com inicio a 01 de Janeiro de 2016.”
Montagem de www.fcporto.ws
      Será complicado para mim deixar enormes elogios à MEO, não só pela sua oferta de telecomunicações, mas também pelos seus constantes e maçadores spots publicitários. No entanto, depois de cerca de 6 meses de descanso, e com esperança na chegada de um patrocinador internacional com elevada reputação, regressamos à MEO. Releva, no meu ponto de vista, duas coias fundamentais. Em primeiro lugar, a dificuldade, a meu ver preocupante, que o Futebol Clube do Porto teve em encontrar um patrocinador alternativo. Em segundo lugar, o regresso da PT, que prova o interesse reforçado do novo dono da PT em apostar no desporto, no Futebol, nos clubes Portugueses e, em especial, no Futebol Clube do Porto.

É este o valor do maior negócio da história do futebol Português. É com um grande orgulho e uma enorme satisfação que congratulo Jorge Nuno Pinto da Costa pelo sucesso deste negócio, com um cumprimento especial para o Porto Comercial, cuja sua competência foi certamente decisiva na protecção dos interesses do Futebol Clube do Porto. Felicito também o Nosso Grande Presidente pelo cumprimento do seu 78º aniversário.


Promovam o debate. Comentem e deixem a vossa opinião.
Um abraço e até à próxima.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Manifesto Porta 26


A presente dissertação serve de Manifesto para a intenção do Blog Porta 26.

O Porta 26 deve ser considerado como um blog de opinião, criador de debate de ideias e pontos de vista sobre a realidade do Futebol Clube do Porto.

O Porta 26 pautar-se-á pelos valores da competência, paixão, ambição e rigor, pilares de base do Futebol Clube do Porto.

O Porta 26 não é afiliado de nenhum órgão de comunicação social ou sujeito a qualquer tipo de pressão, seja qual for a sua origem.

Ocupa o lugar no Porta 26 um Portista acérrimo, apaixonado e palpiteiro na hora da competição, mas ponderado e com capacidade de promoção de discussão positiva fora das “quatro linhas”. Este nega ter aprendido em algum momento a habilidade de assobiar, pese embora ocupe a sua própria cadeira de sonho no Estádio do Dragão com a maior frequência que lhe é possível.

Todo o elogio redigido no Porta 26 deverá ser considerado como uma exaltação do que é “Ser Porto” bem como a representação digna, respeitosa e justa da camisola do Futebol Clube do Porto em qualquer local onde se desenrole a competição.

Toda a crítica apontada no Porta 26 deve ser analisada de forma justa e ponderada, e que tem por objectivo máximo a evolução do Futebol Clube do Porto como instituição de referência e como marca com reconhecimento nacional e internacional, bem como a criação das máximas condições para o alcançar do sucesso.

O Porta 26 pretende reflectir, de forma clara e inequívoca, só e apenas a visão e opinião de quem publica. Não obstante este facto, considera-se que, em todo o momento, existam Portistas que discordem, e Portistas que concordem com as opiniões e visões redigidas neste blog. A sua posição em qualquer assunto não eleva ou menospreza a sua condição de Portista.

O Porta 26 convida todos os Portista a deixarem a sua opinião, comentando qualquer publicação deste blog, de forma a cumprir os seus pressupostos: promoção da opinião e debate saudável sobre o Futebol Clube do Porto.


A partir da Antiga, Mui Nobre e Sempre Leal Invicta Cidade do Porto, a vencer desde 1983.